Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Brasil - Carta Metropolitana de Comunhão Hidroviária

O transporte hidroviário de cargas e passageiros é tema de documento preparado pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEA) e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). Intitulada “Carta Metropolitana de Comunhão Hidroviária”, a iniciativa tem o propósito de pressionar os parlamentares quanto a necessidade de viabilização de recursos para a implementação de hidrovia na Baixada Santista. Ainda não há projeto oficial do poder público que contemple o assunto na região.

“Precisamos integrar as bacias hidrográficas. O fato de não termos uma hidrovia condena toda uma geração. Trata-se de um modal de maior capacidade econômica e de transporte, e com potencial ambiental e turístico. A vontade política é primordial. Por isso estamos indo aos parlamentares. Tem que ter um engajamento da autoridade portuária, com a Agência Metropolitana com os nossos políticos para buscar verba para isso”, destacou o engenheiro Eduardo Lustoza, diretor de Portos da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos e professor de Logística da Fundação e Estudo do Mar (Femar).

O especialista destacou o sistema hidroviário existente. “Temos uma grande posição hidroviária porque temos toda a Serra do Mar com várias calhas. Essa água toda do planalto, que permeia na encosta da serra, desce para o litoral e forma esses rios perenes. Por exemplo, o Rio Jurubatuba e o Rio Branco, que é a segunda maior artéria hidrográfica da Baixada Santista, o Canal de Bertioga, que define a Ilha de Santo Amaro”.

Apesar de a região ainda não contar com projeto específico para o setor, Lustoza criou, na segunda apresentação do evento ‘Hidrovias Já’, realizado pelo órgão há quatro anos, a simulação de 22 estações de integração rodo-hidroviária na região. “O transporte de passageiros pode ser feito com maior mobilidade urbana e menor custo. Sai muito mais barato. São equipamentos de menor custo, menor manutenção, são confortáveis e baratos, menor gasto de energia”, destacou. Os pontos de chegada e saída públicos seriam distribuídos entre a região do Portinho, em Praia Grande, pela Ponte dos Barreiros, em São Vicente, o Jardim Casqueiro, em Cubatão, o Centro e a Ponta da Praia, em Santos, Guarujá e Bertioga.

O engenheiro ressaltou que a implementação da hidrovia também auxiliará no escoamento de cargas do Porto de Santos. Atualmente, os produtos chegam ao complexo santista por caminhões – aproximadamente 72%. “Nossa safra ainda está de uma maneira extremamente densa em cima dos caminhões. O que nós jogamos fora de combustível é um lucro que deveria estar no interior, no produtor, e o produtor remunerando melhor o lavrador e seus funcionários. Jogamos muita coisa fora. Parte da safra é perdida. Fala-se em um número superior a 10%”, afirmou.

Carta

A carta produzida pela entidade ressalta que inicialmente, para a viabilização da hidrovia, é necessária a sinalização de trechos de entrada e saída do canal do Porto de Santos, entre o canal de Bertioga até a Rodovia Conêgo Domenico Rangoni, onde há uma ponte ferroviária e blocos de fundação submersos da antiga linha de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga. O documento é assinado também por diversos órgãos e entidades do setor.

“Estamos propondo sinalizar aquilo que já existe e está deficitário. Hidrovia é igual estrada. Precisa de acostamento, placa de sinalização e manutenção, mas só que é muito mais barato. Não precisa repor asfalto, trilho, pedra. O potencial da hidrovia é fantástico, com relação aos demais modais de transporte”, explicou Lustoza.

A carta também cita o incêndio que ocorreu no terminal da Ultracargo, na Alemoa, em abril de 2015. O documento destaca que as vias navegáveis do entorno do local do evento foram consideradas para a captação de água, mas não há registro e regularização de rampas de acesso, fragilizando o plano de evacuação de pessoas e o acesso planejado a embarcações de apoio e combate às chamas. Daniela Origuela – Brasil in “Diário Litoral”

quarta-feira, 22 de março de 2017

Macau – Protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto Politécnico de Macau

Amanhã, 23 de Março de 2017, será assinado um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto Politécnico de Macau, no âmbito do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa, que prevê a criação de canais de comunicação e a divulgação mútua de actividades. Porém, a vertente mais importante é a possibilidade de acreditação pelo Camões das acções de formação de Português para docentes chineses na China Continental, organizadas pelo Centro do IPM. Para Carlos André, o documento é o “corolário” do trabalho desenvolvido pelo IPM em prol da Língua Portuguesa

O Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, e o Instituto Politécnico de Macau (IPM) vão assinar amanhã um protocolo de cooperação, que para Carlos André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, traduz a formalização do reconhecimento do trabalho feito pelo Centro relativamente ao ensino do Português na China.

