Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 27 de junho de 2017

Brasil – Porto de Imbituba será rota de contêineres da Ásia

Na passada sexta-feira, 23 de Junho de 2017, foi um dia histórico para o Porto de Imbituba. O Porto do sul catarinense venceu a concorrência e passa a fazer parte do grupo de portos da América Latina que recebe navios de contêineres do mercado asiático. “Pesa para esta decisão o fato de Imbituba abrigar o porto público com maior profundidade das regiões Sul e Sudeste do Brasil e possuir condições climáticas favoráveis para a continuidade das operações.”, informou por meio de nota a assessoria de imprensa do Porto de Imbituba. A previsão é de que os primeiros embarques iniciem em agosto deste ano.

Situado em uma enseada de mar aberto, protegido de ventos e ressacas, o Porto de Imbituba é administrado pela SCPar Porto de Imbituba S.A, após delegação do governo federal para o governo de Santa Catarina. Atualmente movimenta granéis sólidos e líquidos, congelados, contêineres e carga geral, contando com três berços de atracação. O Canal de Acesso atinge a profundidade de 17 metros. A Bacia de Evolução possui calado de 15,50. A Área Entre-berços alcançam calado de 15,50 e Berços 1 e 2 chegam a calados de 14,50 e berço 03 11,50 metros.

O Porto de Imbituba está apto a atender, principalmente, o escoamento de cargas dos três estados da região Sul, com influência direta em todo o Mercosul. In “NotiSul” - Brasil

China - Air Macau fará ligação à rota Pequim-Lisboa

Os voos directos entre a China e Portugal também vão contar com o envolvimento da Air Macau, que está a ultimar um acordo com a Beijing Capital Airlines para assegurar ligações à nova rota a partir do território, onde será feito o “check-in” até ao destino final. A transportadora local espera obter “bons resultados” desta parceria que deverá ser oficializada antes do lançamento, a 26 de Julho, dos voos para Lisboa



Operada pela Beijing Capital Airlines, a ligação aérea directa entre a China e Portugal arranca a 26 de Julho deste ano, com três voos por semana - quarta-feira, sexta-feira e domingo - entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim. Até essa altura, porém, deverá haver uma nova alternativa para quem vive em Macau, que poderá rumar do território até à capital chinesa a tempo de embarcar no voo para Lisboa.

O acordo entre a Air Macau e a Beijing Capital Airlines ainda está em fase de negociações, mas deverá ser selado em breve. “Faltam as assinaturas da administração e depois arrancamos. Eles [Beijing Capital Airlines] lançam [os voos para Lisboa] em Julho, por isso ainda temos tempo”, disse Winston Ma, director-geral da Air Macau para o mercado do Sul da China.

Manifestando-se muito optimista quanto à possibilidade desta nova oferta comercial estar disponível até ao Verão, Winston Ma sublinhou que a Beijing Capital Airlines é vista “como uma parceira, não como concorrente”, pelo que trabalhando em conjunto, serão alcançados “bons resultados”. “É uma situação em que todos ganham”, destacou, frisando que “assim que o acordo for assinado os passageiros podem começar a comprar os bilhetes através das agências porque as rotas já estão criadas”.

Segundo o mesmo responsável, a Air Macau não terá de acrescentar novos voos para Pequim nem ajustar os horários.

Winston Ma falava à margem de um seminário para apresentação de novos produtos a agentes de viagens e jornalistas, durante o qual foram anunciadas opções para viajar da RAEM para 31 destinos da Europa e Estados Unidos, no quadro de um acordo para transporte “em trânsito” entre a Air Macau e a Air China, através dos aeroportos de Pequim, Xangai e, a partir de Julho, Chengdu.

“Os passageiros fazem o check-in em Macau e recebem o cartão de embarque até ao destino final, onde levantam as malas. Para os cidadãos de Macau é mais conveniente e eficiente partirem do território do que irem apanhar um barco para Hong Kong”, considerou.

A medida já está em prática através de Pequim e Xangai, mas não em Chengdu, onde ainda existem algumas “barreiras” em termos de facilidades de trânsito para os voos. “Este mês temos vindo a fazer alguns testes, e esperamos que em meados de Julho esteja a operar da melhor forma”, disse o responsável, considerando que Chengdu oferece algumas vantagens em relação aos outros aeroportos por ter menor fluxo de passageiros.

Paris, Londres, Frankfurt, Munique, Roma, Milão, Atenas, Madrid, Estocolmo, Barcelona, Viena, Nova Iorque, Washington, Vancouver, Montreal, São Paulo, Havai e até Havana são alguns dos destinos disponíveis neste novo modelo.

Numa fase inicial, os bilhetes só poderão ser comprados através de agências de viagens tanto para a futura parceria com a Beijing Capital Airlines, como para a actual com a Air China. No caso do acordo com a Air China, será possível comprar o bilhete “online” no último trimestre do ano.

No voo entre a China e Portugal, a Beijing Capital Airlines vai utilizar o modelo 330-200 da Airbus, uma das maiores aeronaves comerciais de passageiros da construtora europeia, com capacidade para 475 passageiros. Pedro Santos – Macau in “Jornal Tribuna de Macau” com “Lusa”

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Portugal – Nem tudo vai bem na Lisboa turística

Sendo o turismo uma actividade importante para o desenvolvimento de uma cidade, criando postos de trabalho, beneficiando das receitas de impostos que lhes permite recuperar e criar infraestruturas, assistimos aos grandes centros urbanos internacionais a preocuparem-se em preservarem os locais mais importantes e de maior interesse histórico.

Foi notícia há dias, a decisão da presidente da autarquia de Roma, a sra. Virginia Raggi, de aprovar uma lei que proíbe os turistas de se alimentarem junto, num primeiro passo, a fontes históricas, para alargar num futuro próximo a outros monumentos. Este comportamento inadequado dos turistas para a manutenção da higiene e limpeza dos principais monumentos romanos vai ser penalizado com uma coima de 40 a 240 euros.

