Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Angola - Recebe as primeiras locomotivas GE

O primeiro lote de 15 locomotivas que vão reforçar a capacidade dos Caminhos-de-Ferro de Angola chegou ao país em finais de Novembro passado, anunciou em Luanda o ministro dos Transportes Augusto da Silva Tomás.

As locomotivas, fabricadas pela General Electrics, foram desembarcadas nos portos de Luanda, Lobito e Namibe a fim de entrarem ao serviço das empresas Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL), Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) e Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM).

O fornecimento das locomotivas é resultado do memorando que o governo de Angola e a General Electric Company assinaram em Fevereiro de 2013, em Chicago. O memorando, rubricado pelo CEO da GE Transportation, Lorenzo Simonelli, e pelo ministro dos Transportes angolano, Augusto Tomás, estende a colaboração ao sector de aviação civil e à reparação de locomotivas até então avariadas.

Nos termos do memorando, as primeiras 15 locomotivas deveriam ter chegado a Angola em 2014 e as restantes 85 num período de cinco anos, mas a degradação da situação financeira do país atrasou a sua concretização. Ainda assim, a entrega agora concretizada antecipa o previsto para o primeiro semestre de 2017.

As unidades encomendadas por Angola estão a ser construídas em Erie, Pennsilvânia.

Além das locomotivas, a General Electric vai fornecer peças e formar técnicos angolanos na manutenção dos equipamentos. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Galiza - ‘Confluência normativa’ aprovada por unanimidade

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) aprovou dia 3 em assembleia o texto que recolhe a confluência das duas tradiçons normativas que coexistiam no reintegracionismo, que a partir de hoje contará com umha única proposta ortográfica e morfológica. A Ortografia Galega Moderna convergente com o português no mundo (nome provisório) será lançada em app para telemóvel e numha wiki-faq, onde já se encontra umha primeira versom que também será editada em livro (com exercícios práticos) no próximo mês de janeiro.
























Desde o nascimento do movimento reintegracionista contemporáneo, conviviam nele duas sensibilidades, com usos gráficos mais ou menos convergentes com o português no mundo. Em termos normativos, isto refletia-se no uso de duas normas independentes, cujas principais discrepáncias entre si era o uso de formas divergentes para o indefinido feminino (uma/umha) e para a terminaçom que na Galiza pronunciamos –om/-am, que havia quem escrevesse com til (ão) e quem nom (om/am).

Na prática, a confluência normativa implica umha ampliaçom das velhas normas da AGAL, que passam a incluir mais algumhas duplicidades, aquelas que estám justificadas nos usos conscientes das pessoas reintegracionistas. Ainda, dentre as duplicidades que já tinha esta norma, serám relegados alguns traços gráficos que nom se justificam no uso atual do reintegracionismo (como oç no início de palavra ou a forma irmám acabada em –am).

O processo é em certo modo paralelo ao sofrido pola própria normativa ILG-RAG do galego em 2003, em que agora convivem as terminaçons ble-bel ou eria-aria. Com este passo, a associaçom admite que a “normativa” deve acompanhar a realidade, admitindo os usos reais, porquanto era evidente que cada vez mais reintegracionistas faziam uso de formas que nom recolhia a norma da AGAL agora ampliada.

Para a AGAL, as pequenas discrepáncias que exibiam as duas tradiçons gráficas deixaram de justificar que fossem mantidas duas normas independentes. Por isso, será divulgado um novo texto normativo de carácter orientativo que se insere na tradiçom de línguas que, como o inglês, nom contam com normas prescritivas (apenas descritivas), com duplicidades que só o uso das pessoas irá resolvendo.

Para obteres mais informaçom sobre a nova proposta ortográfica da AGAL podes consultar o texto aqui, nomeadamente o primeiro capítulo: “Esclarecimentos prévios”.

