Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Portugal - Figueira de Castelo Rodrigo abre Plataforma de Ciência Aberta

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo inaugurou uma Plataforma de Ciência Aberta, na aldeia de Barca d´Alva, para levar a ciência aos mais jovens

Barca d’Alva foi o local escolhido para instalar a Plataforma de Ciência Aberta, um projeto estruturante não só para o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, mas também para o distrito da Guarda, onde está inserido.

O projeto foi apelidado de observatório de astronomia e tem como objetivo promover o gosto pela ciência junto dos jovens de uma forma lúdica. Pedro Russo, astrofísico de renome internacional, referiu na inauguração do espaço que “este projeto tenta trazer a ciência, a tecnologia e a inovação a uma zona do país que muitas vezes está afastada”.

O cientista, nascido no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, recordou que os jovens daquela região estão a mais de duas e três horas de centros de ciência o objetivo da Plataforma de Ciência Aberta é alterar esse paradigma “e tentar mostrar que o que se faz em ciência e tecnologia pode ser feito por esta região e isso é um ponto importante”. “Fazemo-lo em Barca d’Alva e não na sede de concelho porque o potencial turístico de uma plataforma como esta é bastante grande. Nós queremos aproveitar para mostrar aos turistas que chegam a este país que Portugal não é só paisagem, não é só gastronomia, não é só história, que é única neste momento, mas é também ciência, tecnologia e inovação que são motores da economia”, explicou o astrofísico.

Por sua vez o presidente da Câmara afirmou que ter um projeto ligado à ciência em Figueira de Castelo Rodrigo “é de facto inovador, é diferenciador e tem uma potencialidade enorme”. “Muitas pessoas pensariam que era uma loucura fazer um projeto desta natureza, numa terra tão distante, quase junto à fronteira. Pois estes projetos têm essa finalidade. Fazer projetos desta natureza em zonas quase rurais, fronteiriças e despovoadas porquê? Porque a ciência pode chegar a todos, aos mais jovens, aos mais idosos, pode chegar a todos aqueles que se interessarem e pode ser uma forma de viragem e de incentivo aos mais jovens para despertar para novas realidades ligadas à ciência. Espero sinceramente que este projeto tenha sucesso e que naturalmente seja uma revolução não só para Barca d’Alva, mas para todo o concelho”, defendeu Paulo Langrouva.

Uma revolução em Figueira de Castelo Rodrigo

O presidente da Câmara disse ainda estar convencido que a Plataforma de Ciência Aberta “vai ser uma revolução neste concelho” e fez votos para que “haja cada vez mais visitantes, cada vez mais pessoas interessadas em vir ver aquilo que foi feito de um antigo edifício que era uma escola, estava já na sua génese a educação, e que curiosamente vamos manter com a finalidade educativa”.

Presente na inauguração, o ministro da Economia elogiou o presidente da câmara de Figueira de Castelo Rodrigo ao referir que este projeto “mostra acima de tudo que o dinamismo e determinação de um presidente da câmara pode fazer a diferença”. “Fazer a diferença marcando espaços, levando-os à frente com determinação e criando novas razões, novas centralidades em espaços de baixa densidade, remotos, como muitas vezes dizem”, elogiou Manuel Caldeira Cabral.

Na expectativa de resultados, o governante acrescentou que a Plataforma de Ciência Aberta “está completamente dentro do que temos feito com o Turismo de Portugal, mas está também muito em linha com o que o governo está a fazer com a estrutura de missão para o desenvolvimento do interior”. “O que queremos é desenvolver, é criar polos de dinamismo e mostrar às pessoas que há um outro Portugal, um Portugal interessante e mostrar isso aos portugueses é um enorme ganho”, concluiu.

A Plataforma de Ciência Aberta está direcionada para os alunos das escolas mas também para a investigação internacional, através da associação a investigadores de renome internacional, como o próprio Pedro Russo, investigador mundial na área da astrofísica, que está ligado à Universidade de Leiden, na Holanda. A Plataforma de Ciência Aberta está inserida na rede internacional Open Science Centre e "pretende aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação à sociedade, nomeadamente em regiões fronteiriças e de baixa densidade populacional", segundo os promotores.

