Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 21 de outubro de 2017

Suécia – Estocolmo avança para nova partilha de bicicletas eléctricas de alta tecnologia

O novo programa City Bike também apresentará um esquema de "traga a sua própria bateria", deixando o carregamento para o utilizador

O sistema público de partilha de bicicletas de Estocolmo deve ser substituído por uma rede maior de bicicletas eléctricas de alta tecnologia, mais que triplicando a capacidade actual e estendendo o seu alcance aos subúrbios.

O sistema actual da capital sueca usa cerca de 1200 bicicletas padrão colocadas em estações, principalmente no centro da cidade, aberto para o seu uso entre os meses de abril e outubro. De acordo com a cidade de Estocolmo, as bicicletas foram utilizadas mais de 500 mil vezes na temporada de 2016, mas há uma procura por mais locais e períodos de uso mais longos.

Com o contrato para as actuais bicicletas a chegar ao fim, o sistema está prestes a obter uma grande melhoria, aumentando a capacidade para 5000 e trocando-as por modelos eléctricos híbridos modernos. Também estará aberto todo o ano.

"A maneira como vai funcionar é que quando uma pessoa se regista, recebe uma pequena bateria que pode carregar em casa. Se não pretender usar a bateria, utiliza as bicicletas como uma bicicleta normal, mas se a desejar eléctrica, conecta a bateria, que está incluída no preço do bilhete da temporada normal", disse Daniel Helldén, vice-prefeito de trânsito na cidade de Estocolmo, ao The Local.

Enquanto as bicicletas actuais só estão abertas para uso entre as 6h e as 10h durante a temporada de verão, as novas estarão disponíveis para uso 24 horas por dia durante todo o ano.

"Será aberto durante todo o ano, durante todo o dia. Então, pode fazer interligações entre localidades, por exemplo, pode andar de bicicleta longas distâncias, mesmo que não faça o ciclo regularmente. Então, é para as pessoas que querem cobrir distâncias curtas do metro para o emprego, por exemplo, mas também para pessoas que viajam de bicicleta. Pode usar as bicicletas por três horas de cada vez, então, se quiser ter mais tempo até a um máximo de 12 horas, poderá pagar um pouco mais", explicou Helldén.

Um estudo recente realizado pela Escola Sueca de Ciências do Desporto e da Saúde concluiu que um terço dos cidadãos de Estocolmo viajam para o trabalho de carro, mas poderiam andar a mesma distância em meia hora ou menos de bicicleta. Espera-se que as novas bicicletas possam ajudar a reduzir a pegada ambiental de Estocolmo.

O novo sistema será o primeiro esquema de partilha de bicicletas eléctricas na Suécia, e pensa-se que também será a primeira versão híbrida do mundo. Um cartão de um ano para usar as bicicletas custará 270 coroas (US $33), em comparação com as 250 coroas para um ingresso de temporada de verão para usar no esquema actual.

"Não é muito dinheiro. A empresa que gerência o sistema poderia ter pedido um preço mais alto, mas decidiu não fazê-lo. Isso significa que deve ser acessível para a maioria das pessoas", observou Helldén.

As primeiras bicicletas serão lançadas em 2018, seguido de uma implantação completa em 2019. Lee Roden – Suécia in “The Local”

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

OIT – Fazer a detecção do HIV no trabalho

GENEBRA - Como parte de uma iniciativa destinada a fazer com que os trabalhadores e as suas famílias testem a prova de detecção do HIV, a OIT chega a trabalhadores em sectores tão diversos como salões de beleza, agricultura, indústria de transporte, mineração e entretenimento, bem como o sector informal em 18 países, da Ucrânia até ao Uganda.

A OIT colabora com múltiplos parceiros, incluindo governos, sindicatos e empregadores, para implementar uma iniciativa muito eficaz, a VCT @ WORK (detecção e orientação voluntária no trabalho). Esta iniciativa é considerada uma parte importante dos esforços mundiais dirigidos para reduzir os défices na deteccão e no tratamento do HIV a fim de alcançar a meta de por fim à sida até ao ano de 2030.

Desde que a iniciativa foi lançada em 2013 - pela OIT, ONUSIDA, a Organização Internacional dos Empregadores (IBE) e a Confederação Internacional dos Sindicatos (CSI) - mais de 4,1 milhões de trabalhadores e os seus familiares receberam aconselhamento e submeteram-se ao teste de detecção do HIV. Mais de 103 mil pessoas que tiveram resultados de HIV positivos foram encaminhadas para a terapia antirretroviral.

A Coal India Limited (CIL) é uma das principais empresas envolvidas na iniciativa, é a maior empresa pública do setor de carvão na Índia com 314 mil funcionários e um grande número de trabalhadores contratados. No total, 29580 funcionários e os seus familiares a cargo tiveram acesso a serviços de triagem e aconselhamento para o HIV. As 141 pessoas que tiveram resultados seropositivos recebem tratamento antirretroviral por parte da empresa.