Para além deste ponto, a AGAL também aprovou no Paço da Cultura de Ponte Vedra (por ocasiom do Culturgal) os objetivos estratégicos e os orçamentos do ano 2017.

Já na parte da tarde fôrom lançadas algumhas novidades da Através Editora no espaço livros do Culturgal, num dos atos mais concorridos e aplaudidos da tarde. Concretamente fôrom apresentados conjuntamente Bolcheviques (volume coordenado por Teresa Moure e editado junto com Xerais), O Penálti de Djukic (Carlos Taibo), A imagem de Portugal na Galiza (Carlos Quiroga) e A imagem da Galiza em Portugal (Carlos Pazos), que estivérom à venda na banca que a Através Editora montou nesta feira das indústrias culturais galegas. In “Portal Galego da Língua” - Galiza

Brasil - Comércio exterior: o que esperar de 2017

SÃO PAULO – Apesar das tintas carregadas com que alguns analistas têm pintado o cenário para o Brasil em 2017, em razão da crise política entre o Congresso e o Poder Judiciário e até da pouca governabilidade que transparece das ações do mandato-tampão do presidente Michel Temer, para o comércio exterior brasileiro as perspectivas não seriam tão turvas assim.

Uma das razões para essa análise mais otimista é a fase de conclusão em que se encontram as negociações para a assinatura de um acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), depois de alguns avanços e muitos retrocessos desde 1998, quando tiveram início as tratativas, passando depois por uma paralisação de 12 anos. Como se sabe, o interesse europeu neste acordo de comércio deve-se, em grande parte, ao Brasil. Afastada a questão política, que nascia da pouca credibilidade que os governos anteriores passavam para o bloco europeu, o atual governo mostrou-se mais prático e decisivo nas negociações, facilitando a contrapartida por parte do bloco europeu.

Um exemplo disso é o estudo divulgado pela Comissão Europeia que mostra que a Europa terá importantes ganhos se o acordo com o Mercosul vier a ser assinado, inclusive no setor agrícola, a maior fonte de preocupação dos governos europeus, que, a princípio, temem a abertura de seus mercados para a concorrência externa. Diz o estudo que os europeus, até 2025, ampliariam em 29 bilhões de euros as suas compras de produtos agrícolas, metade das quais seria procedente das nações que formam o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).  Já as exportações do Mercosul para a UE aumentariam  14 bilhões de euros em dez anos, ou seja, haveria um salto de 24% nas exportações do bloco sul-americano para o europeu. O que se espera é que essas negociações avancem em 2017.

O outro ponto de preocupação para os analistas do comércio exterior brasileiro é o possível comportamento do governo Trump, a partir de janeiro. Mas, seja como for, é preciso levar em consideração que o Brasil, ao contrário do México e da Colômbia, não é extremamente dependente da política externa dos EUA, embora aquele país seja o principal destino das exportações dos manufaturados brasileiros. O prejuízo maior para o Brasil aconteceria se os EUA adotarem regras mais rígidas para a importação de produtos agrícolas.

Além disso, obviamente, o Brasil não faz parte das prioridades dos EUA e esse status não deverá ser alterado sob o governo Trump, que deverá se preocupar mais com mudanças em tratados como Nafta, com Canadá e México, TPP, que responde por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e TTIP, que envolve a UE. Tudo, porém, não passa de especulações e o mais provável é que as relações comerciais entre Brasil e EUA sigam sem maiores turbulências. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

UCCLA - Fórum empresarial “Educar, Sentir e Ver" promovido pela Casa de Moçambique



A Casa de Moçambique vai promover um fórum empresarial sobre educação cujo tema é “Educar, Sentir e Ver”, no dia 13 de dezembro, pelas 9h30, na sede da UCCLA (sita na Avenida da Índia, n.º 110), em Lisboa.

A abertura do evento será feita pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, e presidente da Casa de Moçambique, Enoque João.