Na cerimónia de inauguração marcaram presença investigadores e personalidades vindos de França, da Itália, da Alemanha, do Reino Unido e da Holanda. In “Mundo Português” - Portugal

Portugal – Venda de energia eólica a cliente industrial espanhol

O grupo português EDP firmou em Espanha o seu primeiro contrato bilateral de venda de energia eólica a um cliente industrial, uma empresa que atua no ramo agro-alimentar

A EDP firmou com a empresa Calidad Pascual o seu primeiro contrato bilateral de venda de energia eólica em Espanha. Trata-se de um contrato a cinco anos que garantirá à companhia espanhola do ramo agro-alimentar um preço estável de energia com garantia de eletricidade 100% renovável.

A Calidad Pascual, que detém, entre outras, as marcas Vive Soy (produtos à base de soja) e Moccay (café), informou em comunicado que o contrato com a EDP Renováveis começará em janeiro de 2018.

O grupo português tem em Espanha o seu maior mercado europeu de energia eólica, que começa a ser competitiva para a realização de contratos bilaterais de compra e venda de energia.

A EDP Renováveis tem vindo a firmar contratos semelhantes com grandes clientes nos Estados Unidos da América, mas em Espanha é a primeira vez que estabelece um acordo de venda de energia do género.

Em Espanha e em Portugal a maior parte das indústrias contrata o seu fornecedor de energia elétrica em negociações ou concursos com um conjunto de comercializadores, que adquirem a energia no mercado grossista ibérico para a revender aos clientes finais.

O estabelecimento de contratos de aquisição de energia (CAE) a partir de fontes renováveis tenderá no futuro a crescer, à medida que os parques eólicos e fotovoltaicos mais antigos terminam os respetivos períodos de tarifas garantidas. Findos esses períodos, e amortizados os investimentos, os parques têm condições para oferecer preços relativamente reduzidos quando comparados com o preço do mercado grossista.

Além disso, a evolução tecnológica, tanto na energia eólica como na solar, vem permitindo construir novos projetos com preços mais competitivos, cada vez mais próximos dos praticados, com alguma volatilidade, no mercado ibérico.

O facto de soluções como a energia eólica e a solar implicarem essencialmente um investimento previsível (o capital inicial para comprar e instalar os equipamentos), com reduzidos custos operacionais ao longo da vida útil (e custos de combustível nulos) é também um factor que joga a favor das empresas de energias renováveis na estruturação de contratos de médio ou longo prazo para a venda de energia a um cliente pré-determinado. Miguel Prado – Portugal in “Jornal Expresso”

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ilha do Príncipe - Conclusões do IV Congresso Internacional de Educação Ambiental



Linhas de reflexão e ação

“O Príncipe é uma pequena terra… A Terra é uma pequena ilha”.

Dada a escala, riqueza e complexidade académica, social e cultural dos produtos que chegaram à comissão relatora, dando conta das visões, recomendações, propostas, desafios e reflexões, fruto dos painéis, da apresentação de comunicações, das conferências plenárias, das mesas redondas, dos eventos paralelos e outras atividades do congresso, estamos conscientes, pela nossa própria natureza humana que a proposta que aqui apresentamos é mais um conjunto de intuições que de conclusões.

Na abertura o presidente do Príncipe colocou-nos uma pergunta que poderia fazer parte da filosofia da rede de educadores e educadoras ambientais dos países de Língua Portuguesa e Galiza: como poderemos, ainda, edificar a esperança, junto das nossas comunidades, depois do esgotamento de algumas certezas que, nalguns casos, supúnhamos intemporais e, até, tinham suporte cultural, aparentemente insubstituível, que suportavam a nossa velha ideia de progresso económico e social?

A presente declaração aponta possíveis linhas para responder a essa questão. Neste sentido, partimos da necessidade de que a CPLP e todas as entidades envolvidas, apoiem os seguintes pontos gerais:

Criar um grupo de trabalho permanente com um secretariado executivo para apoiar as atividades de continuidade dos congressos. O grupo seria constituído por dois representantes de cada um dos países.