As parcerias público-privadas foram eficazmente utilizadas para promover a iniciativa VCT @ WORK. Na Indonésia, por exemplo, foi estabelecida uma parceria entre a OIT e a Pertamina, uma das maiores empresas públicas. A Pertamina adoptou uma política no local de trabalho para garantir um ambiente não discriminatório para as pessoas que vivem com o HIV e realizou uma campanha de informação, orientação e triagem do HIV para os trabalhadores nos locais de trabalho em todo o país. Na Federação Russa, a OIT associou-se com a maior empresa de mineração do país, a Siberian Coal Energy Company (SUEK) e os centros regionais de luta contra a sida. A OIT realizou actividades de promoção e sensibilização e a empresa implementou o programa em oito locais para atender os trabalhadores, as suas famílias e comunidades.

No Zimbabwe, para alcançar os trabalhadores da economia informal, as sessões de detecção e orientação foram organizadas em locais de trabalho do sector informal, tais como oficinas de reparação de veículos, fábricas de processamento de alimentos e mercados de rua. As unidades móveis também forneceram serviços de triagem e aconselhamento do HIV para trabalhadores, que foram mobilizados através de operadores do setor informal utilizando as estruturas locais em parceria com autoridades locais e conselhos municipais.

No Quénia, a OIT e os seus parceiros proporcionaram serviços de selecção e aconselhamento do HIV para motoristas de pesados nas áreas de trabalho sexual ao longo do corredor de transporte setentrional. A OIT associou-se com a Organização Central dos Sindicatos do Quénia, a União dos Camionistas de Longa Distância do Quénia, o Centro Comunitário de Recursos de Saúde Rodoviária e o Programa Suíço de Prevenção do HIV / Sida no Trabalho.

A iniciativa VCT @ WORK está sendo implementada no Cambodja, Camarões, China, República Democrática do Congo, Egipto, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Indonésia, Quénia, Moçambique, Nigéria, Federação Russa, África do Sul, Tanzânia, Ucrânia e Zimbabwe. Organização Internacional do Trabalho

Brasil - Brasil avança em ranking de expansão da indústria, mas segue fora do top 30

Com o nono maior parque fabril do mundo, o País não consegue ganhar espaço no exterior e a recessão econômica piorou este quadro; deficiências internas prejudicam a competitividade



SÃO PAULO – Após amargar a 47ª colocação num ranking com 48 países no ano passado, a produção industrial brasileira subiu 11 posições em 2017, para o 36º lugar, segundo levantamento elaborado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) exclusivamente para o DCI. A expansão da atividade no País foi de 1,7% até o mês de agosto, revertendo uma perda de 6,7% observada no consolidado do ano passado – quando o desempenho brasileiro só não foi pior que o da Islândia, que registrou um tombo de 9%. Mesmo com a subida, o Brasil ainda está muito aquém de sua capacidade, até porque o parque do País é o nono maior do mundo, em termos de valor adicionado da indústria de transformação, de acordo com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

“É uma evolução importante, mas insuficiente. Não estamos mais praticamente na lanterna, porém o nosso desempenho está abaixo da média mundial e dos países emergentes”, diz o economista do IEDI, Rafael Cagnin. O avanço da produção industrial mundial, entre janeiro e julho, foi de 3,4%, enquanto as economias emergentes subiu 4,1% e as avançadas, 2,5%, conforme dados compilados pelo IEDI. Segundo ele, os países que estão no topo da lista, como Letônia, Estônia, Romênia e Eslovênia, estão conseguindo aproveitar melhor o crescimento das transações de produtos industriais no mercado internacional este ano. “O volume de comércio deve ficar acima da expansão do PIB mundial pela primeira vez este ano desde a crise de 2008″, explica Cagnin.

Uma das razões para o péssimo desempenho brasileiro está na pouca inserção internacional do País. Enquanto muitas economias se apoiam no comércio exterior para compensar momento de recessão, a indústria nacional conviveu com o pior dos mundos entre 2015 e 2016: recessão interna e falta de espaço no mercado global para seus produtos. Assim, o industrial não teve para onde correr e reduziu drasticamente seus investimentos nos últimos dois anos, para se adaptar ao desaquecimento da demanda, o que vai comprometer, por outro lado, a competitividade futura. “Precisamos compensar as quedas da produção dos últimos anos e ainda criarmos condições de nos inserirmos nas novas fronteiras tecnológicas que estão em andamento no mundo, o que é essencial para ganharmos competitividade”, destaca. “Ninguém vai ficar parado esperando pelo Brasil”, acrescenta.

Fora o setor de automóveis, e sua cadeia, junto com as indústrias de celulose e extrativa, o restante das empresas fabris está praticamente fora do fluxo comercial global. Outro impacto perverso da crise é a falta de capacidade financeira para investir. “Após um longo período de dificuldades, as empresas estão sem reservas de lucros para investir. Então, a saída é recorrer aos empréstimos, que seguem com alto custo”, afirma o economista. Ele diz ter preocupação ainda em relação à inserção de taxas de mercado (Taxa de Longo Prazo) em substituição aos juros subsidiados (Taxa de Juros de Longo Prazo) a partir de 2018. “Isso ainda é um tiro no escuro, já que não sabemos ainda como vão se comportar os empréstimos com essa alteração nas taxas”, justifica. Apesar de registrar uma leve desaceleração em seu ritmo de crescimento nos últimos anos, a China segue como líder mundial da produção industrial, com uma fatia de 24,3%, seguido dos EUA (15,9%), Japão (8,7%), Alemanha (6,2%) e Índia (2,3%). A fatia do Brasil, no ano passado, era de 1,8%, ante 2,8% de 2005. “Perdemos espaço na manufatura mundial, processo que foi acelerado com a recessão. Temos muitos custos, tributários, de infraestrutura e de capital muito mais altos que nossos competidores no exterior.” In “DCI Diário Comércio Indústria & Serviços” - Brasil