O debate conta com o apoio institucional da UCCLA e decorre no âmbito do ciclo de debates sobre "A Língua como Bandeira Económica” promovidos pela Casa de Moçambique. UCCLA

Morada: Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W


Aceda ao programa aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Macau – um pequeno território capaz de construir Pontes.

Macau é a ponte entre a China e o mundo lusófono e por consequência a CPLP. A China tem demonstrado muita simpatia por este conjunto de países da mesma forma que tem demonstrado interesse em fortalecer as relações comerciais entre os dois. São levadas a cabo Cimeiras, Conferências Ministeriais e contactos diplomáticos de vária natureza. Falamos de um território com uma extensão de apenas 30km2 mas com uma influência e uma visibilidade que correspondem a muito mais do que isso


Ao analisar com mais rigor a questão da Lusofonia, podemos verificar que o Brasil mais do que qualquer outro é o protagonista por excelência da CPLP. As suas fragilidades e os seus interesses são sempre tidos em linha de conta, mais do que os de qualquer outro dos membros, na tomada de decisões - o Acordo Ortográfico teve uma grande influência sua - e é tido como o grande bastião da Comunidade Lusófona.

No entanto, o Brasil é um país com imensas idiossincrasias de difícil resolução e vê em todas as alternativas comerciais ou económicas um escape para os seus problemas e não uma forma de resolução dos mesmos.

E isto leva-nos a que nos questionemos, apesar de sabermos que a maioria da população falante de Português se encontra em território brasileiro e que este foi um dia considerado como uma “extensão de Portugal”, sobre o porquê deste protagonismo dado ao Brasil que não se reflecte em melhores condições para toda a CPLP? Tivesse o Brasil um papel de destaque e uma imagem de maior credibilidade na sua gestão interna, e talvez isso fosse possível.

Assim, ao olharmos para o mapa-múndi e no que à CPLP diz respeito, podemos perceber que começam a aparecer muitos países que pedem o estatuto de observadores e embora nos seus estatutos, a CPLP não admita territórios como seus membros, há territórios que não só mantêm uma ligação forte à Lusofonia, como aos usos e costumes que herdaram aquando da passagem dos portugueses, como inclusivamente mantêm o uso da Língua embora neste momento estejam agregados politicamente a outros países.

A questão galaico-portuguesa, no entanto, assume outros contornos. Há uma grande identificação cultural e linguística entre a Galiza e Portugal, são muitas até as plataformas educativas e comerciais que unem os galegos e os nortenhos. As semelhanças linguísticas contribuem sobremaneira para o fortalecimento destes laços mas é necessário não cair no erro da padronização. No caso da Língua, a corrente reintegracionista deixou cair o debate sobre o galego vivo nos anos 80 ao mesmo tempo que apadrinhava uma identificação com a norma portuguesa. O Acordo de 1990 leva a que se dê mais um passo em direcção à aproximação de ambos os espaços mas este desrespeita a tradição ortográfica do galego pois propõe que se fale galego mas se escreva português o que vai de encontro ao principal objectivo do Acordo Ortográfico e que o torna virtualmente impraticável.

Quanto aos estatutos, sob pena de a CPLP ficar presa em si própria, eles podem ser alterados desde que tal signifique um benefício claro para o mundo da Lusofonia independentemente da vertente em que se manifeste. Não que se devam alterar por qualquer coisa de somenos importância mas que não estejam desenhados para proteger os interesses de poucos.

A CPLP tem crescido de importância e os mercados têm estado atentos até porque é preciso diversificar as economias e estes podem crescer se houver desenvolvimento de países que estavam manietados por regimes castradores da sua liberdade de crescimento empresarial e económico.

Normalmente, esses territórios estão agregados a grandes gigantes económicos que não estão interessados em deles abrir mão ou em colocá-los numa posição de maior protagonismo mas isso não significa que não se coloquem hipóteses e não se pense sobre elas.

Olhando para o mapa da Lusofonia – e não o da CPLP visto este (ainda) não admitir territórios – observemos a questão de Macau.