A exemplo do que ocorreu no Príncipe, os congressos subsequentes deverão integrar as comunidades locais em sua programação, valorizando a cultura e os saberes tradicionais. O acolhimento das comunidades locais do Príncipe foi um aspeto positivo destacado pelos participantes do evento. Elas nos mostraram uma grande paixão pelo seu modo de viver, por sua capacidade de auto-organização em torno de seu sustento econômico (baseadas em modelos de economia social e solidária) e pela integração de todos os membros.

As estratégias educativas são especialmente importantes para o envolvimento das comunidades na definição de políticas que combinem o cuidado das áreas protegidas com a valorização da cultura e as formas de vida das comunidades locais. As organizações e instituições deverão assumir o compromisso e a responsabilidade por manter um equilíbrio entre as necessidades das comunidades e a sustentabilidade socioambiental.

Destaca-se a importância da formação para reforçar o papel da Educação Ambiental no desenvolvimento de uma cultura de transição para sociedades sustentáveis e equitativas, além das necessidades sociais e seus desafios para os países da CPLP e Galiza. Em especial, destacamos a iniciativa de um grupo de participantes do evento em promover um processo de formação de formadores dirigido a formação escolar a ser construído de maneira participativa e apresentado ao secretariado executivo da CPLP.

Entre os temas para a elaboração de projetos integradores foram apontados os seguintes: mudanças climáticas globais, bio e geodiversidade, saúde ambiental, estilos de vida (relacionados a resíduos, energia e alimentação), migrações, riscos e vulnerabilidades.

Educação Ambiental não tem fronteiras, pois partilha espaços e saberes com outras experiências educativas centradas na justiça social e ambiental, a igualdade de gênero, a comunicação ou nos valores da cooperação e da solidariedade. É por isso que se deve buscar alianças, contatos e momentos de participação em eventos comuns, nos quais se encontrem educadores e educadoras ambientais e outros agentes sociais. Neste sentido, destaca-se a necessidade de realizar encontros setoriais entre cada congresso dos países de Língua Portuguesa.

Propor ao secretariado executivo da CPLP que reconheça e viabilize a realização de um mapeamento e uma rede de centros e equipamentos de Educação Ambiental.

Estimular e apoiar a elaboração e fortalecimento de políticas públicas de Educação Ambiental em diferentes níveis e esferas de organização política, criando condições para evitar processos de descontinuidade associados às mudanças políticas. Ainda, é fundamental a garantia de recursos econômicos e humanos para viabilizar e executar políticas de Educação Ambiental.

As comunidades locais organizadas fazem a diferença entre um coletivo vulnerável e uma comunidade resiliente frente a uma mudança socioambiental global. A Educação Ambiental pode ser um elemento fundamental na construção da resiliência social. É importante capacitar a diferentes grupos sociais por meio de metodologias participativas para reduzir a sua vulnerabilidade diante das situações de risco e catástrofe.

O acesso responsável à terra, ao teto e ao trabalho são direitos humanos fundamentais para os quais a Educação Ambiental deve contribuir. É necessário que a Educação Ambiental incentive e apoie o conhecimento crítico sobre as necessidades materiais e simbólicas que emergem do contexto social. Complementariamente, também deve contribuir para desvelar as formas de produção e consumo baseadas no lucro, no patenteamento da vida, na ganância e na acumulação privada em detrimento do Bem Comum. Para isto, é preciso promover a simplicidade voluntária, a frugalidade e o decrescimento. Para que esses valores se tornem hegemónicos é necessário formar uma cidadania ambiental politicamente ativa.

É preciso considerar a transversalidade e pluralidade de atores e agentes de Educação Ambiental (professores e professoras, autoridades, gestores e gestoras, etc.) e reconhecer sua capacidade transformativa.