Brasil - O futuro do 42º porto do mundo

SÃO PAULO – Embora seja o maior da América Latina e o 42º no ranking mundial divulgado há poucos dias pelo Lloyd´s List Maritime Intelligence, de Londres, o porto de Santos está longe de ser considerado um exemplo de modernidade. Pelo contrário. O seu futuro pode até estar comprometido, já que, por razões naturais, não está instalado em região de águas profundas que seria propícia para receber os megacargueiros que deverão dominar os mares.

Mas esse é um cenário que se projeta para décadas. Por enquanto, o porto de Santos cumpre, de maneira eficaz, o seu papel, movimentando cerca de 120 milhões de toneladas por ano e 27,7% do comércio exterior brasileiro, recebendo navios de até 10.500 TEUs (twenty foot equivalent unit/contêiner de 20 pés), que nunca saem totalmente carregados porque a profundidade do canal não passa de 11,2 metros.

Não fosse a estultice que tem marcado a ação da maioria dos nossos administradores públicos – provavelmente, porque ocupam cargos por indicação política e não por méritos profissionais –, o porto de Santos poderia estar mais bem situado no ranking do Lloyd´s, mais próximo dos dez primeiros: Shangai (China), Singapura, Shenzen (China), Ningbo-Zhoushan (China), Busan (Coréia do Sul), Hong Kong (China), Guangzhou (China), Qingdao (China), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Tianjin (China).

Basta ver que foram gastos nos últimos tempos cerca de R$ 200 milhões para elevar o calado do porto para 15 metros, mas, por razões que os especialistas deveriam saber de antemão, a profundidade mal chegou a 12,4 metros e, provavelmente, hoje, talvez já tenha retornado aos 11,2 metros. Quer dizer, gastou-se uma fortuna para fazer um trabalho equivalente a encher um saco sem fundo.

Quando esse episódio é contado em seminários na Europa sempre suscita risos de mofa, a exemplo daquele mais conhecido que pouco dignifica a engenharia nacional, ou seja, o da construção da rodovia dos Imigrantes a partir de 1974. Como o porto desde o século XVIII sempre dependeu da transposição da Serra do Mar, imaginava-se que a Imigrantes iria atender à crescente movimentação de carretas em direção ao cais. Mas só depois de construída a rodovia é que se “descobriu” que a declividade de 6% de sua pista descendente não permitiria a descida de veículos pesados. Diante disso, caminhões continuam a descer para o porto pela ultrapassada Via Anchieta, construída nos anos de 1940, formando filas quilométricas numa área cercada por bolsões de pobreza.

O que se espera agora é que o governo do Estado invista na construção de uma nova pista para a rodovia dos Imigrantes, mas com declive próprio para veículos pesados. E que, finalmente, saia do papel a projetada rodovia entre o Planalto e Peruíbe, no Litoral Sul, que viria aliviar o tráfego no Sistema Anchieta-Imigrantes. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Macau – Lusofonia em escultura, fotografia e cinema

No âmbito da nona edição da semana cultural sino-lusófona foram convidados quatro artistas de Macau, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe cujos trabalhos nas vertentes do cinema, escultura, fotografia e pintura podem ser visitados em espaços de exposição da Península e Taipa



Dos desenhos de Alê Abreu às esculturas de “Pekiwa”, passando pelo acrílico de Guilherme Carvalho até à obra gráfica do macaense Filipe Dores. Estes são os quatro artistas e autores das respectivas mostras patentes em vários locais, entre a Península e as Ilhas, no âmbito da 9ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Vindo do Brasil, o cineasta Alê Abreu partilha com o público local que visitar o Edifício do Antigo Tribunal uma série de desenhos e diaporamas que deram origem à película “O Menino e o Mundo”. A obra cinematográfica conta a história de um menino que mora com os pais numa pequena cidade do campo. Certo dia, o menino aprende a lidar com a saída do pai em busca de melhores oportunidades de emprego num processo pautado por tristeza e memórias confusas.

O filme, produzido em 2013, recebeu 51 prémios internacionais tendo sido seleccionado no ano passado para a categoria de animação nos Óscares, em Hollywood. A tela improvisada no Antigo Tribunal irá exibir o filme e restantes materiais, todos os dias, das 10:00 às 19:00, excepto à segunda-feira.

Na Galeria da Residência Consular de Portugal em Macau, estão expostos trabalhos da autoria do macaense Filipe Dores. Naquelas paredes o artista partilha a sua visão da pintura, transparência e ilusão mediante uma série de 13 serigrafias que pode ser visitada diariamente, das 11:00 às 17:00.

Em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, Filipe Dores falou sobre o trabalho concebido propositadamente para esta mostra a que chamou de “Bela Vista”. “Tem um significado muito forte. Sinto-me muito honrado e com sorte por cada exposição individual. É um sítio belo e muito histórico em Macau. Convido os meus amigos para visitar a exposição por ser também num lugar belo, quase paradisíaco”, destacou.