Foi também notícia num destes dias que a célebre fonte romana “Fonte Di Trevi” deu uma receita líquida no ano passado de 1,3 milhões de euros, proveniente das moedas que os turistas lançam para dentro de fonte.

Em Lisboa, os turistas também deitam moedas para as duas fontes da Pç. D. Pedro IV, popularmente conhecido por Rossio, mas parece que nem um cêntimo chega à tesouraria da autarquia, pois da parte desta não há qualquer preocupação em garantir a segurança das moedas, dos mais diversos valores, venham a chegar aos cofres do município.

Enquanto em Roma proíbem os turistas de comerem junto às fontes, em Lisboa é precisamente o contrário. Sistematicamente, através da autarquia ou da sua junta de freguesia Santa Maria Maior, assistimos à colocação, de tascas, tasquinhas, tasquetas, no meio do largo do Rossio, para que as pessoas possam comer, em concorrência com as lojas envolventes que pagam os seus impostos, criando obstáculos a quem pretende fotografar a bela praça e por fim, quando o arraial é levantado, não há uma agulheta para lavar tudo aquilo que foi conspurcado.

Agulheta também não há para lavar a Rua Augusta, considerada uma das trintas principais artérias a nível mundial, em certas zonas o mau cheiro espalha-se pelas esplanadas onde os turistas petiscam ou refrescam-se. Parte da calçada já não é branca de tanta sujidade.

Há lojas na rua Augusta a venderem óculos, pagam os seus impostos, mas ninguém se preocupa com os vendedores ambulantes que vagueiam pela rua a incomodar os turistas, chegando a colocar óculos nos rostos das turistas, sem a aprovação destas.

Colegas destes vendedores, por vezes eles próprios vendem “louro” aos turistas, não havendo um jovem que não seja incomodado com esta venda agressiva. As autoridades dizem que não podem fazer nada, embora os vendedores digam que é “droga” tudo não passa de folhas de louro. Mas afinal não estamos perante uma burla? Se são folhas de louro, os vendedores passam factura da venda? É o que faz qualquer supermercado quando um cliente vai comprar folhas de louro, passa uma factura.

Bem precisava a rua Augusta de uma tolerância zero para quem suja a artéria e incomoda o turista que encontra em Lisboa uma segurança ausente na maior parte da bacia mediterrânica e depois alargar a mais artérias da baixa pombalina.

Porque estou a escrever hoje sobre esta parte histórica da cidade de Lisboa? Simplesmente que o principal responsável destas situações, o sr. Fernando Medina apresenta-se nesta segunda-feira, 26 de Junho de 2017, como candidato à presidência da autarquia lisboeta. Baía da Lusofonia  

domingo, 25 de junho de 2017

Romaria















Vamos aprender português, cantando


É de sonho e de pó
o destino de um só
feito eu perdido
em pensamentos
sobre o meu cavalo

É de laço e de nó
de jibeira o jiló
dessa vida
cumprida a só

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

O meu pai foi peão
minha mãe solidão
meus irmãos
perderam-se na vida
à custa de aventuras

Descasei, joguei
investi, desisti
se há sorte
eu não sei, nunca vi

Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Me disseram, porém
que eu viesse aqui
prá pedir de
romaria e prece
paz nos desaventos

Como eu não sei rezar
só queria mostrar
meu olhar, meu olhar
meu olhar

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida


Maria Rita - Brasil



Como a União Europeia fez da Grécia um gueto muçulmano

"Começarei pedindo desculpa aos Eslavos dos quais sou mestiça: embora seja ucraniana, sou também grega. (Logo na abertura do vídeo é mostrado o presidente Donald Trump dizendo que ama muito os Gregos, ao lado de autoridades gregas.) Também enquanto geralmente tenho em mente Eslavos que se sentam bebendo, usando trajes esportivos, divertindo-se com minhas tagarelices, este vídeo é dedicado aos meus compatriotas Gregos. Francamente, não sei se é por exaustão após a crise econômica, os bailouts ¹, a austeridade e todo o inferno que deixaram para trás lá, parece que todos os analistas no Ocidente falam constantemente da morte da França, da Alemanha e da Suécia pela globalização islâmica e esqueceram-se da Grécia. (Aqui é mostrado um gráfico sobre as taxas de desemprego na Grécia, sendo de 50% para os gregos bem jovens (entre 15 e 24 anos de idade), 33% (entre 25 e 34 anos), 24% (entre 35 e 44 anos), 21% (entre 45 e 54 anos) e 19% (entre 55 e 64 anos).)

Se me permitem, em cinco minutos lhes direi porque o meu coração se despedaça pela Grécia. Esta semana, os Gregos por toda a parte festejam o Dia de sua Independência e um dia eu também fui uma das que festejou. Neste ano, porém, recusei-me a fazê-lo. Porquê? Não porque não respeite a história do nosso país, mas porque estou convencida de que a verdade é que os Gregos não são mais independentes. A Grécia perdeu a sua independência. A irônica injustiça é evidente, pense nisso.

Então, os Gregos festejam o Dia de sua Independência. Com poucas palavras, os patriotas gregos combateram e venceram na Revolução contra as dinastias muçulmanas turcas. Antes de sua independência, os Otomanos exerciam domínio sobre os Gregos com seu punho islâmico de ferro, estabelecendo um regime de "apartheid" e escravizando populações inteiras de nossos antepassados durante 400 anos. Por cerca de 10 anos aconteceu a guerra da Independência com massacres completos de Gregos na Jônia, em Creta, em Constantinopla, na Macedônia, nas ilhas do Egeu e noutros locais onde sucederam. Comunidades inteiras, por toda a Grécia, foram exterminadas. Um banho de sangue foi derramado em nome da Independência dos Gregos pelos Turcos muçulmanos. Finalmente, quando os Turcos foram depostos do poder, os Gregos iniciaram uma nova era de desenvolvimento e de inabalável e corajoso nacionalismo, em grande parte graças aos esforços da Igreja Ortodoxa. Não quero sobrecarregá-los com muito mais história.

