Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Namíbia - Uma tendência global a ser seguida

Posição estratégica no Oceano Atlântico e um dos países mais jovens do continente africano, a República da Namíbia possui o maior potencial logístico, econômico e político da região. Segundo aponta Marcos Piacitelli, especialista em Acordos Internacionais da Thomson Reuters Brasil. “Impulsionada por seus recursos naturais, a economia da Namíbia tem-se mostrado estável e atrativa aos investimentos e negociações”, aponta, destacando que seu crescimento econômico tem-se mantido consistente ao longo dos anos. “Com exceção apenas de 2009, devido à crise econômica mundial. E seu PIB tem mantido desde 2009, com uma taxa de crescimento perto dos 5%”.

Dados do World Bank e FMI (Fundo Monetário Internacional) apontam que mesmo que a economia do país seja impulsionada pelos recursos naturais, o setor de serviços tem sido responsável por 60% do total do PIB desde 1990. “Minas, pecuária, pesca, metalurgia e processamento de alimentos são os pilares de sua economia, fazendo com que a indústria seja o segundo responsável com mais de 30% do total do PIB e a agricultura com pouco mais de 6% do total do PIB”, aponta o executivo.

Somando ainda, o fato de sua economia ser muito similar e interconectada com a economia da África do Sul, tanto pelo comércio, investimento e políticas monetárias comuns, o especialista aponta que o Dólar Namibiano também está indexado com o Rand Sul-Africano, “o que proporciona benefícios ao país, pois muitas tendências econômicas, incluindo a inflação, são similares às do seu vizinho”.

Garantindo relações comerciais preferenciais com outros principais países do continente, o país possui ainda, como ressalta Piacitelli, tratados de livre comércio, sendo ainda membro da Área Monetária Comum, União Aduaneira da África Austral (SACU) e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).





















Na evolução do Comércio Exterior, Piacitelli comenta que o valor de exportações bem como de importações tem crescido nos últimos anos. “Em 2005 o intercâmbio comercial era de US$ 5,25 bilhões, já em 2013, este fluxo foi para US$ 13,91 bilhões. Com uma balança comercial negativa desde 2009, o que comprova o alto volume de importação”, destaca.

Como principal origem a África do Sul, Botsuana, China e Estados Unidos completam a lista dos principais parceiros representando 60% dessas importações. O Brasil aparece na 18ª posição representando 0,4% do total do ano de 2014. “As exportações brasileiras para a Namíbia cresceram 45% no período de 2010 a 2014, com forte volume de máquinas mecânicas, vestuário, carnes, móveis, entre outros”.

Segundo dados fornecidos pelo especialista, na composição de pauta de produtos importados pelo país, os automóveis estão no topo da lista com 13,1%, seguidos por Máquinas mecânicas com 11,9%, Combustíveis com 7,8%, Ouro e pedras preciosas com 7,6%, Máquinas elétricas com 6,4%, entre outros.


Polo Industrial

De acordo com o especialista da Thomson Reuters, o potencial e o crescimento contínuo do país também tem chamado a atenção de empresas do mundo todo, com destaque para as companhias nacionais que buscam na Namíbia estabelecimento de polo industrial. O motivo ele explica: fator localização geográfica e infraestrutura do país.

De acordo com ele, a BRF já é uma das gigantes que já estuda investir no país, transformando-a em um polo de industrialização e distribuição para os demais países da África. “Isso se deu em uma recente comitiva ao país que ocorreu no mesmo dia em que a União Europeia assinou um acordo comercial com a Namíbia e outros cinco países africanos”, destacou.

O executivo destaca ainda o Corredor Walvis Bay (WBCG - Walvis Bay Corridor Group), um atrativo polo logístico com escoamento para os principais países da África Austral, desde o Porto de Walvis Bay na Namíbia. “Usualmente, as exportações Brasileiras para a África são destinadas à portos como o da África do Sul, devido à diversos fatores, principalmente pelo desconhecimento da potencialidade e da infraestrutura da Namíbia na recepção de cargas internacionais e por questões de custos logísticos. Entretanto, o porto de Walvis Bay está localizado apenas a 10 dias aproximadamente do porto de Santos e conta com toda uma infraestrutura”.