Começando por frisar que o protocolo é um documento formal e “um instrumento excelente”, Carlos André considera que constitui o “reconhecimento por parte do Camões com tudo quanto isso significa, da actividade relevante que o IPM desenvolve no que respeita ao ensino do Português”.

“É muito significativo, porque se cria aqui o princípio da cooperação que se pretende que fique verdadeiramente enraizado. Não podemos esquecer que o Instituto Camões é uma instituição portuguesa com um papel político e o IPM é uma instituição chinesa, e neste sentido é particularmente relevante”, disse em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

Segundo explicou, o protocolo foi tratado no âmbito no Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM e estabelece vários princípios, como a “permuta de informações permanente”, pelo que serão criados canais de comunicação entre as instituições. Destaca-se ainda o princípio da divulgação das actividades, o que significa que o Camões e o IPOR (participado em 51% pelo Camões), se comprometem a divulgar as actividades do Centro, que por sua vez terá de fazer o mesmo em relação às duas instituições portuguesas. Para além disso, o acordo estipula o acesso por parte dos docentes do Centro a instrumentos online que o Camões possui.

No entanto, o aspecto mais importante envolve as acções de formação de Língua Portuguesa que poderão ser acreditadas. “Se as nossas acções de formação, e aliás somos a única entidade envolvida em acções de formação na China, estiverem de acordo com os padrões do Camões, este considera a possibilidade de as confirmar”, revelou Carlos André.

“A possibilidade de certificar as acções é muito importante para os professores que frequentam as acções. No total, desde que começámos já ultrapassámos os 800 formandos, por isso é muito importante para eles”, acrescentou o coordenador do Centro, considerando esta possibilidade de acreditação e o protocolo como o “corolário de tudo” o que tem sido feito nos últimos anos.

Carlos André admite que o “nível de concretização vai depender do momento e das pessoas”, no entanto, mostra-se confiante no potencial do instrumento. “Vamos ver como evolui, mas estamos muito empenhados”, afirmou Carlos André, explicando que a partir da assinatura do protocolo haverá uma reunião entre as duas instituições, representadas por pessoas indicadas pelas mesmas, durante a qual será definido o plano de actividades.

O documento será assinado pelos presidentes das duas instituições, amanhã, 23 de Março de 2017, numa cerimónia a realizar no Consulado Geral de Portugal, no âmbito da visita a Macau e Hong Kong do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.  Liane Ferreira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 21 de março de 2017

Moçambique - Japão financia construção de bibliotecas em Quelimane

O Governo do Japão vai doar 82 mil de dólares para a construção de “bibliotecas de bairro” em dois postos administrativos na cidade de Quelimane, capital da província central de Zambézia, em Moçambique. Para o efeito será assinado um contrato de doação pelo embaixador do Japão, Akira Mizutani, e o presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo.

“O projecto será implementando pelo Progetto Mozambico Onlus e o valor doado é de 82200 dólares americanos”, refere o comunicado de imprensa da embaixada nipónica. Segundo a nota, as bibliotecas serão construídas em dois postos administrativos, daquela província.

“O Japão acredita que, com a construção destas infra-estruturas, irá oferecer oportunidades aos estudantes das áreas periféricas, sobretudo jovens, leitores de aprofundar e melhorar os seus conhecimentos académicos através da leitura, principalmente pela quase inexistência ou pelo elevado custo dos livros”, lê-se na nota.

Em Moçambique, para ter acesso aos livros, muitos cidadãos são obrigados a deslocarem-se aos centros das cidades onde geralmente é possível encontrar uma biblioteca. Por isso, a construção destas bibliotecas poderá ajudar os cidadãos dos postos administrativos a evitar percorrer longas distâncias para ter acesso a uma.