Por outro lado, na Taipa, estão em exibição duas exposições de artistas de Moçambique e São Tomé e Príncipe. No primeiro caso, o artista plástico Nelson Carlos Ferreira – conhecido por “Pekiwa” – apresenta na Galeria de Exposições da Avenida da Praia um conjunto de esculturas. Actualmente, o escultor trabalha com materiais encontrados nos bairros, como velhas portas e utensílios domésticos tradicionais que transforma em obras de arte.

Já Guilherme Carvalho, de S. Tomé e Príncipe, partilha com a audiência da RAEM várias pinturas inéditas em acrílico sobre tela cujo motivos se prendem com padrões de vida quotidiana daquele país africano. As obras que constroem a mostra “Léve-Léve” estão patentes na Casa da Nostalgia, na Avenida da Praia (Taipa). Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Internacional - Construção do Rail Baltica pode, finalmente, avançar

O acordo intergovernamental para a construção do corredor ferroviário Rail Baltica foi, finalmente, ratificado pelos parlamentos dos três estados envolvidos. As obras podem começar, sendo que a meta é iniciar as operações em 2026



O acordo foi assinado pelos primeiros-ministros dos três países em Tallinn, a 31 de Janeiro deste ano. Entretanto, o Parlamento da Estónia ratificou-o (com 63 votos a favor e 20 contra) a 19 de Junho e o congénere da Letónia votou unanimemente pela ratificação a 22 de Junho. Juntou-se-lhes agora a Lituânia, com 96 votos a favor, zero contra e uma abstenção.

A integração ferroviária dos Estados do Báltico na Europeia começou a ser falada nos anos 90 do século passado, quando reganharam a sua independência do bloco soviético. Os primeiros estudos de viabilidade datam do início do século.

A linha ligará Tallin a Pärnu, Riga, Panevezys, Kaunas e à fronteira com a Polónia, com uma ramificação de Kaunas a Vilnius. Será construída em bitola europeia, em via dupla, electrificada, apta para tráfego misto e para uma velocidade de operação de 240 km/h.

Na Polónia, entretanto, a PKP, empresa ferroviária pública, propõe-se investir 153 milhões de euros na modernização da linha que há-de prolongar a Rail Baltica até à Alemanha.

No outro extremo da nova linha, um túnel de 92 quilómetros, já em construção, ligará Tallin ao território finlandês.

Baiba Rubes, CEO e presidente da RB Rail, joint-venture trilateral que lidera o projecto, afirmou que que a ratificação final é um marco para as partes interessadas, incluindo empreiteiros, futuros utilizadores da linha, a União Europeia como principal investidor e Finlândia e Polónia como parceiros de implementação.

A conclusão da Rail Baltica está prevista para 2025, com as operações a serem iniciadas até 2026. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Brasil - Porto de Santos prepara lançamento do projeto para a utilização de suas hidrovias

Codesp prevê redução de custos, além de desafogar os acessos rodoviários ao cais santista

O Porto de Santos prepara o lançamento, nos próximos dias, do projeto para a utilização de suas hidrovias. A proposta é que o complexo tenha serviços de transporte de cargas em barcaças pelos rios da região, ligando as duas margens do estuário e, também, as zonas portuária e retroportuária, chegando ao Polo Industrial de Cubatão e plataformas logísticas dessa cidade.

Com isso, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), responsável pela iniciativa, prevê reduzir os custos e impactos ambientais da atividade portuária nas cidades da Baixada Santista, além de desafogar os acessos rodoviários ao cais santista.

Detalhes do projeto, desenvolvido pela Codesp, foram revelados pelo presidente da companhia, José Alex Oliva, em entrevista exclusiva. Segundo ele, a ideia é “lançar o projeto, ofertar a oportunidade para a iniciativa privada e dar início a uma nova fase de expansão do Porto com a exploração do modal hidroviário”.



Próximos passos

Nos próximos dias, a Docas reunirá empresários e apresentará a proposta de exploração das hidrovias e as ações que adotou para viabilizar o serviço. Caberá à Autoridade Portuária garantir a utilização das vias de navegação, sinalizando-a e regularizando seu uso, inclusive com a definição de normas para a atividade.

As regras foram definidas nos últimos meses a partir de reuniões entre representantes da Codesp, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Na reunião, também serão apresentadas possíveis “linhas de navegação” a serem explorados pela iniciativa privada. Uma delas prevê a passagem pelos terminais especializados na movimentação de contêineres no complexo, levando as cargas de uma margem do estuário a outra, em barcaças com até 150 contêineres, e substituindo o transporte rodoviário regional conhecido como “vira”.

Outra linha ligará as instalações portuárias a plataformas logísticas do retroporto, em Cubatão, sendo uma alternativa à utilização de caminhões nesse trajeto. Essa possibilidade chegou a ser considerada pela Libra Terminais (que tem uma unidade retroportuária em Cubatão) no final da década passada, mas não avançou.

Há, ainda, uma terceira opção: utilizar barcaças para levar matérias-primas importadas da região do cais até as indústrias de Cubatão, como defendia a fabricante de cloro, soda e derivados Carbocloro no início da última década. O projeto, porém, foi descartado devido a custos.

Atribuições

Enquanto a Autoridade Portuária cuidará das normas de exploração do serviço e das vias de navegação, caberá à iniciativa privada realizar o transporte, adquirir os equipamentos de movimentação de cargas (guindastes) e ainda construir os atracadouros e cais para as barcaças na área retroportuária.

“Vamos estimular os terminais e as empresas de navegação a fazerem uso dessa alternativa econômica. O objetivo é ofertar a infraestrutura para que a iniciativa privada faça seus negócios. E todos vão ganhar: teremos custos logísticos menores, estradas não tão congestionadas, um modal com menor consumo de combustível e, portanto, menor emissão de poluentes e impactos ambientais”.

Oliva pretende se reunir com os caminhoneiros e explicar à categoria que ela também ganhará com o projeto. “Eles deixarão de fazer viagens longas e se concentrarão em percursos curtos. Pegarão mais serviços”.

O executivo prevê a operação do serviço operante em até dois anos, mas considerando reuniões feitas com terminais e empresas de navegação, ele acredita que já possa ter uma linha em ação até o final do ano.

O projeto chegou a ser apresentado por Oliva ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, em viagem ao Porto de Antuérpia (Bélgica) no final do mês passado — visita técnica que integrou a programação da edição deste ano do Santos Export — Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, promovido pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos. O modal hidroviário é estratégico para a movimentação de cargas no complexo belga, que registra uma média de 915 escalas de barcaças por semana.

Ideia antiga

A ideia de explorar o transporte hidroviário no Porto é debatida desde a década passada. Em 2012, essa opção foi tema de um estudo da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa apontou que a região conta com 200 quilômetros de vias navegáveis e 25 deles sem restrições (o principal obstáculo encontrado foi a altura dos vãos de pontes rodoviárias e ferroviárias), além de identificar cinco rotas comerciais (confira no infográfico ao lado).

Especialistas apontam vantagens do modal

A implantação do transporte hidroviário é vista como um avanço por especialistas no setor. Eles destacam que o modal apresenta um menor consumo de combustível por toneladas transportadas e, consequentemente, um volume de emissões de CO2 na atmosfera inferior. E ainda apontam a diminuição do tráfego de caminhões nas vias da região e melhor distribuição de cargas no complexo santista, com a implantação do projeto.

O transporte hidroviário de cargas é visto como o mais limpo e barato. A cada mil toneladas transportadas por quilômetro, são gastos apenas quatro litros de combustíveis. O consumo aumenta para seis litros quando o modal utilizado é o ferroviário. E sobe para 15 litros quando os caminhões fazem o transporte da carga.

“Na travessia da Margem Direita para a Margem Esquerda, não vai precisar fazer a volta, que chega a dar 70 quilômetros, no transporte rodoviário ou mesmo no ferroviário. Você pode atravessar em uma barcaça. É um investimento baixo, um consumo de combustível baixo, então tende a ser um transporte com um custo de produção muito baixo”, destacou o consultor portuário e ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Idelt).



O especialista ainda aponta que o transporte hidroviário é muito utilizado nos portos mais modernos do mundo. Neles, as barcaças passam pelos terminais, recolhendo contêineres e fazendo a distribuição, serviço também proposta para Santos.

Para o presidente da Federação Nacional dos Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, essa iniciativa permitirá a exploração de novas áreas no Porto, que poderão ser acessadas pelas barcaças. “É fundamental que se faça esta interligação do Porto com a retroárea. Com isso, você expande o chamado complexo portuário e reduz a interferência no trânsito, utilizando caminhão onde ele precisa ser utilizado e priorizando o transporte aquaviário onde ele pode ser competitivo”.

A implantação do transporte hidroviário é vista como um avanço por especialistas no setor. Eles destacam que o modal apresenta um menor consumo de combustível por toneladas transportadas e, consequentemente, um volume de emissões de CO2 na atmosfera inferior. E ainda apontam a diminuição do tráfego de caminhões nas vias da região e melhor distribuição de cargas no complexo santista, com a implantação do projeto.

O transporte hidroviário de cargas é visto como o mais limpo e barato. A cada mil toneladas transportadas por quilômetro, são gastos apenas quatro litros de combustíveis. O consumo aumenta para seis litros quando o modal utilizado é o ferroviário. E sobe para 15 litros quando os caminhões fazem o transporte da carga.

“Na travessia da Margem Direita para a Margem Esquerda, não vai precisar fazer a volta, que chega a dar 70 quilômetros, no transporte rodoviário ou mesmo no ferroviário. Você pode atravessar em uma barcaça. É um investimento baixo, um consumo de combustível baixo, então tende a ser um transporte com um custo de produção muito baixo”, destacou o consultor portuário e ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Idelt).

O especialista ainda aponta que o transporte hidroviário é muito utilizado nos portos mais modernos do mundo. Neles, as barcaças passam pelos terminais, recolhendo contêineres e fazendo a distribuição, serviço também proposta para Santos.

Para o presidente da Federação Nacional dos Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, essa iniciativa permitirá a exploração de novas áreas no Porto, que poderão ser acessadas pelas barcaças. “É fundamental que se faça esta interligação do Porto com a retroárea. Com isso, você expande o chamado complexo portuário e reduz a interferência no trânsito, utilizando caminhão onde ele precisa ser utilizado e priorizando o transporte aquaviário onde ele pode ser competitivo”.

Consultor faz alerta sobre novos custos

Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomênico, o transporte hidroviário só é viável quando se tem um volume grande de cargas que precisam ser transportadas por longas distância. O ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aponta os riscos de aumento dos custos logísticos e ainda o crescimento do tráfego de embarcações no canal de navegação do Porto de Santos.

“Eu entendo que todo esse processo de trazer o contêiner do outro lado do País, dar um tombo nele, colocar em uma pilha, depois tirar da pilha, colocar em uma barcaça para trazer e, depois, distribuir para os terminais vai agregar mais custos à carga. Seria diferente se saísse do ponto de origem da carga em uma barcaça para o destino final”.

Pontos positivos

Defensor da utilização do transporte hidroviário no Porto de Santos, o engenheiro Henry Robinson acredita no potencial e na importância do modal para a região desde a década passada, quando ainda atuava como diretor técnico da Libra Terminais e foi um dos idealizadores do projeto do uso de barcaças ligando a instalação a sua unidade retroportuário em 2006. O empreendimento acabou não avançando.

“Santos apresenta grande riqueza no meio hidroviário. Há obstruções, que são as pontes (com vãos muito baixos e que precisariam ser elevados), mas tem um bom potencial. Mesmo com a barreira física que é a Serra, há a possibilidade de explorarmos as hidrovias na logística local, tanto intermargens como entre o cais e o retroporto, mas temos de ter volume e deve ser um serviço com common user, que qualquer um pode contratar”, explica o executivo portuário e professor da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

Ele também destaca que a adoção do serviço, substituindo o transporte rodoviário em determinados trechos, não pode aumentar o custo logístico. “O usuário não suporta mais um custo. Então, a utilização das barcaças tem de ser projetada de modo a não encarecer a operação. Também temos de ver como ficará a utilização da mão de obra. Essa foi uma questão bem crítica quando debatemos esse projeto para a Libra em 2006”. Leopoldo Figueiredo, Fernanda Balbino – Brasil in “A Tribuna”

UCCLA - Promove Fórum Económico “Cidades Sustentáveis” em Macau

A Feira Internacional de Macau, promovida pelo IPIM - Instituto para a Promoção do Investimento e do Comércio de Macau tem este ano Angola como país convidado que, para o efeito, terá um pavilhão próprio.



O IPIM solicitou entretanto à UCCLA e ao FELP - Fórum de Empresários de Língua Portuguesa que promovessem um Fórum Económico sob o título "Cidades Sustentáveis" que decorrerá no dia 20 de outubro, cujo programa se anexa.


Este evento pretende ser um espaço de debate, partilha de experiências, com uma plateia de empresários e representantes de cidades, que terá como temas: “Como Melhorar a capacidade de Financiamento de Projectos entre a China, Macau e os Países de Língua Portuguesa” e “Cidades Sustentáveis e Inteligentes, perpectivas para uma cooperação económica Global, tendo em conta o Desenvolvimento Local”.

A comitiva integra representantes de cidades e empresas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, num total de cerca de setenta pessoas, terá contactos com entidades de Macau e, ainda, com empresários da República Popular da China, para além dos responsáveis do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

A 22.ª edição da Feira Internacional de Macau decorre de 19 a 21 de outubro, no The Venetian Macao Resort Hotel. O pavilhão da UCCLA será partilhado com a FELP - Fórum de Empresários de Língua Portuguesa, e onde Cascais terá uma presença significativa.

Na sua 22.ª edição a Feira conta com a organização de um pavilhão especial - PLPEX - para a exposição exclusiva de produtos dos Países de Língua Portuguesa, garantindo, dessa forma, uma visibilidade e impacto acrescidos dentro do evento. UCCLA

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Timor-Leste - TPA anuncia que Timor-Leste e Austrália acordam texto de tratado refletindo o Acordo de Pacote Abrangente de 30 de agosto

O Tribunal Permanente de Arbitragem (TPA) emitiu um comunicado de imprensa no dia 15 de outubro de 2017, na sequência das reuniões confidenciais de conciliação realizadas na semana passada em Haia, na Holanda.

O comunicado adianta que “Timor-Leste e Austrália acordaram o texto integral de um projeto de tratado”, que abrange questões como a delimitação da fronteira marítima entre os dois países no Mar de Timor, o estatuto jurídico do campo de gás de Greater Sunrise, o Regime Especial para o Greater Sunrise, o desenvolvimento do recurso e a partilha da receita. Este compromisso reflete o Acordo de Pacote Abrangente de 30 de agosto de 2017 (o “Acordo de 30 de Agosto”), anunciado em comunicado de imprensa pelo TPA, no dia 1 de setembro.

Timor-Leste e a Austrália irão agora, segundo o mais recente comunicado, prosseguir “com seus procedimentos internos de aprovação para proceder com a assinatura do Tratado”, detalhando os próximos passos das negociações.

Ao longo da semana passada, as delegações de Timor-Leste e da Austrália realizaram diversas reuniões confidenciais com a Comissão de Conciliação como parte de um diálogo estruturado que está a ser conduzido de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS, sigla inglesa). A Comissão e as delegações dos dois países encontraram-se, também, com a Joint Venture de Greater Sunrise.

Tendo alcançado um acordo sobre a delimitação da fronteira marítima, o principal foco de Timor-Leste e da Austrália será, agora, “o empenhamento com a Joint Venture de Greater Sunrise a o desenvolvimento de Greater Sunrise”.

Para ler o comunicado do TPA, de 15 de outubro (“Timor-Leste e Austrália acordam texto de tratado refletindo o Acordo de Pacote Abrangente de 30 de Agosto”), clique aqui.

Para ler o comunicado do TPA, de 1 de setembro (“Timor-Leste e Austrália alcançam marco significativo no processo de Conciliação das Fronteiras Marítimas”), clique aqui. Governo de Timor-Leste

Cabo Verde - IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local



Cidade da Praia – O IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Local (DEL), que terá início hoje, 17 de outubro, na Cidade da Praia, já ultrapassou os dois mil inscritos, meta inicial estabelecida pela comissão nacional organizadora.

Segundo os dados fornecidos na manhã de ontem pela presidente da comissão nacional organizadora do evento, Francisca Santos, os inscritos são de mais de 85 países, sendo que cerca de 75 por cento (%) são nacionais.

Em relação à participação estrangeira, Francisca Santos disse que a maioria dos delegados, cerca 40%, são oriundos dos países da África, seguido de Europa, da América e da Ásia.

Os delegados começaram a chegar desde sábado, 14, e Francisca Santos assegura que, neste momento, toda a logística já está montada para garantir que o evento decorra na normalidade.

O IV Fórum Mundial DEL acontece de 17 a 20 deste mês, no Estádio Nacional, na Cidade da Praia e tem como tema central “Desenvolvimento Económico Local (DEL) como meio para alcançar igualdade e equidade e coesão no quadro da localização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentado (ODS)”.

O fórum tem por objectivo promover o diálogo, partilhar experiências e estimular parcerias para as acções concretas em matéria de desenvolvimento económico e local.

O evento contará com mais de 190 oradores para cerca de 50 sessões (sessão plenária, diálogos políticos, painel interativo, sessão de aprendizagem) onde vão ser debatidos temas ligados ao desenvolvimento económico local, no quadro dos ODS. In “Infopress” – Cabo Verde

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

UCCLA - Acolhe 1.ª Conferência da Academia do Protocolo - Relações Multiculturais dos Países Afro-Ibero-Americanos

A UCCLA será o palco da 1.ª Conferência da Academia do Protocolo - Relações Multiculturais dos Países Afro-Ibero-Americanos, no dia 18 de outubro, organizado pela Matriz Portuguesa. Trata-se de um programa internacional cultural, diplomático, académico e empresarial composto por mesas redondas e encontros subordinados à temática protocolar e das relações multiculturais e empresariais.

O objetivo da conferência é proporcionar um meio privilegiado para encontros pluriculturais e multiculturais de responsáveis de Protocolo e Relações Internacionais da esfera Afro-Ibero-Americana, favorecendo as relações culturais, empresarias, sociais, académicas e políticas.

Esta conferência tem como destinatários o Corpo Diplomático; responsáveis do Protocolo e Relações Internacionais das entidades oficiais e empresariais nacionais e estrangeiras, sediadas em Portugal; membros da direção das Câmaras de Comércio e Indústria, dos Centros Culturais e das Associações de Amizade dos Países Afro-Ibero-Americanos; empresários; administradores de empresas públicas e privadas; Parceiros da Matriz Portuguesa; estudantes do curso de Relações Internacionais e de Protocolo.

A inscrição para a conferência é de 55€ por pessoa.



Mais informações contatar:

Matriz Portuguesa - MPADC - Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento
Avenida da Liberdade, nº 129 B
1250-140 Lisboa
Tel. +351 21 325 40 50 | Telem. +351 91 287 10 44
matriz@matriz-portuguesa.pt | www.matriz-portuguesa.pt

Academia de Protocolo
Avenida da Liberdade, nº 129 B
1250-140 Lisboa
Tel. +351 21 325 40 50 | Telem. +351 91 287 10 44
matriz@matriz-portuguesa.pt  http://www.portugalprotocolo.com/ACADEMIA.php


São Tomé e Príncipe – Chocolate, a aposta para o mercado internacional

São Tomé – O ministro da Agricultura são-tomense anunciou, na passada semana, em São Tomé, a intenção de lançar no mercado internacional, em 2018, uma marca de chocolate produzido em São Tomé e Príncipe.

Segundo o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Teodorico Campos, que deu a conhecer a boa nova, a produção e comercialização deste produto insere-se no quadro de diversificação de produção cacauzal e da aposta na qualidade.

De acordo com este responsável, adopção de estratégia de qualidade na exportação visa, entre outros, fazer face a pequenez territorial do país, o excesso do produto no mercado mundial e a existência de matéria-prima interna assim como de recursos humanos.

A iniciativa de fabrico de chocolate, ao qual não ignora a existência de parceiros internos com algumas acções já em curso, é mais um valor acrescentado para o arquipélago são-tomense e de afirmação da marca “São Tomé e Príncipe” no mundo exterior.

O governante que falava a propósito do dia Mundial de Alimentação, a ser celebrado hoje, 16 de outubro, ao qual reiterou que no seu país “ninguém morre de fome”.

