Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

São Tomé e Príncipe – Adesão à energia limpa

São Tomé – O Presidente da República Evaristo Carvalho que representou o Estado são-tomense na cimeira de Bona, Alemanha-COP23, sustentou que tratou-se de “uma oportunidade para São Tomé e Príncipe anunciar a sua adesão às energias renováveis, em detrimento de energias fosseis”.

Além do anúncio da adesão, o Presidente da República, que regressou na noite de quarta-feira, ao seu país, censurou, os resultados da Cimeira sobre clima para os países em vias de desenvolvimento sobretudo no domínio de engajamento financeiro para sustentar os projectos.

Evaristo Carvalho disse à imprensa local que a Cimeira o decepcionou porque “não atingiu os 100% daquilo que se esperava a nível de financiamento de projectos [de melhoria do clima] para os países em vias de desenvolvimento”.

Acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Urbino Botelho, Evaristo de Carvalho considerou que tratou-se de uma reunião “bem organizada e […] bastante concorrida”.

Recorde-se, a Cimeira do clima realizada de 6 à 17 deste mês em Bona, Alemanha sob a presidência das ilhas Fiji discutiu-se questões resultantes da conferência de Paris sobre o clima.

As Ilhas Fiji, com pouco mais de 18 mil km2 e localizada na Oceânia, não assumiu a reunião no seu solo, devido a incapacidade em alojar mais de duas centenas de participantes da referida Cimeira. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe

Argentina – Escoa o tempo para encontrar o submarino

Submarinos militares são construídos para atravessar os oceanos da forma mais indetectável possível – sem ser reconhecidos por inimigos e espiões. Entenda como



O último contato do submarino argentino ARA San Juan aconteceu há uma semana, na quarta-feira (15/11), quando a tripulação relatou uma avaria no sistema de baterias.

Deste então, as equipes de resgate correm contra o tempo para salvar a vida dos seus 44 tripulantes. O ARA San Juan é um submarino militar, concebido para participar de missões secretas de vigilância.

Agora, todos se perguntam: por que é tão difícil encontrá-lo? Submarinos militares são construídos para atravessar os oceanos da forma mais indetectável possível – sem ser reconhecidos por inimigos, adversários e espiões. Eles raramente emergem para estabelecer contato de rádio ou telefone com suas centrais de comando, permanecendo geralmente em silêncio.

Mas é claro que isso não se aplica a uma emergência. Nesse caso, a tripulação deve chamar a maior atenção possível: ela pode emitir alerta de socorro na superfície, como também batidas ou outros sons debaixo d'água.

A forma do submarino, no entanto, pode ser um empecilho, pois ele foi projetado para absorver o maior número possível de sinais acústicos.

Um submarino "invisível"?

Submarinos modernos construídos com tecnologia "stealth" – que permite a maior inviabilidade possível – são, por exemplo, os do tipo A212 da Marinha alemã ou o SAAB A26 da Força Naval sueca. Eles foram desenvolvidos na década de 1990 e, desde o início, foram concebidos como submarinos indetectáveis.

Eles quase não emitem ruído ou calor e refletem o mínimo possível os impulsos de radar e sonar. O ARA San Juan não pode ser comparado com esses submarinos.

O submarino argentino foi construído pelo estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke e entrou em operação já em 1985. Mais tarde, ele recebeu uma modernização, concluída em 2013. Mas, em princípio, todo submarino militar é construído de forma a emitir o menor número possível de sinais – isso também vale para o ARA San Juan.

Já na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha construiu submarinos com capacidade de invisibilidade. O primeiro deles foi o tipo VII da Marinha alemã. Ele foi projetado para reduzir o tanto quanto possível o ruído de motor e, ao emergir, emitir um sinal de radar o mais fraco possível. Desde então, os fabricantes de submarinos desenvolveram cada vez mais formas de tornar esses veículos subaquáticos "invisíveis".

Dispersão em vez de reflexão

O maior perigo para navios e aviões – mas também para submarinos – vem do radar. Ele funciona de forma que as ondas eletromagnéticas sejam refletidas por um material sólido e, de preferência, metálico.