Macau é a ponte entre a China e o mundo lusófono e por consequência a CPLP. A China tem demonstrado muita simpatia por este conjunto de países da mesma forma que tem demonstrado interesse em fortalecer as relações comerciais entre os dois. São levadas a cabo Cimeiras, Conferências Ministeriais e contactos diplomáticos de vária natureza. Falamos de um território com uma extensão de apenas 30km2 mas com uma influência e uma visibilidade que correspondem a muito mais do que isso.

Ora se a ligação a Portugal e à Lusofonia é de tal ordem, o que impede os responsáveis pela CPLP de proporem que o pólo de liderança passasse do Brasil para Macau?

A China cria o Fórum de Cooperação Económica e Comercial como instrumento diplomático para melhorar as relações sino-lusófonas colocando-o em Macau. Este Fórum organiza Seminários sobre temas fulcrais para a Comunidade Lusófona e sobre o papel e relações que este bloco mantém com a China. Há outros dois organismos criados por Pequim e que pretendem prosseguir os mesmos fins ainda que com outros meios. São eles, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) que tem como missão o aprofundamento das relações com os países de língua portuguesa e a Comissão para o Desenvolvimento da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de língua portuguesa que é presidida pelo chefe de Governo de Macau.

A Comissão tem como missão intensificar a formação e as trocas comerciais e culturais entre a China e os países lusófonos além de disponibilizar assistência e serviços de consultadoria nas áreas de tradução/interpretação ou outras matérias como sejam: língua, finanças, gestão e assuntos legais. Esta Comissão tem o objectivo de munir Macau com a capacidade de utilizar plenamente as suas vantagens especiais, impulsionando o seu papel como plataforma capaz de desenvolver uma forte colaboração entre o bloco sino-lusófono.

No entanto e apesar da criação e implementação de todos estes mecanismos, há muito mais tendência para conversações bilaterais do que necessariamente em grupo como o G7 ou outras organizações multilaterais. Por outro lado e apesar de nenhum País “dirigir” a CPLP, seria difícil vermos o Brasil ir a Macau debater problemas de construção aeronáutica espacial ou Angola deslocar-se a Macau para debater a exportação de petróleo. Assim, o problema coloca-se não ao nível de uma liderança do Brasil mas da falta de liderança.

Falamos de um território que se encontra sob a batuta da China mas ao mesmo tempo de um território organizado política e administrativamente, que defende os Valores da Lusofonia na sua plenitude e que poderia ser uma mais-valia no comércio luso-asiático mais do que o Brasil que não tem com este bloco relações tão privilegiadas quanto Macau seja pela questão da proximidade geográfica ou mesmo pela cultural.

É claro que isto não passa de uma sugestão mas quem sabe se com o tempo não ganha forma? A repolarização da CPLP e o abandono dos métodos tradicionais e fechados que tem aplicado, abrindo-se apenas naquilo que são, para si, vantagens imediatas, pode vir a revelar-se no futuro como algo bastante positivo, o tempo dirá. Luísa Vaz - Portugal

(A autora não usa o Acordo Ortográfico)


Luísa Maria Teixeira Vaz - Natural da cidade do Porto, licenciada em Estudos Europeus pela Universidade Aberta com formação em Relações Internacionais pela Universidade do Minho. Fundadora e escritora num blog de opinião chamado "As Opiniões da Lu" onde são expostos pontos de vista sobre temas da actualidade de forma livre e sem amarras. Participa na coluna Ágora Lusitana do blog Rua da Constituição com uma opinião mensal e tem uma participação quinzenal no blog BIRD Magazine. É também fundadora e blogger no Insónias.