Campos justifica a sua afirmação com o facto das ilhas, possuírem uma boa capacidade pluviométrica, a terra ser fértil e haver ciclos sazonais de produção.

“E, todos esses factores, sinais de que Deus nos abençoou, devemos aproveita-los e tirar dela, o melhor proveito, mesmo no domínio de chocolate”, acredita, defendendo, a instalação de uma fábrica de chocolate.

“Trata-se sim, de uma das nossas ambições que datam de anos”, recordou, pontuando “capacidade de transformação de matéria-prima”, explicou.

Em comunicação a Nação via televisão pública, TVS, Teodorico Campos, assegurou também, que o Governo do qual faz parte tem em vista o reforço de acções visando auto-suficiência agro-alimentar a fim de maior competência nutricional aos são-tomenses.

Para tal, além de irrigação gota à gota e expressiva, autoridades têm em curso a incrementação de horticultura em estufa em diversas localidades do arquipélago, com maior atenção para a Região Autónoma do Príncipe.

A ilha do Príncipe, porque trata-se de uma parcela de território nacional, onde se regista escassez de hortícolas, devido a maior capacidade pluviosidade da ilha.

Ainda nessa aposta de garantia de assistência agro-alimentar visando auto-suficiência alimentar, autoridades, segundo ainda este governante, aposta na suinicultura está a produzir resultados altamente positivos, mercê da cooperação com a República Popular da China.

Assim, acções de cruzamento de diferentes espécies de suínos, em Nova Olinda vão em breve traduzir-se na colocação no mercado de grande produção de carne de Porco.

Nessa perspectiva de segurança alimentar e nutricional, Teodorico Campos, reiterou que aposta das autoridades visa “o bem-estar de cada cidadão são-tomense”. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe

domingo, 15 de outubro de 2017

Página virada











Vamos aprender português, cantando


Coisas doces, baby

Tu dizes que tens pena de mim
e que homem como tu jamais eu vou encontrar
tu dizes que eu sou nada sem ti, yeah
e que se eu for mais tarde eu vou implorar pra voltares

Mas deixa eu te dizer, não é bem assim
deixa eu te dizer, não vejo a hora de me livrar de ti
eu quero-te dizer, já me habituei com o fim
quero-te dizer, quero-te dizer que...

Hoje eu decidi que já não vou-me rebaixar
já não vou-me contentar com pouco, com pouco
decidi que agora eu vou procurar
um homem que me saiba amar um pouco, um pouco yeah

Diz-me lá o quê que te confunde?
Será o teu carro, será dinheiro?
Será o rosto lindo que tu tens
que te fazem sentir o melhor homem do mundo?
Mas deixa-me dizer-te que o meu amor não tem preço, não
tu achas que o dinheiro equivale a amor ou que elimina a dor

Mas deixa eu te dizer, não é bem assim
deixa eu te dizer, não vejo a hora de me livrar de ti
eu quero te dizer, já me habituei com o fim
quero-te dizer, quero te dizer que...

Hoje eu decidi que já não vou-me rebaixar
já não vou-me contentar com pouco, mais com pouco
decidi que agora eu vou procurar
um homem que me saiba amar um pouco, mais um pouco yeah

Meu amor não tem preço, não

Já não vou-me rebaixar
já não vou-me contentar com pouco, mais com pouco
decidi que agora eu vou procurar
um homem que me saiba amar um pouco, mais um pouco yeah

Meu amor não tem preço, não


Yola Araújo - Angola


Galiza - Caminho Português para Santiago é 2.º mais percorrido

O Caminho Português, também conhecido por Via Lusitana, é o segundo itinerário mais percorrido pelos peregrinos até Santiago de Compostela (Galiza), só superado pelo Caminho Francês, e o Caminho Português da Costa está em 7.º lugar na lista.

Dados do Departamento de Promoção do Turismo da Galiza, que se referem ao período de 01 de janeiro a 06 de outubro deste ano, indicam que o Caminho Português é o segundo itinerário mais percorrido” no ‘ranking’ dos sete principais Caminhos de Santiago, sendo apenas superado pelo Caminho Francês, o percurso que está em primeiro lugar na lista e que registou “158065 mil peregrinos”, o que representa 59,5% do total dos peregrinos a realizar os Caminhos de Santiago em 2017.

O Caminho Português registou entre 01 de janeiro e 06 de outubro “52902 peregrinos”, um valor que representa 19,9 por cento (%) do total de peregrinos que chegaram a Santiago de Compostela naquele período, disse à Lusa José Meirelles, do Departamento de Promoção do Turismo da Galiza, referindo que em 7.º lugar aparece o Caminho Português da Costa com 6388 peregrinos (4,41%), a realizar aquele itinerário.

O Caminho Português da Costa, que se faz junto à costa atlântica e que une os municípios portugueses do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, até chegar a Santiago de Compostela.

Entre 01 de janeiro e 06 de outubro deste ano, a Galiza recebeu um total de “265584 peregrinos”, sendo que mais de metade dos peregrinos estrangeiros (54,95%) e os restantes são peregrinos espanhóis (45,05%).

Dos peregrinos estrangeiros (54,96%) registados entre janeiro e outubro deste ano, os viajantes peregrinos portugueses foram 11332 (4,27%). In “Mundo Português” - Portugal