Este será o centésimo projecto comunitário do Governo Japonês realizado desde o ano 2000 em Moçambique. Recentemente, o governo Japonês comprometeu-se a disponibilizar cerca de 83 mil dólares norte-americanos para melhorar a provisão de água potável e saneamento do meio à vila sede do distrito de Mavago, na província do Niassa, norte de Moçambique. In “Txopela” - Moçambique

segunda-feira, 20 de março de 2017

Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa


Termina amanhã, 21 de março, as candidaturas à segunda edição do Prémio Literário UCCLA “Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa”.

O Prémio Literário UCCLA é uma iniciativa conjunta da UCCLA, Editora A Bela e o Monstro e Movimento 2014, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua portuguesa, por novos escritores.

A participação neste prémio deverá ser feita até às 24 horas do dia 21 de março de 2017. São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

Constituição do Júri:

António Carlos Secchin, Brasil
Germano de Almeida, Cabo Verde
Inocência Mata, São Tomé e Príncipe
Isabel Alçada, Portugal
José Luís Mendonça, Angola
José Pires Laranjeira, Portugal
Biblioteca Nacional de Angola (Luanda)

O regulamento pode ser consultado aqui. UCCLA


Portugal - Fragata “Álvares Cabral” em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu no passado dia 13 de Março de 2017 para uma missão de dois meses no Golfo de Guiné, no âmbito do apoio português ao “esforço internacional de capacitação dos países” daquela região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.

Comandada pelo Capitão-de-Fragata Gonçalves Simões, a Álvares Cabral partiu com uma guarnição de 135 militares e tem a bordo “uma equipa do pelotão de abordagem dos fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica”, além de “três oficiais oriundos da Alemanha, Brasil e Espanha, no âmbito das relações bilaterais entre Marinhas”, refere a Marinha.

Durante a missão será testado um “novo modelo de emprego operacional, com o embarque de uma força de 50 fuzileiros, para reforço da capacidade expedicionária da Marinha”, destinada a preparar os militares para operações de resposta a crises (evacuação de não combatentes ou acções humanitárias de resgate de civis, por exemplo).

O navio vai também participar no exercício «Obangame Express”, promovido pelo United States Naval Forces Africa, destinado “a reforçar a cooperação entre as marinhas dos países da África Ocidental e países amigos em matéria de segurança marítima, incentivando as operações conjuntas e partilha de informação entre marinhas e ao nível de agências regionais e internacionais”, esclarece a Marinha.

A Álvares Cabral vai ainda apoiar projectos de cooperação técnico-militar em curso em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, onde efectuará “acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países, no âmbito dos acordos estabelecidos entre Estados”, explica a Marinha. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

domingo, 19 de março de 2017

Além do Arco-Íris














Vamos aprender português, cantando



Além do arco-íris,
pode ser
que alguém,
veja em meus olhos
o que eu não posso ver

Além do arco-íris,
só eu sei que o amor
poderá me dar tudo o que eu sonhei .

Um dia a estrela vai brilhar
e o sonho vai virar realidade
e leve o tempo que levar
eu sei que eu encontrarei a felicidade

Além do arco-íris
um lugar
que eu guardo em segredo
e só eu sei chegar

Um dia a estrela vai brilhar
e o sonho vai virar realidade
e leve o tempo que levar
eu sei que eu encontrarei a felicidade

A luz do arco-íris
me fez ver
que o amor
dos meus sonhos
tinha que ser você...

Luiza Possi - Brasil

UCCLA - Lançamento de livro “Mariazinha, Calcinha de Renda” de Rufas Santo


A UCCLA vai ser palco do lançamento do livro “Mariazinha, Calcinha de Renda” da autoria do escritor são-tomense Rufas Santo, no dia 31 de março, às 18 horas.

Evento organizado pelas Edições Vieira da Silva e Associação CulturFace, em conjunto com a UCCLA.

Este livro de poemas surge como uma ode à mulher de lá, de cá e de todas as latitudes.

Haverá um apontamento cultural pelos cantores Anastácia Carvalho e Tonecas dos Prazeres. UCCLA

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém