Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Portugal - Extensão da Plataforma Continental avança nas Nações Unidas

A proposta portuguesa de extensão da plataforma continental vai começar a ser negociada nas Nações Unidas em Agosto próximo, ultrapassando assim a primeira fase de um processo prolongado desencadeado em 2009.


Segundo um comunicado do Ministério do Mar, liderado por Ana Paula Vitorino, a primeira reunião de negociações está já marcada para 14 de Agosto no âmbito do grupo de trabalho que a Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) acaba de criar para analisar a proposta portuguesa, a qual pretende alargar em dois milhões de quilómetros quadrados a área marítima sob jurisdição nacional, o dobro da actual.

A criação desta subcomissão constitui um “passo decisivo num processo que uma vez terminado junto da ONU, permitirá a Portugal o exercício de direitos soberanos sobre a plataforma continental para efeitos de conhecimento e aproveitamento dos seus recursos naturais”, acrescenta a mesma nota.

De acordo com o artigo 76º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar a plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o sub-solo das áreas marinhas que se estendem para além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre.

21 peritos em hidrografia a analisar

A CLPC é constituída por 21 Comissários, peritos em hidrografia, geologia e geofísica. Sete destes Comissários irão formar a subcomissão que vai avaliar a proposta portuguesa.

O projecto de extensão português é coordenado, desde 2005, pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), na tutela da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a quem compete prosseguir os trabalhos de reforço da fundamentação e da negociação da proposta de Portugal junto das Nações Unidas. Carlos Caldeira – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

domingo, 26 de março de 2017

Internacional – Tardigrado ou urso-de-água o melhor candidato a colonizar outros mundos

Não é um extraterrestre, mas é a espécie animal que melhor sobrevive a condições extremas

Explicação: é isto um extraterrestre? Provavelmente não; mas de todos os animais da Terra, os tardígrados seriam os melhores candidatos. Isso ocorre porque sabemos que os tardígrados são capazes de viver décadas sem comida nem água, sobreviver a temperaturas de cerca de zero absoluto a bem acima do ponto de ebulição da água, sobreviver a pressão perto de zero até bem acima das que existem nos fundos oceânicos e sobreviver à exposição directa a radiações perigosas. O vasto leque de sobrevivência destes extremófilos foi testada em 2011 no exterior de uma nave espacial em órbita. Os tardígrados são tão perduráveis em parte porque eles podem reparar o seu próprio DNA e reduzir o teor de água do seu corpo a uma pequena percentagem. Alguns destes ursos –de-água em miniatura quase voltaram extraterrestres recentemente quando viajaram para a lua marciana Phobos a bordo da missão russa Fobos-Grunt, mas ficaram sendo terrestres quando um foguete falhou e a cápsula ficou em órbita da Terra. Os tardígrados são mais comuns do que os humanos por toda a Terra. Fotografado aqui em uma micrografía eletrônica, salientando as cores, um Tardigrado de um milímetro de comprimento a gatinhar no musgo. Dosi Veiga - Galiza In “G Ciência” 

Macau – IPOR terá certificação de português para crianças

Vai ser criada no Instituto Português do Oriente (IPOR) uma certificação de conhecimento de língua portuguesa “reconhecida internacionalmente” para crianças e jovens até aos 17 anos, à semelhança do Programa “Camões Júnior”, a ser lançado em Portugal ainda no primeiro semestre. A presidente do Instituto Camões destaca a importância da iniciativa tendo em conta o maior investimento do Executivo da RAEM no ensino do Português a partir do ensino básico


No plano de actividades do Instituto Português do Oriente (IPOR) para este ano está o lançamento de uma “certificação reconhecida internacionalmente dirigida aos mais novos”, à semelhança do programa “Camões Júnior” em Portugal. A informação foi avançada ao Jornal Tribuna de Macau pela presidente do Instituto Camões.

“Esta certificação dirigida aos mais jovens faz-se com avaliações específicas e por via digital, e parece-nos que poderá ser útil, tendo em conta o investimento cada vez maior das autoridades da RAEM no ensino da língua portuguesa, nomeadamente ao nível do ensino básico e secundário”, sublinhou Ana Paula Laborinho.

“Os mais jovens são um público em que cada vez mais o Governo da RAEM aposta e pretendemos ter uma articulação muito estreita através do IPOR”, destacou, explicando que para obter este género de certificação é necessário um certo nível de língua, pelo que o programa será direccionado a crianças e jovens com idades compreendidas entre os 10 e 17 anos.

O programa “Camões Júnior” será lançado, em Portugal, “muito provavelmente no primeiro semestre”. “Logo a seguir teremos que articular com o IPOR, mas estamos convencidos que no final deste ano há condições para o lançar, naturalmente em articulação com as autoridades da RAEM”, apontou a presidente do Instituto Camões.

No plano de actividades para 2017, apresentado ontem durante a Assembleia Geral e Ordinária do IPOR, está também manifesta a intenção de desenvolver as plataformas digitais. “Sabemos que se pode, por esse meio, chegar a outros públicos e é também isso que pretendemos, cada vez disponibilizar mais materiais através dessas plataformas que permitam uma aprendizagem célere, interessada” além de ser “uma forma útil de desenvolver o ensino da língua”.

Em jeito de balanço, Ana Paula Laborinho destacou que “cada vez mais o IPOR tem trabalhado, não só para Macau, mas para toda a Ásia-Pacífico, em linha com o que são as orientações do Instituto Camões”. “A formação que tenho feito em países como a Austrália, a articulação com outros pontos como o Vietname, Goa ou Tailândia, tem no IPOR um parceiro privilegiado que cada vez mais queremos valorizar pelas suas capacidades, experiência e proximidade a todos estes países”, frisou. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Galiza – Eucalipto zero, como na Europa!

Máis eucaliptos, máis absentismo, máis incendios, máis despoboamento…  É este o futuro que queremos para o rural galego? Eucalipto zero, como na Europa! 6 medidas urgentes para salvar nossas florestas e colocar couto ao eucalipto

A crecente inquedanza social pola imparábel estensión do eucalipto, que xa acada en Galiza máis de 500.000 ha, fai precisa dunha reacción por parte da cidadanía galega e por suposto, tamén da Xunta. A especie cobre xa case o 17% de todo o territorio galego, mentras que en Portugal non chega ao 9%. A intensidade de ocupación da nosa terra é portanto dupla que no país veciño. Este dato chama a atención non só pola importante superficie que representa, senón tamén porque de todos os estados europeos, só España e Portugal permiten o monocultivo desta árbore. Que razóns xustifican esta anomalía?

A expansión do eucalipto vese favorecida por un modelo de explotación do monte intensamente forestalista, que aposta pola produción de madeira con pouco valor engadido, e acusa á continua presión do lobby pasteiro-enerxético para ocupar con novas especies como o Eucaliptus nitens áreas anteriormente vetadas ao E. globulus.

A recente desregulación do sector da biomasa, trala derrogación do decreto 149/2008, vai ter un efecto chamada sobre os plantíos para queimar, nomeadamente de E. Nitens. O obxectivo do sector pasteiro-enerxético encabezado por ENCE é estender o seu modelo de xeración eléctrica baseado nas grandes centrais térmicas de 50, 100MW, mediante os cultivos enerxéticos (plantar-queimar-plantar). Isto xa está a provocar unha nova vaga eucaliptizadora no país.

Tendo en conta que superfície agraria útil (SAU) na Galiza é de 8,4 ha por explotación, mentras que no estado chega ás 24,7 ha, e que nos dous últimos anos desapareceron no noso país unhas 1200 explotacións, estamos a falar de 10.000 ha que en grande parte teñen sido ocupadas polo eucalipto. Terreos rústicos de protección ordinaria destinados a cultivo e terreos rústicos de especial proteción agropecuaria que non poderían ser forestados, remataron inzados de eucaliptos diante da pasividade da Xunta.  