Os iates feitos de plástico reforçado com fibra refletem essas ondas apenas fracamente, sendo na verdade também barcos invisíveis. Só que nesse caso, isso não é algo desejado. Por esse motivo, eles possuem na maioria das vezes um refletor de radar em seu mastro – um octaedro feito de chapa metálica. Assim, o navio se torna reconhecível para os radares.

Quando querem tornar um navio grande invisível, os construtores recorrem de forma semelhante a superfícies plásticas. Isso faz com que, em vez de refletidas, as ondas de radar sejam espalhadas em todas as direções possíveis.

Os projetistas constroem a fuselagem de navios ou aviões num ângulo peculiar, o que faz com que os sinais sejam irradiados numa direção diferente. Nos submarinos, este truque é usado com menos frequência. Aqui, o mais importante é a forma aerodinâmica ideal: quanto melhor o deslocamento do submarino, menor será a emissão de ruído e calor do motor.

Evitar o magnetismo

Atualmente, em submarinos militares, são utilizados praticamente apenas materiais não magnéticos, como aço inoxidável ou titânio. Isso tem a ver com o fato de que muitas minas submarinas estão equipadas com detonadores magnéticos. Se o casco de um navio passar muito perto, elas explodem.

No entanto, se o submarino não é magnético, é provável que ele passe incólume por uma mina submarina. Essa é também uma vantagem para evitar outros detectores eletromagnéticos.

Absorventes acústicos

O que se aplica às ondas de radar também se aplica aos ruídos. O principal instrumento para o rastreamento do fundo do mar é o sonar. Ele emite um sinal sonoro que é refletido pelo solo oceânico. Dependendo do tempo de retorno e da intensidade do sinal, o sonar pode detectar a profundidade da água ou se o solo é rico em sedimentos, coberto de vegetação ou rochoso.

Novamente, um revestimento adequado pode absorver grande parte do sinal do sonar. Assim, na tela, o submarino pode aparecer somente como um difuso monte de lama.

Os possíveis inimigos também não devem saber o que está acontecendo no submarino. Mesmo o barulho de uma escotilha ou o tilintar de panelas pode revelar a sua posição. Ainda mais evidentes são os ruídos de motores e propulsão.

Por esse motivo, dentro de um submarino, tudo que puder se chocar provocando ruídos é isolado e acolchoado com borracha. Somente motores silenciosos são utilizados e, durante uma missão submersa secreta, apenas sussurrantes motores elétricos entram em ação. O bom isolamento acústico também dificulta que a tripulação chame atenção através de batidas e pancadas.

Menor emissão possível de calor

Os submarinos também podem ser interceptados por meio do calor que produzem – por exemplo, com uma câmera de infravermelho a partir de um avião. Por esse motivo, os fabricantes tentam o tanto quanto possível reter o calor dentro do submarino ou ao menos dissipá-lo da melhor maneira.

Em todo caso, devem ser evitadas áreas em que a água apareça de forma bastante aquecida. A medida mais eficaz aqui também é: motores altamente eficientes.

Carros, aviões e navios também podem ser interceptados por ondas eletromagnéticas, que eles mesmos emitem. Isso vale também, é claro, para os submarinos.

Tais ondas podem ser sinais de rádio ou outras radiações que emanam de dispositivos elétricos a bordo: sistemas de radar próprios, computadores, motores, telefones celulares, sistemas de armamentos e muito mais.

Todas essas fontes de radiação devem estar desligadas ou, se isso não for praticável, devem ser isoladas o tanto quanto possível.

Marinha argentina diz que ruído incomum foi detectado no dia do desaparecimento de submarino
(Reuters) - Um ruído incomum foi detectado na semana passada, no dia em que um submarino argentino desapareceu, perto de sua última posição relatada, disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, a jornalistas nesta quarta-feira.

Pressionado por repórteres sobre a natureza do som detectado, Balbi se recusou a dizer se indicava uma explosão ou outra emergência a bordo do ARA San Juan, que enviou comunicação pela última vez em 15 de novembro. In “Defesanet” - Brasil


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Guiné-Bissau - ANAG classifica de excelente a campanha de caju de 2017

Bissau - O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG) afirmou esta quarta-feira que a campanha de caju deste ano trouxe bons resultados para os agricultores.

Jaime Boles Gomes em entrevista exclusiva à Agência Noticiosa da Guiné sobre o balanço da campanha de castanha de caju do ano 2017, justificou que o preço praticado foi muito bom e relacionou este sucesso com a concorrência no mercado internacional”.