Mas gostaria de lhes dizer isso: os Gregos possuem muitas coisas pelas quais podem se orgulhar, uma longa história de milênios. A Grécia foi o berço da Civilização Ocidental, com feitos magníficos na administração, onde nasceu a Democracia afinal, as Ciências, a Matemática, a Filosofia, a Arquitetura e as Artes, a maioria das quais influencia as nossas vidas hoje; (cabe ainda mencionar) as suas montanhas e o Mediterrâneo e sua comida e sua base de nível moral que intensificaram o patriotismo helênico.

Mas, hoje, é uma história diferente. Certamente os Gregos continuam a amar a sua história e seu país, mas a verdade é que a Grécia não é mais deles. Eles a venderam e permitiram que ela fosse invadida. A independência grega é um fantasma oco do nosso passado que todo ano encaramos como outra realidade que nos assombra, realidade na qual os Gregos outrora independentes viraram escravos de novo. Sim, escravos de uma dívida por um Império que possui de novo distintivamente um matiz islamofílico.

Agora, (convido-os a) uma rápida olhadela no assunto econômico. Não tomarei muito tempo: a Eurozona entrou na previsível crise sistêmica, num esforço de unir 19 países com diferentes políticas fiscais, com diferentes indicadores de desemprego, com lacunas por toda a parte, parece também ter fracassado em possuir simbolismos comuns e ter algumas pontes neutras sobre seus papéis-moeda. Segue a incapacidade da Grécia de conformar-se a seguir as cláusulas mais loucas do plano de socorro financeiro que jamais se viram; a Grécia continuamente o violou do lado econômico. (Nesta altura, aparece um cartaz no canto superior direito do vídeo com os dizeres, recomendando sua leitura: "Grécia: um País à Venda", por Eleni Portaliou ² - Subtítulo: Alexis Tsipras e seu governo do partido Syriza têm supervisionado as privatizações numa escala nunca vista desde a reunificação alemã.)

Depois de anos de cláusulas anti-helênicas que o governo do Syriza subscreveu (e a Nova Democracia antes dele), os memorandos entregam os recursos nacionais da Grécia pelo século seguinte a mãos estrangeiras. Os estrangeiros controlarão a eletricidade, as comunicações, a água, os portos, inclusive o de Piréus, os meios de transportes, marinas e todos os aeroportos, bens turísticos e públicos, estradas, gás natural e petróleo e quaisquer outras fontes de recursos nacionais. Graças ao FMI, ao Banco Central Europeu, à União Europeia e aos traidores do governo grego, que se tornaram as prostitutas de luxo dos agiotas estrangeiros, a Grécia perdeu a soberania econômica e nacional.

O país não é independente: foi convertido num protetorado de potências estrangeiras, no qual os agricultores, os criadores de gado, os produtores locais afinal pagam o preço de cortes de aposentadorias e os impostos de consumo sobem até mesmo 25%.

Então, com toda a franqueza, com o verão se aproximando, não me incomoda tanto a escravidão da dívida quanto a imigração. A Grécia se transformou no gueto regional de imigrantes ilegais. Graças à chanceler Angela Merkel, à super-potência da União Europeia e aos infiéis membros vendidos do Parlamento grego, a Grécia acabou sendo um depósito de imigrantes clandestinos. (Nesta altura do vídeo é mostrada a imagem de Merkel sobrepondo-se a todo o continente europeu.) Por causa da localização em que se encontra a Grécia, é o ponto de entrada principalmente de homens mulçumanos, que aceitaram o convite de Merkel, para os abonos europeus oferecidos pelo Estado-Providência ³. (Nesta altura, o vídeo mostra o mapa do Mediterrâneo, pondo a Grécia com suas ilhas em relevo.)

Sabem? Há dois anos atrás, tive a intenção de visitar as ilhas de Samos ⁴ e Lesbos ⁵, na companhia de meu pai, e fomos comprar os bilhetes do navio no guichê. A pessoa lá nos disse: "Oh, não, tomara que vocês não vão lá... agora as pessoas lá fazem as suas necessidades na rua... toda a ilha foi destruída... pode ser que os ataquem... nem os nativos querem estar ali... não é um bom lugar para turistas..." Isso aconteceu há dois anos. Hoje, Lesbos, Kós, Samos, Leros, Kálymnos, Rodes, Syme, Chios, Agathonísi, todas essas ilhas foram completamente ocupadas. Elas são algumas das mais lindas ilhas, não só do país, mas também do mundo. Ilhas, que floresciam com o turismo, a base da economia grega, agora se tornaram míni Sírias e Afeganistão. Isso não é independência. Isso é um império muçulmano. Isso é uma conquista muçulmana por meio da migração clandestina, que o governo grego consentiu sob as ordens da Alemanha e da União Europeia. Sim, é uma história deprimente, se tu és Grego como eu. Então é duplamente deprimente.

Então, existe uma esperança no horizonte? É possível no assunto da migração. Esta semana, o ministro grego de migração (Yannis Mouzalas) advertiu a União Europeia de que a Grécia não pode lidar com mais imigrantes. Mas vocês podem estar pensando: daqui a pouco, afinal de contas, (tudo estará resolvido, pois) esses imigrantes simplesmente passam pela Grécia, dirigindo-se a países mais ricos ao Norte e Oeste da Europa. Não exatamente. Berlim agora está assinalando que quer regressar à controversa Convenção de Dublin, que, quando aplicada, manda os migrantes à responsabilidade do primeiro país de entrada. Se vocês sabem geografia, isso significa "o fim da Grécia". Os imigrantes que chegam à Alemanha ou à Suécia através da Grécia, se não receberem o asilo que eles procuram daqueles países, então, de acordo com a Convenção de Dublin, têm que ser restituídos à Grécia em vez de gozar naqueles países de sua procedência. Este é um sistema totalmente monstruoso que sucumbirá imediatamente na próxima tempestade de imigrantes.