Está neste momento a preparar compilações dos seus artigos em formato e-book. O primeiro prevê-se que seja lançado ainda este ano. Profissionalmente esteve ligada à revisão e publicação de obras numa Editora bem como realiza trabalhos de tradução e retroversão em várias áreas de conhecimento. Colabora no blogue “Baía da Lusofonia”. 
Correio electrónico: luisateixeiravaz@gmail.com  

Goa - Sociedade Lusófona de Goa assinou Memorando com a FORGES



A Sociedade Lusófona de Goa (LSG), Índia, assinou um Memorando de Entendimento com a FORGES – Associação Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões da Língua Portuguesa. O Memorando tem como objetivo promover e intensificar a cooperação académica, científica e cultural no âmbito das políticas educativas e administração escolar e do ensino superior. O Memorandum foi assinado no passado dia 29 de Novembro de 2016, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Brasil, durante a realização da 6ª Conferência FORGES. Assinaram o Memorandum Aurobindo Xavier presidente da Sociedade Lusófona de Goa (LSG) e Maria Luísa Cerdeira presidente da FORGES. Sociedade Lusófona de Goa

Moçambique – Produtores de tabaco da Zambézia aumentam rendimentos

Mais de 120 milhões de meticais é o volume de rendimentos alcançados pelos produtores de tabaco nos distritos de Milange e Molumbo, na Zambézia, durante a campanha de comercialização finda.

O gestor da divisão sete, que compreende Milange/Molumbo da Mozambique Leaf Tobaco (MLT), empresa fomentadora daquela cultura, Jorge Garcia, disse há dias que os dois distritos alcançaram uma produção global na ordem de 3.609.226 toneladas de tabaco das espécies virgínia e burley.

A comercialização daquelas quantidades permitiu a arrecadação de 120 milhões de meticais de rendimentos, contribuindo para a melhoria das condições sociais dos produtores e aumento da circulação monetária entre as comunidades locais.

A produção do tabaco naqueles dois distritos da província da Zambézia é fomentada pela MLT, que actualmente assiste 20.784 produtores que actualmente trabalham numa área de 3326 hectares.

Na campanha agrícola finda, a MLT desembolsou mais de 73 milhões de meticais para assistência fitossanitária aos produtores em forma de crédito, descontado por alturas da comercialização junto aos armazéns da empresa fomentadora da produção daquela cultura nos dois distritos localizados no nordeste da província.

Na presente campanha, as previsões apontam o envolvimento de 1704 novos produtores na espécie da espécie virgínia. Os mesmos trabalham numa área de 1125 hectares, onde se espera colher uma produção de 1.332.598 quilogramas.

Na produção do tabaco da espécie burley está projectado o envolvimento de 4465 produtores que deverão trabalhar numa área de 2.233 hectares e uma produção de 2.478.075 quilogramas. Os produtores envolvidos na produção daquela cultura de rendimento serão assistidos por 16 extensionistas agrários.

José Garcia disse que os preços são bons e isso anima os produtores a aumentarem as áreas de produção, maneio das plantações e outros cuidados, visto que os rendimentos ajudam a melhorar as condições sociais com os rendimentos daí decorrentes. Por exemplo, o preço do burley subiu de 20 meticais para 70 e virgínia de 34 de 128 meticais.

A nossa reportagem, que esteve recentemente em Milange e Molumbo, observou no terreno que os produtores estão a melhorar as suas condições sociais, nomeadamente através da construção de casas melhoradas, compra de viaturas de grande tonelagem, diversificação de actividades comerciais e económicas, bem como a educação dos filhos em escolas, incluindo o ensino superior.

Entretanto, os produtores e as empresas fomentadoras dizem que as estradas e a tensão político-militar, que prevalecente na região centro do país, estão a comprometer o fluxo de transacções dos campos de produção para os armazéns nas provinciais da Zambézia, Tete e Niassa. Pedem especialmente ao Governo para reabilitar as estradas que dão acesso aos campos de produção. Sempre que chove Milange e Molumbo ficam literalmente intransitáveis. Jocas Achar – Moçambique in “Jornal de Notícias”