Jaime Boles Gomes defendeu a necessidade de formação de todos os agentes da fileira de caju sobre técnicas de produção para melhorar a qualidade do produto e dinamizar a produtividade a fim de obter mais rendimento quer para os camponeses como para o próprio Estado.

“A promoção do desenvolvimento de um país é uma tarefa que deve ser feita na base de colectividade, porque só assim é que se pode atingir o objectivo almejado”, alertou aquele responsável.

Manifestou a disposição de ANAG em colaborar com o governo da Guiné-Bissau no domínio da produção de diferentes espécies alimentares, como forma de melhorar as condições de vida dos agricultores.

Sobre a próxima campanha, Jaime Boles Gomes disse esperar que seja melhor ainda, mas advertiu que tal desejo não depende, apenas, do Estado da Guiné-Bissau, mas também na procura deste produto no mercado internacional.

“A prática de um bom preço na comercialização da castanha de caju é mais-valia para o país em geral, por isso, só temos que desejar algo que possa beneficiar o povo guineense”, sublinhou o presidente de ANAG.

A castanha de caju foi comercializada este ano por 1000 francos, depois da intervenção feita pelo Presidente da República junto aos agricultores para aguardarem o melhor preço. No inicio produto era adquirido por 500 francos Cfa. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

Internacional - Energia limpa pode mudar face do mundo até 2050

Pelo menos 139 países poderiam ser totalmente abastecidos por eletricidade gerada por fontes eólica, solar e aquática até 2050.

Esta é a conclusão, não exatamente de um estudo ou de um levantamento, mas de um roteiro para a efetivação de um futuro 100% baseado em energia renovável. Uma primeira etapa prevê alcançar 80% de energia renovável em 2030, e a segunda prevê alcançar 100% em 2050.

O roteiro descreve as mudanças de infraestrutura que os 139 países devem fazer para se tornarem totalmente alimentados pelo que hoje são consideradas fontes alternativas de energia.

As análises examinaram os setores de eletricidade, transporte, aquecimento e refrigeração, industriais e de agricultura/silvicultura/pesca de cada país.

Os 139 países - selecionados porque são países para os quais os dados estão publicamente disponíveis por meio da Agência Internacional de Energia - emitem em conjunto mais de 99% de todo o dióxido de carbono de origem humana do planeta.

"Os formuladores de políticas geralmente não querem comprometer-se a fazer algo a menos que haja alguma ciência razoável que possa mostrar que é possível, e é isso que estamos tentando fazer. Existem outros cenários. Não estamos dizendo que há apenas uma maneira de fazer isso, mas ter um cenário dá orientação às pessoas," disse o professor Mark Jacobson, da Universidade de Stanford, coordenador do trabalho. "Tanto os indivíduos como os governos podem liderar essa mudança."

Economia baseada em energia limpa

A transição para uma economia baseada em energia limpa pode significar um aumento líquido de mais de 24 milhões de empregos no longo prazo, uma diminuição anual de 4 a 7 milhões de mortes por poluição atmosférica por ano, a estabilização dos preços da energia e uma poupança anual de mais de US$ 20 trilhões em custos de saúde e ações de adaptação às mudanças climáticas.

Para cada uma das 139 nações, a equipe de 26 especialistas avaliou os recursos de energia renovável disponíveis, o número de geradores de energia eólica que poderiam ser instalados, a disponibilidade de fontes de água (rios e mares), a incidência de energia solar e a área em terrenos e telhados necessária para a instalação dos painéis solares.

"O que é diferente entre este estudo e outros que propuseram soluções é que estamos tentando examinar não só os benefícios climáticos da redução de carbono, mas também os benefícios de poluição do ar, benefícios de trabalho e benefícios de custo," disse Jacobson.

Benefícios de um mundo com energia limpa

Como resultado da transição para a energia limpa, o roteiro prevê uma série de benefícios diretos.

Por exemplo, ao eliminar o uso de petróleo, gás e urânio, a energia associada à mineração, transporte e refinação destes combustíveis também é eliminada, reduzindo a demanda internacional de energia em cerca de 13%. Como a eletricidade é mais eficiente do que a queima de combustíveis fósseis, a demanda deve diminuir 23%.