As diferenças de gênero são universais concretizando-se em cada lugar pela carga de trabalho com o cuidado da casa e dos membros da família atribuída às mulheres. É preciso apoiar programas que visibilizem às mulheres e sua liderança, que incrementem a sua formação e que equilibrem os rendimentos do trabalho feito em favor da comunidade.

Os livros escolares e materiais didáticos tem distorções e ausências significativas sobre as alterações climáticas e a crise socioambiental global, por isso há necessidade de melhorar a qualidade destes e aprimorar a forma de inserção curricular desta temática.

É importante identificar e difundir experiências emblemáticas e boas práticas que são desenvolvidas nos países da CPLP e Galiza, que possam ser replicados em outros contextos geográficos. Como exemplo, se poderia citar o programa “Príncipe sem plástico”, “Projeto Rios” e outros que foram apresentados durante o congresso.

Ampliar os investimentos e ações de formação em espaços educativos informais, especialmente no que se refere a formação de guias e intérpretes do patrimônio natural e cultural, considerando a igualdade de gênero no acesso à formação.

É reconhecida a necessidade de um estudo sobre o estado da arte do campo da Educação Ambiental nos países de Língua Portuguesa e Galiza, baseado em metodologias que permitam um rigor no tratamento dos dados, de forma a auxiliar a planificação e avaliação de políticas públicas.

Rentabilizar Plataformas Digitais existentes no contexto da CPLP, nomeadamente, plataforma online “Ambiente CPLP” para uso dos diferentes atores sociais, de forma a democratizar a difusão dos conhecimentos e recursos construídos pela comunidade dos países de Língua Portuguesa e Galiza. Nesta linha é preciso impulsionar revistas, espaços virtuais e outras publicações de caráter científico e divulgativo em que se partilhem as reflexões e as práticas de EA que se desenvolvem no espaço CPLP e Galiza. A revista “Ambientalmente Sustentable” é o instrumento possível para este fim, podendo outros ser identificados e integrados.

Como encaminhamento final, destaca-se que é preciso iniciar a elaboração de uma agenda comum de pesquisa para partilhar metodologias, marcos teóricos, conhecimentos e processos de construção interdisciplinar e transcultural do conhecimento entre os investigadores e investigadoras da Educação Ambiental.

Esta agenda deveria incentivar projetos de investigação e de ação devem ter como suporte a perspetiva da cooperação democrática e horizontal entre os países. Neste sentido, as seguintes edições do congresso deveriam dar prioridade à apresentação de pesquisas, relatos de experiências e programas educativos que impliquem equipas de pesquisa, educadores e educadoras ambientais de mais do que um país ou comunidade.

Por fim, os participantes do IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Galiza sugerem que, em reconhecimento à contribuição e ao compromisso com os saberes tradicionais da guia principense, Nuna, que nos deixou no início deste congresso, que este documento se chame Declaração Nuna. In “Téla Nón” – São Tomé e Príncipe”

domingo, 23 de julho de 2017

Depende de nós












Vamos aprender português, cantando


Depende de nós
quem já foi ou ainda é criança
que acredita ou tem esperança
quem faz tudo pro mundo melhor

Depende de nós
que o circo esteja armado
que o palhaço esteja engraçado
que o riso esteja no ar
sem que a gente precise sonhar

Que os ventos cantem nos galhos
que as folhas bebam orvalhos
que o sol descortine mais as manhãs

Depende de nós
se esse mundo ainda tem jeito
apesar do que o homem tem feito
se a vida sobreviverá

Depende de nós
quem já foi ou ainda é criança
que acredita ou tem esperança
quem faz tudo pro mundo melhor

Depende de nós
que o circo esteja armado
que o palhaço esteja engraçado
que o riso esteja no ar
sem que a gente precise sonhar

Que os ventos cantem nos galhos
que as folhas bebam orvalhos
que o sol descortine mais as manhãs

Depende de nós
se esse mundo ainda tem jeito
apesar do que o homem tem feito
se a vida sobreviverá

Depende de nós
Depende de nós
Depende de nós


Ivan Lins e Sarah Lorena - Brasil




Brasil - 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

A Fundação Memorial da América Latina, o Governo do Estado de São Paulo e a Associação do Audiovisual, apresentam pelo 12º ano consecutivo, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que reúne filmes de 18 países da América Latina e do Caribe.