Então, minha mensagem para os Gregos e para o governo grego: Como essa semana lembramos nossa perdida independência, digam NÃO à Convenção de Dublin. Digam à chanceler Merkel que os imigrantes que vêm à Europa, fiquem lá porque os convidou, de modo a mantê-los. Oxalá os Gregos tivessem saído da União Europeia quando tiveram a oportunidade. Oxalá pudéssemos reivindicar nossa soberania nacional, a posse de uma das mais belas porções da terra e do mar no planeta. É hora de pararmos de fingir. É hora de pararmos de viver no passado. É hora de seguirmos o exemplo dos nossos ancestrais, olharmos nossos conquistadores nos olhos e dizermos: NÃO! E então talvez venha o dia que possamos festejar, de verdade, o dia da nossa independência de novo. Faith Goldy – Ucrânia Tradução: Francisco José dos Santos Braga - Brasil (bragamusician.blogspot.com)

Para mais informações aceda aqui.

NOTAS  EXPLICATIVAS, pelo tradutor Francisco José dos Santos Braga

¹ "Bailout" é uma palavra inglesa que, em economia e finanças, significa uma injeção de liquidez dada a uma empresa, banco ou governo falido ou próximo da falência a fim de que possa honrar seus compromissos de curto prazo.


³ Ou Estado social, ou Estado de bem estar social. Welfare State, em inglês.

⁴  Ilha grega no leste do mar Egeu. Segundo o geógrafo Pausânias, em visita à ilha no século II d.C., ouviu os nativos dizerem que ali tinha nascido a esposa de Zeus, Hera (Descrição da Grécia, 7.4.4), razão por que havia na ilha um santuário muito antigo dedicado à deusa. Também foi o local de nascimento de Pitágoras (︎ ilha de Samos, c. 570 a.C.- ilha de Crotona, no sul da Itália (Magna Grécia), c. 495 a.C.).

⁵  A ilha de Lesbos está localizada a nordeste do mar Egeu, na costa da península anatoliana (Turquia asiática), e a noroeste de Esmirna.




Se estiver interessado (a) a aceder a mais informação sobre este tema leia:

sábado, 24 de junho de 2017

Botswana – Faleceu antigo presidente Quett Masire

Gaborone - O antigo presidente do Botswana, Quett Ketumile Joni Masire, (23 Julho 1925 – 22 Junho 2017) faleceu na clínica Bokamoso (nordeste de Gaborone), às 22h10 de quinta-feira, aos 91 anos, anunciou sexta-feira fonte oficial, citada pela imprensa.

Masire é o segundo Chefe de Estado deste pequeno Estado da África Austral, após a morte do 'pai' da independência do país, Seretse Khama, pai do actual Presidente do Botswana Seretse Khama Ian Khama.

Durante a sua vida política foi mediador em vários conflitos no continente africano, como Moçambique.

“Morreu na clínica Bokamoso (nordeste de Gaborone), rodeado pela família, às 22h10 de quinta-feira. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de apoio neste momento difícil”, indicou Fraser Tlhoiwe, secretária pessoal do antigo presidente, num comunicado.

Masire fora hospitalizado quarta-feira para uma intervenção cirúrgica, desconhecendo-se mais pormenores, após o que ficou internado nos cuidados intensivos.

Quett Masire foi eleito para a presidência do Botswana em 1980, após a morte do “pai” da independência do país, Seretse Khama, e foi sucessivamente reeleito, até que, em 1998, apresentou a demissão.

Os anos da sua presidência foram marcados por um período particularmente forte de crescimento económico, sendo considerado como um dos principais arquitectos da estabilidade que o país sempre viveu.

Masire desempenhou um papel de pacificador na região, ao envolver-se nas negociações de paz em Moçambique entre o governo moçambicano e a Renamo, o maior partido da oposição.

Após abandonar a presidência do Botswana, envolveu-se também na resolução de várias crises políticas, como no Quénia e Lesotho.

Quett Masire presidiu ainda ao painel de 'personalidades eminentes' encarregado de investigar as circunstâncias que rodearam o genocídio no Ruanda, em 1994.

O pequeno Estado da África Austral, uma das democracias mais estáveis do continente africano, é governada desde a independência, em 1966, pelo Partido Democrático do Botswana (BDP, na sigla inglesa), força política que foi liderada por Masire. In “Agência Informação de Moçambique” - Moçambique

São Tomé e Príncipe – O pássaro bico-grossudo de São Tomé

Quando pensamos em canários vem-nos logo à cabeça uma ave amarelinha. Mas esqueçamos as ideias feitas, porque o maior de todos é castanho-escuro, quase arruivado, e tem um grande bico. É também uma ave imprevisível: foi vista pela primeira vez no final do século XIX e depois foram precisos mais de 100 anos até ser de novo observada. O bico-grossudo-de-são-tomé vive nas florestas primárias no Sul da ilha de São Tomé, no golfo da Guiné, e nos últimos anos tem sido alvo de um novo estudo e até ganhou um novo nome científico: agora é o Crithagra concolor, como se pode ler num artigo na revista International Journal of Avian Science.



Em 1888, o naturalista português Francisco Newton apanhou o primeiro bico-grossudo-de-são-tomé. Ou melhor, um anjolô, como ficou conhecido na altura em associação a tcholô, que significa “ave” para os habitantes do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Dois anos depois, o naturalista capturou mais dois exemplares. Um deles, que serviria para descrever a espécie, foi para o Museu de História Natural de Londres. Os outros foram para o Museu de História Natural de Lisboa e em 1978 acabaram por ser destruídos por um grande incêndio.

Digamos que o século XX foi negro para esta ave. Pensava-se até que estivesse extinta. Só em 1991 foi vista por observadores de aves britânicos e sul-africanos, como nos indica Martim Melo, biólogo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio), da Universidade do Porto, e principal autor do artigo na International Journal of Avian Science.

O século XXI marcou um novo rumo. Em Janeiro de 2002, a ave foi observada pela equipa de Martin Dallimer, da Universidade de Leeds (Reino Unido). Nesse mesmo ano, Martim Melo iniciou um doutoramento sobre a origem das aves endémicas de São Tomé e Príncipe. Afinal, só as florestas de São Tomé há 17 aves que só vivem ali. Têm mais duas espécies endémicas que partilham com a ilha do Príncipe e uma outra que também se encontra no Príncipe e na ilha de Ano-Bom (da Guiné Equatorial).

Martim Melo sabia que para encontrar o bico-grossudo-de-são-tomé tinha de ir pelas florestas primárias e, para isso, teve a ajuda de três são-tomenses que conheciam bem o terreno: Pedro Leitão, Luís Mário e Lúcio Primo. Foi nessa aventura que em Dezembro de 2002 observou a ave pela primeira vez. Encontrou também um arbusto endémico (o Dicranolepis thomensis), como o que Martin Dallimer tinha encontrado quando observou o bico-grossudo-de-são-tomé. Contudo, as bagas ainda estavam verdes. Esperou um mês e, já em 2003, Martim Melo voltou ao local. Mas continuavam verdes.

Como resolver o problema? Pintou-as de vermelho e colocou lá redes. Parecia ter sido em vão. E quando estava prestes a retirar as redes, eis que viu que estava lá uma ave: o imprevisível bico-grossudo-de-são-tomé. “Um enorme grito ecoa pela floresta”, contou Martim Melo num resumo sobre o artigo.

Apesar dos esforços nos anos seguintes, em 2005 apanhou mais dois exemplares. E em 2011, numa expedição financiada pela National Geographic, capturou outro. Próximo passo: perceber em laboratório a evolução desta ave. Afinal, como dizia no resumo: “Conseguir amostras de sangue desta espécie soa um pouco como pôr as mãos no Santo Graal.”

Antes de libertar os exemplares, mediu-os e recolheu amostras de sangue. Percebeu então que era mesmo um canário, pois antes havia a dúvida se seria um tecelão ou um canário. Esta “expedição” em laboratório levou também a que lhe fosse dado um novo nome. Em vez de Neospiza concolor, como a designou o zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), passou a ser Crithagra concolor, que pertence à família Fringillidae, onde estão os canários.

Percebeu assim que estava perante o maior canário do mundo. Tem cerca de 20 centímetros e ultrapassa o Crithagra burtoni (ou canário-cinzento-das-montanhas, que se encontra no Monte Camarões ou em montanhas de Angola), que tem cerca de 15 centímetros. O Crithagra concolor é também 50% mais pesado do que o seu “parente”.

O melhor em competição

Em todo este trabalho, Martim Melo encontrou ainda o “irmão” do bico-grossudo, que vive em São Tomé e no Príncipe: o canário-de-são-tomé-e-príncipe (o Crithagra rufobrunnea) e tem 12 centímetros. O biólogo conta que as populações ancestrais das duas espécies se devem ter encontrado entre há 500 mil anos e um milhão de anos e não deviam ser tão diferentes como hoje.

E como é que o bico-grossudo se tornou gigante? Por enquanto há só hipóteses. “Muitas vezes nas ilhas, as espécies aumentam de tamanho”, explica Martim Melo. Isto porque em geral há pouca competição entre espécies e a espécie que chegou primeiro, neste caso o bico-grossudo-de-são-tomé, vai crescer mais. E quando chegaram à ilha outros indivíduos da mesma espécie, a competição aumentou (como aconteceu com a chegada do canário-de-são-tomé-e-príncipe), nomeadamente por recursos alimentares. No final, os indivíduos que divergiram mais foram favorecidos. O antepassado do bico-grossudo terá sido assim o que cresceu mais, tornando-se um canário gigante. Além disso, o seu bico de dois centímetros conseguia sementes que o canário-de-são-tomé-e-príncipe não conseguia.

Quanto à sua cor diferente da de outros canários, também há só hipóteses. A cor é um sinal de saúde nas aves e atrai mais as fêmeas. Vem de substâncias como os carotenóides (um grupo de pigmentos naturais reconhecidos como compostos bioactivos benéficos para a saúde) importantes para o sistema imunitário e também dão a cor amarela (por exemplo) aos canários. Como nas ilhas há menos parasitas, a cor deixa de ter a função de mostrar que têm saúde.


A má notícia é que este canário está “criticamente em perigo” segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. “É pouco vista”, diz o biólogo. “Há menos de 50 indivíduos adultos, mas pode não ser bem assim. Queremos que fique pelo menos ‘em perigo.’” E ainda há outras questões, como: “Por que é que só aparece na floresta primária?” Por enquanto, Martim Melo tem uma certeza: “É um canário como os outros, mas muito mais distinto.” Teresa Serafim – Portugal in "Público"

Moçambique – Ministério da Saúde e Embaixada dos EUA promovem encontro para fortalecer resposta ao HIV/SIDA

O Ministério da Saúde e a Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique promoveram um encontro nacional, entre os dias 21 e 23 de Junho, em Maputo, para discutir estratégias de fortalecimento da resposta ao HIV/SIDA.

O encontro reuniu equipas técnicas de nível central e provincial do Ministério da Saúde (MISAU) e do Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA (CNCS), do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR), e de vários parceiros nacionais e internacionais envolvidos na resposta à epidemia.

Contando com mais de 200 participantes, a reunião criou uma oportunidade para o fortalecimento das acções de planificação, colaboração e comunicação entre os diferentes intervenientes institucionais, permitindo uma análise situacional dos vários mecanismos clínicos e comunitários existentes para o controlo da epidemia e a definição de estratégias que aumentem o seu impacto.

Observando o trajecto de sucesso registado ao longo das duas últimas décadas na resposta nacional, e que se traduz numa crescente disponibilidade de serviços de prevenção e de cuidados e tratamento do HIV em todo o país, os participantes apresentaram novas propostas para o reforço das acções em curso considerando os resultados preliminares do Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA em Moçambique (IMASIDA), recentemente divulgados.

Os dados preliminares do IMASIDA estimam um aumento da prevalência do HIV entre a população adulta (15-49 anos) para 13,2%, uma diferença de cerca de 1,7 pontos percentuais relativamente ao Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV/SIDA em Moçambique (INSIDA), realizado em 2009.

Embora os resultados finais do IMASIDA não estejam ainda disponíveis, os seus dados epidemiológicos preliminares permitem já orientar novas estratégias clínicas e comunitárias, sendo consensual a necessidade de continuar a expandir os serviços de prevenção de nível comportamental e biomédico. Por outro lado, é também recomendada a crescente disponibilidade de serviços de cuidados e tratamento do HIV, que beneficiam já mais de 900 mil pessoas em todo o país. Para melhor alçancar grupos populacionais específicos, como crianças, adolescentes e jovens e homens adultos, abordagens inovadoras foram tambem discutidas para melhorar o seu acesso e retenção nos cuidados clínicos.

Durante a reunião, foram também apresentados os resultados semianuais da implementação do Plano Operacional de 2016 (COP16, na sigla em inglês) do PEPFAR para Moçambique, e das actividades previstas para o próximo ano (COP17). Através do PEPFAR, o Governo dos Estados Unidos é o mais importante doador das actividades nacionais de resposta ao HIV/SIDA, tendo o seu apoio ultrapassado os dois mil milhões de dólares desde 2004.

A procura de um uso racional e impactante dos recursos alocados através do COP para melhor servir a população moçambicana tem levado a uma crescente coordenação entre as autoridades de saúde nacionais e a equipa representante do PEPFAR em Moçambique, sendo este encontro um exemplo destes esforços que irá continuar a ser promovido de forma regular. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Brasil - Portos paulistas respondem por 29,7% da balança comercial

Com uma movimentação de 158 milhões de toneladas no ano passado, os portos de Santos e de São Sebastião (este, no Litoral Norte do Estado) escoaram 15,8% das cargas que passaram pelo sistema portuário nacional. Em valor, esses produtos somaram US$ 95,9 bilhões, 29,7% da balança comercial do País.

Estes dados estão entre as informações que podem ser conferidas no Anuário dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo - 2017, publicação lançada na noite da passada quarta-feira (21), em Santos, pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp). A iniciativa integra o plano da entidade de se consolidar como um centro de inteligência do setor.

No Porto de Santos, o Sopesp reúne 42 empresas, cerca de 70% das que atuam no segmento. Juntas, elas foram responsáveis, em 2016, pela movimentação de 110,5 milhões de toneladas, garantindo uma receita de US$ 92,1 bilhões.

E neste ano, a entidade passou por uma reformulação. Além da contratação de profissionais de mercado, ela adquiriu uma nova sede, mais moderna, e procura investir na comunicação com as empresas associadas e a sociedade civil.

“A ideia é abrir as portas, ter os associados mais perto. A fase de luta laboral existe, mas ela está em menor escala. Hoje, uma das nossas bandeiras é desenvolver o negócio para o operador portuário. É a gente procurar caminhos de busca de eficiência, redução de custos, conseguir novos negócios. Não só em Santos, mas em toda a abrangência do sindicato”, destacou o vice-presidente do Sopesp, João Batista Almeida Neto.

De acordo com o Anuário, a movimentação de cargas em Santos apresentou um crescimento de 8 milhões de toneladas entre 2010 e 2016. Já o número de atracações apresentou uma queda de 1.311 manobras, o que mostra que, nos últimos anos, cada navio atracado no complexo santista movimentou cerca de 5 mil toneladas a mais, em média.

“A gente ainda tem muita oportunidade para aumentar os níveis de movimentação, buscando eficiência e baixando custo. Então, é uma possibilidade real de a gente tentar agregar mais valor ao negócio de cada operador. O nosso segmento não visa só aquele grande operador do Porto. Tem os menores e eles precisam até mais do nosso apoio. Essa é a visão para o futuro”, destacou Almeida.

Parceria

Esta nova fase da entidade também é marcada por parcerias com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a administradora do Porto de Santos. Uma das mais importantes é a que resultou na programação da dragagem de berços do cais santista.

“Quando o Sopesp assumiu o cronograma (do serviço), a gente começou a identificar coisas boas e coisas que tinham oportunidade de melhoria. Aprendemos e mostramos os pontos em que a Codesp também poderia melhorar. O resultado foi um maior controle na operação da dragagem e nós conseguimos, hoje, indicar onde está o problema. Se você não tem controle de gestão, você se perde”, destacou o vice-presidente.

Para o diretor-executivo do Sopesp, José dos Santos Martins, o novo foco da entidade vai forçar uma mudança comportamental nas empresas do setor portuário. Para ele, o lançamento do Anuário é um legado para a comunidade.