As mudanças na infraestrutura também significariam que os países não precisariam depender uns dos outros para combustíveis fósseis, reduzindo a frequência dos conflitos internacionais por questões de energia.

"Além de eliminar as emissões e evitar o aquecimento global de 1,5º C e começar o processo de deixar o dióxido de carbono ser drenado da atmosfera terrestre, a transição elimina de 4 a 7 milhões de mortes por poluição atmosférica a cada ano e cria mais de 24 milhões de empregos de tempo integral no longo prazo," disse Jacobson. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Moçambique – Economia cresceu 2,9% no 3º Trimestre de 2017 face ao período homólogo de 2016

A economia cresceu 2,9% no III Trimestre de 2017, comparativamente ao III trimestre de 2016
 
No terceiro trimestre de 2017, o Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm), registou em termos homólogos um crescimento na ordem de 2,9% (Gráfico 1.1 e quadro 1b), para um acumulado nos primeiros três trimestres de 3,0%.

Análise sectorial

O desempenho da actividade económica no terceiro trimestre de 2017 é atribuído em primeiro lugar ao sector primário que cresceu 10,1% (Gráfico 1.2), com destaque para o ramo da Indústria de extracção mineira com uma variação de 19,4%, não obstante o crescimento do ramo da pesca em cerca de 22,8%. Segunda posição é ocupada pelo sector terciário, com um crescimento de 3,2% induzido pelo ramo dos transportes, armazenagem e serviços auxiliares dos transportes e informação e comunicações com uma contribuição de cerca de 6,7%. O sector secundário, teve uma variação negativa de 4,9%, atribuída ao recuo no desempenho do ramo da electricidade, gás e água em cerca de 4,7%.




O ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, actividades relacionadas e pesca, teve maior participação na economia no terceiro trimestre de 2017 com um peso no PIB de 21,4% (Gráfico 1.3), seguido dos ramos dos transportes armazenagem e actividades auxiliares dos transportes, e o da informação e comunicações com um peso conjunto de 12,4 %. O ramo do comércio e serviços de reparação ocupa o terceiro lugar, com 11.3%, seguido dos ramos da Indústria transformadora, com um peso de 8,1%. Aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas, administração pública e educação, com 6,6%, 7,3% e 7,5% respectivamente. Os restantes ramos de actividade em conjunto tiveram um peso de 25,4%.

Para mais informações aceda aqui. Instituto Nacional de Estatística de Moçambique

UCCLA - Acolhe lançamento do livro “A Verdade da Minha Jornada - Da Fazenda ao Palco Internacional”



Terá lugar no dia 24 de novembro, pelas 18 horas, o lançamento do livro “A Verdade da Minha Jornada - Da Fazenda ao Palco Internacional” da autoria do Embaixador Adão Pinto, Cônsul-Geral de Angola em Nova Iorque.

A cerimónia contará com a presença do tenor angolano Nelson Ebo.



Informação sobre a obra:

“Adão Pinto deixa-nos um testemunho admirável a vários títulos: uma obra que nos relembra a bênção da vida, a dignidade da herança africana e o anseio de liberdade e de prosperidade do seu país. Este é o percurso de um jovem de origens modestas que, com empenho e sentido de missão, atingiu o sucesso que poucos, à partida, teriam previsto, sendo hoje Embaixador e Cônsul-Geral de Angola em Nova Iorque. Com as circunstâncias concretas que a tornam angolana e africana, esta é sobretudo uma história de alcance universal num mundo onde a igualdade de oportunidades é ainda uma miragem para milhões de crianças e de jovens que aspiram a um futuro com dignidade. Um exemplo de determinação desde as plantações de café no Uíge até serviço diplomático angolano, construído com generosidade, tolerância e alegria.

[…] Ao longo da vida, Adão Pinto - também como africano - foi observador privilegiado de três paradigmas de organização política, económica e social: colonial, comunista e capitalista e sobre eles tirou as suas próprias conclusões que partilha com o leitor. Mas esta é a valiosa memória de um tempo histórico fundacional para a identidade e afirmação de Angola, que Adão Pinto viveu pessoalmente como jovem, como estudante no estrangeiro e como diplomata. Será um contributo inestimável para as gerações vindouras para o conhecimento do seu país e para a construção de um futuro mais justo e mais fraterno.”
Manuela Bairos, Cônsul-Geral de Portugal em Nova Iorque
In Prefácio


Biografia do autor:

Adão Pinto nasceu a 2 de junho de 1960, na cidade do Uíge, província do Uíge, Angola. Herdou do seu avô paterno o seu nome em kikongo - Mengumbe (uma espécie de pássaro). Oriundo de uma família humilde, sobrevivente da guerra colonial, da guerra civil em Angola e da guerra fria.