Para ele, a potencialidade do hub logístico da Namíbia, deve ser melhor avaliada pelos exportadores brasileiros, aproveitando as oportunidades proporcionadas pelo país. “O exportador brasileiro necessita escolher o melhor caminho para atingir o atual mercado prioritário entre os países e empresas, a África”, mas destaca que é preciso seguir esta tendência global de investimento no continente “aproveitando as facilidades disponíveis que são provenientes dos acordos de livre comércio com a Namíbia, bem como sua localização geográfica estratégica de poucos dias de rota transatlântica, e toda infraestrutura de escoamento logístico que o país proporciona, pois, dependendo do fluxo de comércio, pode reduzir os custos logísticos consideravelmente para as empresas nacionais”. Kamila Donato – Brasil in “Guia Marítimo”

Macau - Instituto Politécnico de Macau tem mais alunos em cursos em língua portuguesa

O número de estudantes inscritos em cursos em língua portuguesa no Instituto Politécnico de Macau (IPM) no novo ano académico de 2016/2017 aumentou 14,5 por cento em termos anuais, de acordo com o jornal local Macao Daily News.

Lei Heong Iok
Em declarações na passada sexta-feira, na cerimónia de inauguração do novo ano académico, o Presidente do IPIM, Lei Heong Iok, notou ainda que cerca de 100 alunos de um total aproximado de 800 novos alunos inscritos para este novo ano académico são estudantes internacionais. Entre estes, 28 alunos oriundos de Cabo Verde e 6 provenientes do Brasil optaram pelo instituto para estudarem chinês e gestão na área do sector do jogo, acrescentou o Presidente.

Lei Heong Iok defendeu que este cenário revela que o IPM está a contribuir para transformar Macau numa plataforma de intercâmbio entre a China e os Países de Língua Portuguesa. In “Fórum Macau” - Macau

A religião como fato cultural

I
Algumas teorias políticas, como as do comunismo e do anarquismo, atraíram multidões não só porque pregavam a igualdade entre os homens como prometiam aos descrentes em mudanças graduais a revolução dos costumes e o fim dos privilégios e das classes sociais, ou seja, o paraíso na Terra. O anarquismo esgotou-se logo porque defendia que não existia ditadura do proletariado, mas apenas ditadura de um partido ou de meia-dúzia de espertalhões. Mas o comunismo durou décadas e levou muitos jovens idealistas que não acreditavam mais nas religiões a sacrificar a própria vida em favor de um futuro que não existiria.

Apesar do fracasso dessas teorias, volta e meia, ainda existem demagogos que se aproveitam da chamada democracia burguesa para empolgar as massas com promessas mirabolantes. Como mostra a experiência, essas aventuras invariavelmente acabam em desastres, pois, quando chegam ao poder, os demagogos precisam não só cuidar dos negócios particulares e dos de sua família como favorecer apaniguados, pois o que mais desejam é se locupletar com os recursos públicos ou com as mamatas que os negócios feitos à sombra frondosa do Estado sempre propiciam.

Tudo isso resulta em decepção para as massas, que continuam famélicas e errantes, ao menos nos países do Terceiro Mundo. Diante dessa situação de caos, as religiões ressurgem periodicamente porque, de certa maneira, respondem às ameaças que são feitas cotidianamente, colocando em risco a sobrevivência da humanidade. E trazem solidariedade às vítimas, o que nunca se viu nos regimes que defendiam que a vida dos homens se esgotava no âmbito da animalidade.

É o que mostra o professor e sacerdote Silvio Firmo do Nascimento em O homem diante do Sagrado: Alguns elementos da antropologia das religiões (Londrina: Humanidades, 2008), livro que não discute uma religião específica, mas que trata da religião como obra humana edificada em torno do sublime, como diz o filósofo José Maurício de Carvalho, que foi professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e, atualmente, do Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (Iptan), no percuciente prefácio que escreveu para este trabalho. Segundo Maurício de Carvalho, neste livro, a religião é examinada como fato cultural, “produto da nossa ação transformadora do mundo, ainda que esse fato não invalide o reconhecimento da inspiração divina” (NASCIMENTO, 2008, p. 9).

                                                                   II
De fato, num tempo como o de hoje em que a precariedade humana é tão presente no dia-a-dia da população, depois do fracasso das experiências totalitárias, as religiões, sejam as tradicionais ou as chamadas pentecostais, ainda cumprem o seu papel fundamental, que é o de infundir esperança e alimentar os sonhos de amor e paz, ou seja, manter o homem vivo, para se repetir aqui uma expressão do poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956).

Depois de discutir a conceituação de antropologia, de religião e de antropologia da religião, Firmo do Nascimento avalia as teorias psicológicas e sociológicas que falam da origem da religião, analisando as hipóteses do sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), do neurologista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), criador da Psicanálise, e do filósofo inglês Herbert Spencer (1820-1903), sem deixar de penetrar na obra do poeta e filósofo latino Tito Lucrécio Caro (Ca.99aC-143).

“Estarrecidos pelos males provocados na humanidade em nome da religião – guerras, divisões, imposições, sacrifícios humanos, explorações, conquistas, matanças –, alguns pensadores antigos e modernos desconfiaram da seriedade da religião e quiseram ver a sua origem na maldade do coração ou na perversão da mente”, diz o professor, adicionando entre os pensadores modernos adeptos dessas teorias o filósofo britânico Bertrand Russel (1872-1970) e o escritor e dramaturgo argelino Albert Camus (1913-1960).

Em suas considerações finais, Firmo do Nascimento (2008, p. 124) defende não podemos ficar restritos à expressão “só Jesus salva”, mas acreditar e agir como seres verdadeiramente humanos comprometidos com a verdade através do homem bom: zeloso, sigiloso, honesto e objetivo. “A fé precisa descer das altas esferas transcendentes para ocupar-se com o homem como habitação divina. Noutras palavras: não se pode separar a experiência religiosa das outras experiências humanas”, diz (idem), acrescentando que “a religião possui essência libertadora e deve questionar o imperialismo cultural europeu e norte-americano” (idem).

Enfim, o leitor que adentrar este livro, com certeza, sairá dele diferente, mais fortalecido espiritualmente, pois, como diz o autor, em suas derradeiras palavras, o homem precisa da harmonia consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com Deus, para viver humanamente o sentido da vida. Ou seja: “a experiência da solidão leva-nos à solidariedade, da fraternidade à comunhão, da finitude ao infinito e da consciência do limite dos bens naturais à revalorização da natureza” (NASCIMENTO, 2008, p. 128).

                                                         III
Sílvio Firmo do Nascimento (1956), sacerdote diocesano em São João del-Rei, Minas Gerais, é doutor em Filosofia pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro (2001), mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais (1992), bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio de Janeiro (1987), e fez Licenciatura Plena em Estudos Sociais e Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque, Santa Catarina, hoje Faculdade Dehoniana (1983).

É autor dos livros Teses morais do tradicionalismo do século XIX (Londrina: Edições Humanidades, 2004), A religião no Brasil após o Vaticano II: uma concepção democrática da religião (Barbacena: Unipac, 2005), A Igreja em Minas Gerais na República Velha (Curitiba: Juruá, 2008), A pessoa humana segundo Erich Fromm (Curitiba: Juruá, 2010), A centralidade da eucaristia na vida da humanidade (Garapuava: Pão e Vinho, 2011), Gotas de sabedoria (Curitiba: Instituto Memória, 2012), A educação em um mundo globalizado, em coautoria com o professor Kennedy Alemar da Silva (Belo Horizonte: O Lutador, 2014) Pressupostos epistemológicos e antropológicos da ética do tradicionalismo (Curitiba: CRV, 2ª ed., 2016), além de artigos sobre filosofia, ética, educação e religião.

Atuou como docente na Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), de Barbacena, Minas Gerais, de 1992 até 2008. Atualmente, é membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Unipac, membro efetivo da Academia de Letras de São João del-Rei e docente do Iptan, de São João del-Rei. Atua como editor da Revista Saberes Interdisciplinares, periódico semestral multidisciplinar do Iptan. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, atuando principalmente com os seguintes temas: liberdade- propriedade-educação, tradicionalismo, educação, catolicismo e ética. Adelto Gonçalves - Brasil

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O homem diante do Sagrado: Alguns elementos da antropologia das religiões, de Sílvio Firmo do Nascimento, com prefácio de José Maurício de Carvalho. Londrina: Edições Humanidades, 126 págs., R$ 40,00, 2008. E-mail: silviofirmodonascimento@gmail.com Site: www.iptan.edu.br


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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Portugal - Açores apoia novos projectos de aquacultura

O apoio ao investimento em novas infra-estruturas de aquacultura pode chegar até aos 500 mil euros por projecto, podendo também, em casos específicos, atingir a uma taxa de cobertura de 85% do seu valor total dos mesmos.





















O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, criou mais um mecanismo de apoio a projectos de aquacultura com o objectivo de incentivar novos investimentos no sector, promover o aumento da competitividade e a viabilidade desse tipo de empreendimentos na Região.

De acordo com a nova Portaria, o novo Regime de Apoio aos Investimentos Produtivos na Aquicultura, será co-financiado pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) no âmbito do Programa Operacional MAR 2020.

Fausto Brito e Abreu, Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia salientou que, além de os empresários de aquacultura poderem contar com apoios até 500 mil euros para a construção de novas unidades de produção aquícola no âmbito da nova Portaria, a mesma contempla igualmente o apoio à diversificação do rendimento das empresas aquícolas através do desenvolvimento de actividades complementares relacionadas com as actividades comerciais base, como sejam o turismo de pesca, os serviços ambientais ou as actividades pedagógicas, ligadas à aquicultura.

As candidaturas, submetidas através do portal do Portugal 2020 (www.portugal2020.pt) ou do portal do Mar 2020, (www.mar2020.pt), são apresentadas em contínuo, sendo que os projectos seleccionados vão poder beneficiar de uma taxa máxima de apoio de 75%.

O Secretário Regional do Mar adiantou no entanto que essa mesma taxa pode chegar aos 85% no caso de a operação respeitar a produção aquícola em sistema multitrófico integrado ou de produção aquícola para fins de biotecnologia, quando a transformação dos produtos for realizada nos Açores.

Fausto Brito e Abreu salientou ainda que este novo regime de apoios co-financiado pelo FEAMP vem complementar os apoios já disponibilizados, em Julho, pelo Governo Regional dos Açores para investimento e inovação em aquacultura, sendo também a primeira região do país a operacionalizar os apoios do FEAMP para a inovação e investimento em novos projectos de aquacultura.

No sentido de incentivar o emprego na Região, o Governo Regional atribui também uma majoração de 30%, desde o ano passado, aos projectos de aquacultura que prevejam a criação de, pelo menos, três postos de trabalho, podendo essa majoração chegar mesmo até aos 40% caso os postos de trabalho sejam altamente qualificados, exigindo formação ao nível de doutoramento. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

Brasil - Porto de Itacoatiara será novo canal de exportações através do Canal do Panamá

Empresários do agronegócio da região Sul e Sudeste pretendem utilizar portos da Região Norte para tornar exportações mais baratas

MANAUS - Empresários paranaenses apostam no impulso das exportações do agronegócio proveniente da região Sul a partir das rotas comerciais que saem dos portos que integram o projeto Arco Norte (região que compreende os Estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão) em direção à Ásia e à Europa por meio do Canal do Panamá. Na avaliação dos empresários, a ampliação do Canal do Panamá, inaugurada em junho deste ano, deve incrementar o volume de grãos transportados a partir do Porto de Itacoatiara em direção ao exterior, com redução de até 15 dias de transporte e menor custo operacional.

O novo Canal do Panamá foi inaugurado em junho após nove anos de obras. A principal mudança foi feita nas eclusas, que passaram a receber embarcações com até 150 mil toneladas, chamadas de neopanamax, navios 2,5 vezes maiores que os recepcionados até então, os panamax.

Porto Itacoatiara 
De acordo com o coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira, que compõe uma equipe técnica formada por executivos e membros de entidades de empresariais paranaense, que avalia periodicamente a produção de grãos da América do Sul à América do Agronegócio estima que rota Itacoatiara - Ásia ou Europa, via canal do Panamá, diminui tempo entre 10 a 15 dias Norte, a ampliação no Canal do Panamá pode gerar queda nos custos de frete e também no tempo gasto com transporte a partir do porto de Itacoatiara (distante 270 quilômetros de Manaus), de onde a carga sai em direção à Ásia e à Europa.

A redução no tempo de transporte será entre 10 e 15 dias. Ferreira informa que o antigo canal tinha capacidade para escoamento de 360 milhões de toneladas em cargas. A nova ampliação permite a passagem de 600 milhões de toneladas.

O maior fluxo consequentemente reduz o tempo de viagem e os custos logísticos. “Não há dúvidas de que as melhorias no canal devem favorecer o escoamento de grãos que saem da região Norte em direção à Ásia e à Europa. Porém, dependemos da construção de rotas que passem pelo Arco Norte e pelo Canal do Panamá. Haverá uma economia no tempo de viagem que deve sair de 40 para 25 ou 30 dias de deslocamento, com menor custo”, disse.

Apesar de ser uma alternativa economicamente viável, Ferreira explica que o canal ainda é pouco utilizado pelo Brasil e que somente algumas empresas multinacionais transportam cargas pelo Panamá. Um dos problemas, segundo o coordenador, está na ausência de acordos comerciais e políticos que incentivem o uso da rota marítima como forma de tornar o país mais competitivo frente aos demais países expressivos no agronegócio como por exemplo os EUA (Estados Unidos).

“A utilização da nova rota pode demorar a acontecer porque o Brasil depende de acordos comerciais. Percebemos que há uma certa restrição dos EUA na abertura do canal ao Brasil. Se houver liberação o Brasil será mais competitivo no agronegócio e será um forte concorrente dos americanos. É uma questão de política internacional”, avaliou.

Segundo o coordenador, a utilização da nova rota ainda contribui com a instalação das novas estruturas portuárias construídas nos Estados que compõem o Arco Norte (região que compreende os Estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão). “É uma grande oportunidade para tornar o Brasil mais competitivo, priorizando principalmente o Arco Norte que vem de encontro aos novos portos que estão sendo construídos, seja na ampliação do porto de Itacoatiara, de Santarém, na estruturação do complexo de Vila do Conde, no município de Barcarena (PA) e de Itaqui (MA). O canal vem somar, complementar à atividade”, destaca.

Conforme Ferreira, em 2015 o Amazonas escoou quase 18 milhões de toneladas de grãos, quantitativo que vem crescendo anualmente e que segundo ele pode ser direcionada pelo Canal do Panamá nos próximos anos. “Há um forte potencial para crescimento nas exportações a partir do Amazonas, da região Norte”, disse. O novo Canal do Panamá foi inaugurado em junho após nove anos de obras, com investimentos de US$5,2 bilhões.

Sobre a Expedição Safra

A Expedição Safra, que chega à décima temporada, é um projeto de iniciativa do Agronegócio Gazeta do Povo e consiste em um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos. Da América do Sul à América do Norte, a sondagem periódica percorre 16 Estados brasileiros, mais as regiões produtoras dos Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Para ampliar a discussão sobre mercado, desde a temporada 2010/11 a Expedição estabeleceu os chamados roteiros extraordinários, com incursões à Europa (Alemanha, Holanda, Bélgica e França) e Ásia (China e Índia). A edição 2015/16 do projeto contempla ainda o Arco Norte brasileiro, rota crucial para comunicação com o Panamá. In “Jornal do Commercio” - Brasil

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Internacional – Olimpíadas Internacionais de Informática 2016












Realizou-se em Kazan na Rússia a 28ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática. O evento que desenrolou-se entre 12 e 19 de Agosto teve a presença de 80 países e 308 concorrentes.


Entre os países participantes, dois países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Brasil e Portugal, a presença da Região Administrativa Especial de Macau e dois países Observadores Associados da CPLP, Geórgia e Japão.

A equipa do Brasil composta por quarto jovens conquistou duas medalhas de prata por intermédio de Rogério Aristida Guimarães Júnior (77,92%) e Lucca Morais de Arruda Siaudzionis (76,30%). Presentes também Pedro Henrique Sacramento de Oliveira (27,60%) e Carlos Vinícios Ferreira Santos (21,10%). Até agora o Brasil ganhou em todas as Olimpíadas que participou 2 medalhas de ouro, 11 de prata e 27 de bronze.


A equipa de Portugal alcançou uma medalha de bronze por Gonçalo Paredes (51,95%), sendo os restantes membros, Henrique Navas, (38,64%), Duarte Nascimento, (17,53%) e Guilherme Penedo (14,94%). Portugal ganhou até ao presente 6 medalhas de bronze.


A equipa da Região Administrativa de Macau ganhou duas medalhas de bronze por Man Hou Hong, (75,00%) e Hou Tin Chan (70,13%). A equipa completou-se com Cho Hou Tang (36,04%) e Hou Tam (31,82%). A equipa de Macau ganhou nas Olimpíadas que concorreu 4 medalhas de prata e 12 de bronze.

A equipa do Japão conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata, enquanto a Geórgia ganhou uma de prata e duas de bronze. A próxima Olimpíada a realizar em 2017 será no Irão. Para mais informações aceda aqui. Baía da Lusofonia

Macau - Alan Baxter volta a leccionar na Região Administrativa Especial de Macau

O ano lectivo que está prestes a começar, vai arrancar em grande na Universidade de São José com 312 novos alunos e o académico Alan Baxter à frente da faculdade de Humanidades. Até Janeiro, a instituição espera mudar-se para o campus da Ilha Verde



O linguista australiano Alan Baxter, especialista em crioulos de base portuguesa, incluindo o de Macau, vai dirigir a Faculdadede Humanidades da Universidade de São José, revelou a vice-reitora da instituição privada. À Rádio Macau, Maria Antónia Espadinha, que assumia o cargo interinamente, explicou que Baxter foi escolhido num concurso de âmbito internacional: “Estive no ano passado, até agora, como directora interina da faculdade. E tinha grande responsabilidade. Neste momento já cá temos o novo director, que é o professor Alan Baxter. Houve um concurso internacional e ele foi o selecionado”.

Baxter foi director do departamento de Português da Universidade de Macau entre 2007 e 2011, ano em que deixou o território, regressando agora à USJ que oferece uma licenciatura de Português-Chinês, um mestrado em Estudos Lusófonos de Literatura e um curso intensivo de Português pré-universitário.

Licenciado em Filosofia e Letras e Mestre e Doutor em Linguística, Alan Vorman Baxter é especializado em crioulos de base portuguesa, incluindo o patuá de Macau.

A vice-reitora adiantou ainda que o novo ano lectivo vai arrancar com cerca de 1.200 alunos, 312 dos quais são novos alunos. Apesar de terem sido registados 468 candidatos, as inscrições finais totalizaram 312, menos 94 alunos do que em igual período de 2015.

Maria Antónia Espadinha justificou a diminuição com o aumento de vagas decorrente do elevado número de instituições de ensino superior locais e com o decréscimo de jovens. Para além disso, salienta que existe um “fascínio” por estudar no estrangeiro, factor muito importante nos cursos ligados à língua.

Também este ano começa o curso em Estudos Portugueses e Chineses (Língua e Cultura) com oito alunos, defendendo a responsável que o facto do número ser pequeno permite aos estudantes “avançarem mais”. Maria Antónia Espadinha espera que sejam os estudantes o melhor “motor de difusão” do curso no futuro.

Relativamente ao novo campus da USJ na Ilha Verde, a vice-reitora avançou que entre o final do ano e Janeiro de 2016 a instituição espera mudar-se. Segundo explicou, não existem garantias totais, já que os prédios precisam de licença primeiro. In “Jornal Tribuna de Macau” com Lusa - Macau