Premiado internacionalmente pelos filmes “Os Matadores”, “O Invasor” e “Crime Delicado”, o cineasta homenageado deste ano, Beto Brant, realiza a pré-estreia mundial de dois longas-metragens no festival: “Zócalo” e “Ilú Obá De Min – Homenagem a Elza Soares, a Pérola Negra”. Durante os oito dias de evento, até 02 de agosto, sua filmografia será exibida em 26 pontos culturais da capital e da cidade de Campinas.

Neste ano, o FestLatino conta com mais de 90 filmes de representantes de 18 países da região: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A Galeria Marta Traba se transforma em espaço de encontro do evento. Já no Auditório da Biblioteca Latino-americana serão promovidas, pela primeira vez, projeções de longas-metragens com temática infantil e familiar. In “Vá de Cultura” - Brasil

Serviço:

12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo
Data: De 26 de julho a 2 de agosto de 2016
Abertura: 26 de julho de 2016, quarta-feira, às 20h30, no Memorial da América Latina
Locais: Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e unidades do CEU

A programação completa você confere no sítio Festival de Cinema Latino-Americano.

sábado, 22 de julho de 2017

Câmara Agrícola Lusófona - Missão Empresarial a Moçambique



A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) está a dinamizar a participação de pequenas e médias empresas (PME) nacionais na missão empresarial que decorrerá de 27 de agosto a 4 de setembro, num país que se constitui uma porta de entrada para a zona de comércio livre da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

Através desta missão empresarial pretende-se fortalecer as relações comerciais entre Portugal e Moçambique com foco na sua capital, Maputo, bem como na Província de Nampula. Esta última é uma província a qual é caracterizada por possuir um elevado potencial de crescimento, tendo recebido ultimamente elevados investimentos no setor agroalimentar.

A participação nesta ação inclui: deslocação, estadia, acesso a informação privilegiada do mercado e agendamento de reuniões bilaterais e multilaterais com diversas entidades, nomeadamente privadas, como empresas de distribuição, importação e exportação agroalimentar, e ainda entidades associativas e institucionais.

Os participantes terão ainda a oportunidade de participarem em dois seminários, um em Maputo e outro em Nampula, onde serão debatidas as oportunidades locais do agronegócio.

Importa referir que a agenda contempla uma visita ao maior evento comercial com dimensão internacional do país, a feira internacional de Moçambique – FACIM.

As empresas das seguintes fileiras: laticínios, vinhos, azeite, hortofruticultura, panificação, rações e maquinarias agrícolas são consideradas como prioritárias em participarem na missão organizada pela CAL, a qual terá o apoio das suas delegações locais: Federação Nacional das Associações Agrárias de Moçambique (FENAGRI) e a Associação dos Fruticultores de Moçambique (FRUTISUL).

Esta é a primeira missão empresarial que se insere no âmbito Projeto de Internacionalização Agronegócio CPLP 2017/2018, o qual é cofinanciado pela União Europeia através do Portugal 2020 e Compete 2020. Câmara Agrícola Lusófona

As inscrições são limitadas, podendo ser efetuadas aqui.

Para mais informações sobre o programa aceda aqui.

A CAL - Câmara Agrícola Lusófona é hoje a maior plataforma do agronegócio da CPLP. É uma associação empresarial sem fins lucrativos que está presente em todos os países da CPLP, promovendo a divulgação do agronegócio, em território nacional e internacional, com particular ênfase nos países de língua portuguesa.

Brasil - Facilita entrada de produtos agropecuários da UE

SÃO PAULO – O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira.

“Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto econômico será importante”‘, afirmou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, em Genebra.Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos.

Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não safistizeram Bruxelas. Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados.

Bruxelas

Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares. Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil “para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros” com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país.

E disse que elas contrastava “com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil”, inclusive naquela situação. Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada. Assis Moreira – Brasil in “Valor Econômico”