“Tudo tem seu tempo. O início do Sopesp foi muito massacrante porque tivemos, nesses 10 a 15 anos, muita briga com negociação coletiva. O foco ficou voltado para a negociação porque essa era a necessidade. Passado esse estágio, a nossa visão de negócio é diferenciada. Queremos um banco de dados, um sítio, uma comunicação com esse cliente para que ele possa se integrar mais nesse processo”. Fernanda Balbino – Brasil in “A Tribuna”

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Moçambique - Tertúlias Itinerantes a caminho do terceiro ciclo

Os coordenadores do segundo ciclo das Tertúlias Itinerantes apreciam positivamente a realização desta iniciativa que traz, a Maputo, reflexões académicas de investigadores de diferentes países de língua portuguesa, sobre as dinâmicas interculturais da sociedade global.

Trata-se de Sara Laisse, investigadora da Universidade Politécnica, Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona de Portugal e Eduardo Lichuge, da Universidade Eduardo Mondlane - UEM, que na passada terça-feira, 20 de Junho, perspectivaram, a realização do terceiro ciclo das Tertúlias Itinerantes para 2018.

O segundo ciclo ainda só discutiu 5 dos 11 sub-temas agendados para este ano, mas Sara Laisse fez um balanço positivo do mesmo, pois, na sua óptica, “temos aprendido de que forma é que pessoas de culturas diferentes podem se conhecer mutuamente e ensinarem-se como estabelecer intercâmbios de convivência intercultural, uma vez que ninguém conhece todas as culturas do mundo. A cultura transcende-nos e é dinâmica”.

Para além disso, a investigadora da Universidade Politécnica referiu que, “sempre que organizamos um programa, temos mais pesquisadores que desejam juntar-se a nós e, por isso, pedimos-lhes que preparem as suas comunicações para que, no próximo ano, possamos ter um terceiro ciclo”.

Sara Laisse aproveitou a ocasião para anunciar a entrada de um novo pesquisador, brasileiro, na equipa de coordenação, composta actualmente por dois investigadores moçambicanos e uma portuguesa que, será integrado na preparação do terceiro ciclo, o que significa que este intercâmbio cultural e de investigação vai crescendo”.

Lurdes Macedo assumiu, por sua vez, a realização do segundo ciclo como uma conquista do primeiro, que teve lugar em 2016. Conforme referiu a coordenadora, “é precisamente por causa do balanço positivo que fizemos do evento anterior, que era experimental, que decidimos organizar esta edição”.

“A pertinência dos temas tratados e a forma como o público aderiu e participou nos debates, fizeram com que nos sentíssemos motivados a organizar este segundo ciclo”, indicou Lurdes Macedo, acrescentando que, em 2017, a iniciativa tem registado muita participação de docentes e intelectuais moçambicanos, portugueses e brasileiros, quer como oradores, quer como assistentes.

Eduardo Lichuge destacou, outrossim, a adesão do público nas palestras deste segundo ciclo, assegurando que “as pessoas têm participado bastante e agrada-nos, sobretudo, a forma como elas alimentam e animam os debates”. Em relação ao terceiro ciclo, este pesquisador, assumiu que as expectativas são enormes, tendo adiantado que a lista de oradores já está preenchida, “o que significa que a iniciativa é muito boa, havendo muito interesse em participar na mesma”.

De referir que estes pronunciamentos foram feitos na terça-feira, 20 de Junho, à margem da realização da 5ª palestra do segundo ciclo das Tertúlias Itinerantes, subordinado ao tema “Diálogo entre temas da música ligeira em países da língua portuguesa”, cujo orador foi o docente da Universidade Politécnica Aurélio Ginja.

Nesta sessão, Aurélio Ginja defendeu que a música, com todas as suas potencialidades educativas e como arte, pode contribuir para a educação da sensibilidade, bem como para o desenvolvimento do espírito de cidadania das pessoas. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Brasil – Sucesso na participação na feira italiana de calçado

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio

A participação da delegação de 42 marcas brasileiras na feira calçadista italiana Expo Riva Schuh, ocorrida em Riva Del Garda entre 10 e 13 de junho, deve gerar US$ 24,47 milhões em negócios alinhavados. A previsão está no relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que viabilizou a ação por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruísa Scheffel, foram quase 800 contatos realizados com compradores do Líbano, Israel, Emirados Árabes, Rússia, Polônia, Filipinas, Canadá, Líbia, Itália, Tailândia, Espanha, Alemanha, Cingapura, Taiwan, França, Inglaterra, Chipre, Noruega, Índia, Eslováquia, Sérvia, Bulgária, Grécia, Líbano, Arábia Saudita, Portugal, Japão, Ucrânia e Estados Unidos. “Desses, mais de 300 foram inéditos. A feira realizou, in loco, a venda de mais de 530 mil pares de calçados, que geraram US$ 7,5 milhões, valor quase quatro vezes maior do que o registrado na mostra do ano passado“, conta a analista, ressaltando que as coleções apresentadas pelos brasileiros fizeram sucesso no evento. “Além do alto volume de contatos, a qualidade dos mesmos chamou a atenção. Eram compradores interessados e focados nas negociações”, avalia Ruísa, acrescentando que algumas marcas também tiveram a oportunidade de selecionar distribuidores.

Para a gerente de Exportação da Pimpolho, Marcela Gerbis, a mostra foi satisfatória, especialmente pela qualificação dos visitantes. “Não tínhamos expectativa sobre a feira, pois é a nossa primeira participação e não trabalhávamos com esse mercado há algum tempo, até por isso consideramos a participação muito positiva”, comenta, comemorando o fato de que a marca foi procurada por distribuidores, profissionais que a empresa ainda não possui na Europa.

Também participando pela primeira vez no evento de Garda, a Democrata saiu satisfeita com os contatos proporcionados e espera abrir novos mercados a partir da feira italiana. “O evento abriu possibilidades para novos negócios, o que para uma primeira edição é algo muito importante”, conta o gerente de Exportação da empresa, Anderson Melo.

Adaptados

A gerente Comercial da Suzana Santos, Suzana dos Santos, ressalta que a cada edição a marca se consolida mais no mercado, recebendo visita de novos contatos, principalmente da Europa e Oriente Médio. Na sua terceira participação, Suzana acredita que o produto já esteja de acordo com o que os clientes procuram e por isso estão colhendo bons resultados.

Participaram da Expo Riva Schuh as marcas Klin, Werner, Andacco, Carrano, Madeira Brasil, Verofatto, Piccadilly, Pegada, Cecconello, Vizzano, Beira Rio Conforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Modare Ultraconforto, Usaflex, Tabita, Pampili, Cravo & Canela, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Stéphanie Classic, Sauter, Cristófoli, Azaleia, Dijean, Opanka, Suzana Santos, Renata Mello, Kildare, Ala, Zatz, Sapatoterapia, Democrata, Petite Jolie, Sollu, Pimpolho, Indiana Colours of Brazil e Capelli Rossi.

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio. A próxima edição do evento, que acontece duas vezes por ano, será entre 13 e 16 de janeiro de 2018. In “Apex-Brasil” - Brasil

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Galiza - Encontro de Cooperativas Galicia - Norte de Portugal

A iniciativa Laces, cun orzamento de 2,9 millóns de euros, establece unha axenda conxunta con Portugal para difundir a economía social e identificar oportunidades de negocio en sectores emerxentes

O conselleiro de Economía, Emprego e Industria, Francisco Conde, apostou polo fortalecemento do sector da economía social entre Galicia e Portugal para reforzar e impulsar o tecido empresarial desta Eurorrexión, durante a súa participación no Encontro de Cooperativas Galicia-Norte de Portugal celebrado esta mañá en Valença. “O cooperativismo tamén ten que estar na axenda transfronteiriza”, sinalou.

Neste sentido, avanzou que o proxecto Laces, que conta cun orzamento global de 2,9 millóns de euros e que está cofinanciado por Feder, é un programa de colaboración con Portugal no que se vai establecer unha axenda conxunta para difundir as vantaxes da economía social como marco para constituír empresas e emprego de calidade e a Eurorrexión como territorio propicio para facelo. Ademais, ten como un dos seus principais obxectivos identificar as oportunidades de negocio vinculadas a sectores emerxentes.

A través deste proxecto, desenvolveranse foros de debate, estadías de formación, bolsas de axudas e a constitución de diferentes laboratorios para realizar proxectos de emprendemento no eido da economía social. Deste xeito, o obxectivo é facer de Galicia e Portugal un exemplo de cooperación territorial en Europa.Como mostra deste compromiso, no marco do encontro, a Consellería de Economía Emprego e Industria asinou un protocolo de colaboración coa Agrupación Europea de Cooperación Territorial (AECT) e coa Cooperativa Antonio Sergio para a Economía Social (Cases).

Tal e como explicou o conselleiro, o Goberno galego leva tempo impulsando a economía social e o cooperativismo en Galicia a través da aprobación da Lei de Economía Social, que da voz a un sector que aglutina 7.000 entidades; coa creación da Rede Eusumo, formada por 191 entidades para fomentar o cooperativismo; e destinando recursos para o impulso do emprendemento colectivo -cun orzamento que este ano ascende a 5,4 millóns de euros-.

Na súa intervención, o conselleiro expresou, en nome do todo o Goberno galego e dos seus habitantes, as condolencias polo tráxico suceso do pasado sábado e tendeu a man da Xunta para colaborar en todo o que poida precisar Portugal: “Ante situacións de emerxencia como a que está a vivir Portugal, os valores de cooperación que inspiran a Eurorrexión que conformamos cobran máis forza ca nunca”, afirmou. Xunta Galicia - Galiza

Macau - Instituto Politécnico de Macau vai acolher mais 100 alunos lusófonos

O Instituto Politécnico de Macau vai receber no próximo ano lectivo mais de 900 novos alunos, na sua grande maioria do território. Além disso, segundo Lei Heong Iok, vão chegar à instituição de ensino que lidera 100 estudantes vindos de países lusófonos, interessados em licenciaturas ligadas à Tradução, Jogo e Administração Pública

Cerca de 650 alunos de 20 licenciaturas participaram ontem na cerimónia de graduação do Instituto Politécnico de Macau (IPM), incluindo 60 do curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português. Apesar de este número ser semelhante ao de anos anteriores, o presidente do IPM acredita que o panorama poderá mudar em 2017/2018.

No ano passado, o IPM recebeu cerca de uma centena de alunos oriundos de países de língua portuguesa e acolherá mais 100 em 2017/2018, sobretudo de Cabo Verde, adiantou Lei Heong Iok, indicando que vão estudar Chinês como língua estrangeira, Jogo e Administração Pública. O grupo integra também muitos brasileiros e moçambicanos.

Para o presidente do IPM, a vinda de alunos dos países lusófonos traz dinamismo ao ensino superior de Macau, apesar de também implicar desafios e representar alguma concorrência para os profissionais chineses que dominam a língua portuguesa.

Por outro lado, segundo o responsável, o IPM aceitou 930 alunos para o ano lectivo 2017/2018, entre os quais 710 locais e 120 da China Continental. Com as quebras contínuas no número de graduados das escolas secundárias, é provável que a percentagem de alunos do Continente cresça dos actuais 15% para 18% ou, no máximo, para 20%.


Lei Heong Iok apontou ainda que, nos últimos anos, tem sido admitido um aluno local por cada 10 candidatos, no entanto, desta vez apenas foram aceites 710 dos 4000 interessados de Macau. De qualquer modo, acredita que a saída de alguns jovens para o exterior terá efeitos positivos no ensino superior de Macau em geral.

Recordando que no ano passado foi suspenso o curso nocturno de relações públicas por falta de alunos, o líder da instituição sustentou que a medida era necessária para que a oferta do IPM continue a corresponder às necessidades do mercado. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”