Um dos onze filhos de Rosalina Pemba e Pinto Muixi, proprietário de uma fazenda de café - a fazenda Caumbo -, devoto cristão e pastor da igreja da sua aldeia, Adão Pinto foi educado sob fortes valores morais. Fez a sua formação inicial em Angola, a sua licenciatura em Direito e o seu primeiro mestrado em Direito Internacional, na Universidade de Kiev, na então União Soviética. É ainda Mestre em Justiça Criminal pelo Monroe College, em Nova Iorque. Domina a sua língua nacional, o kikongo, o russo, o inglês, o francês e o espanhol.

Adão Pinto iniciou a sua carreira diplomática, em 1989, como Adido Diplomático na Direcção dos Assuntos Jurídicos e Consulares, do Ministério das Relações Exteriores de Angola, onde assumiu particulares e importantes responsabilidades no acompanhamento do dossiê inerente à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, assumindo a sua defesa junto da, à época, Assembleia do Povo para a respetiva entrada em vigor no ordenamento jurídico angolano. Para o efeito, participou em diversas sessões da Comissão das Nações Unidas sobre o Direito do Mar que decorriam, periodicamente, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América e em Kingston, na Jamaica. Para a assunção desta responsabilidade muito contribuiu a sua tese de mestrado intitulada “O Fundo do Mar como Património da Humanidade”.

Em 1993, foi promovido à categoria de Primeiro Secretário do quadro diplomático e destacado para a sua primeira comissão de serviço da Embaixada da República de Angola em Havana, Cuba, onde permaneceu durante seis anos.

Regressa então a Luanda e assume as funções de Director Interino do Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI). Em 2000, passa a exercer o cargo de Chefe do Departamento de Tratados, da Direcção dos Assuntos Jurídicos e Consulares, do Ministério das Relações Exteriores de Angola. 

E, em Maio de 2001, é promovido à categoria diplomática de Conselheiro e destacado para a sua segunda missão da Embaixada da República de Angola em Washington DC. Ainda em Washington DC, em 2003, sobe à categoria de Ministro Conselheiro. Permanece nessa cidade até ao ano de 2006, altura em que volta de novo a Angola e, em Novembro desse ano, assume a incumbência de Chefe do Departamento da América do Norte, da Direcção América, do Ministério das Relações Exteriores de Angola.

Em Junho de 2011 é nomeado Cônsul-Geral de Angola em Nova Iorque e assume essas funções no dia 1 de Setembro desse ano. Neste ano de 2017, é promovido à categoria de Embaixador de carreira, exercendo, atualmente, o cargo de Cônsul-Geral da República de Angola em Nova Iorque, Estados Unidos da América.



Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Angola - Documentário sobre relações com a China



O documentário “Do outro lado do mundo”, que aborda a história e as relações humanas contemporâneas entre Angola e a China, vai estrear hoje (terça-feira, 21 de Novembro de 2017) na capital angolana Luanda, avançou a produtora.

De acordo com a Geração 80 Produções, o documentário de aproximadamente 52 minutos e realizado pelo angolano Rui Sérgio Afonso segue duas mulheres com algo em comum: uma relação com um homem de uma cultura diferente.

Em Bentiaba, no sul de Angola, Paulina conhece Johnny, um cidadão chinês que veio para Angola construir uma estrada. Mas a estrada fica por acabar, e Johnny volta para China, deixando Paulina com dois filhos.

Na direcção oposta, a chinesa Sofia chega a Angola com o seu marido, o angolano Inácio, ex-bolseiro na China. Além de ter deixado o filho de ambos na China, Sofia tenta adaptar-se a uma cultura diferente e um novo nome.

Este documentário foi o projecto vencedor do concurso de selecção em Angola relativo ao programa DOCTV CPLP II em 2015, apoiado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. In “Fórum Macau” - Macau