As consecuencias destas políticas sobre o agro, o monte e a sociedade galega son catastróficas: perda de soberanía alimentar; abandono do medio rural; reconversión das iniciativas produtivas vencelladas á terra en absentismo urbanita con rentistas do eucalipto desconectados do territorio... E no eido ambiental e patrimonial, empobrecemento da biodiversidade, perda de fertilidade, aumento da erosión, escaseza de auga, maior intensidade dos lumes forestais, perda do patrimonio arqueolóxico…

Medio millón de hectáreas de eucalipto xa é dabondo: aínda non é tarde para reaxir!

Para tentar reverter esta situación, os colectivos integrados na iniciativa “Cousa de Raíces” reclamamos ás administración a adopción con carácter urxente das seguintes 6 medidas:

1. Moratoria para novos plantíos de Eucaliptus: Ao igual que acaba de facer Portugal, debería prohibirse a ocupación de novas con especies do xénero Eucaliptus, cando menos até que se avalíen os impactos desta árbore sobre os ecosistemas naturais logo de 40 anos de monocultivo intensivo, se realice o inventario de masas de frondosas autóctonas e se redacte un novo Plano Forestal que ordene os aproveitamentos do monte con criterios de sustentabilidade. Ademais debería aplicarse estritamente a Lei de Montes para impedir a forestación de terras agrarias e os plantíos sobre hábitats de interese.

2. Prohibición do Eucaliptus nitens: Esta árbore está considerada polo Comité científico do Ministerio español do ambiente como unha “especie exótica en expansión, con alto risco de invasión e perigosa para a biodiversidade e a funcionalidade dos ecosistemas”. Malia a non estar formalmente incluido no Catálogo estatal de especies exóticas e invasoras, o E. nitens éo. En consecuencia, e como acontece coas demais especies invasoras, Estado e Xunta deberían incluir a esta especie no catálogo e prohibir a súa plantación, trafego e aproveitamento para preservar a integridade do noso patrimonio natural.

3. Freo aos cultivos enerxéticos no novo Plano Forestal: O aproveitamento da biomasa forestal con fins enerxéticas non pode ser un obxectivo en si mesmo. Debe estar orientada á prevención dos incendios e a servir de apoio aos tratamentos silvícolas, para producir un incremento dos volumes de madeira de alta calidade e favorecer a conservación dos ecosistemas forestais e as condicións fitosanitarias dos bosques galegos. O aproveitamento da biomasa consonte a estes criterios debería reverter nas comunidades locais, como un complemento máis das iniciativas vencelladas ao territorio, e non converterse en obxecto de especulación por parte das grandes corporacións. Neste senso, os denominados cultivos enerxéticos (plantar-queimar-plantar) deberían estar ausentes das políticas agroforestais.

4. Cumprimento estrito da lexislación para impedir a forestación de terras agrarias e os plantíos sobre hábitats de interese: A proibición de forestar as terras agrarias debería ser respectada aplicando as correspondentes sancións aos infratores. A administración debería iniciar un proceso de reversión, mesmo mediante a execución subsidiaria, para que as terras agrarias hoxe ocupadas por plantacións forestais retornaran ao seu uso orixinario. Esta iniciativa debería complementarse cun Plano de ordeamento territorial e de orientación de cultivos, para potenciar a mobilidade das terras e o correto aproveitamento da superficie agraria util. Tamén resulta fundamental garantir o cumprimento das normas que impiden a susbtitución de carballeiras e doutro tipo de formacións e hábitats de interese por eucaliptais, revertindo as afeccións e restaurando as funcións ecolóxicas destes espazos.

5. Establecemento dunha fiscalidade “verde” para o eucalipto: O aproveitamento intensivo desta especie comporta o deterioro de servizos ecosistémicos que como a diversidade natural, a dispoñibilidade de auga, a fertilidade do solo, ou a calidade paisaxística, son importantes para a vida e o mantemento das actividades económicas da nosa sociedade. Os eucaliptais inciden tamén na maior frecuencia e intensidade dos lumes; na contaminación de terras e rías con agroquímicos e subprodutos das celulosas; no empobrecemento da biodiversidade e no avanzo da erosión, provocando perdas económicas directas. Tamén, o eucalipto contribúe a fosilizar importantes cantidades de recursos públicos: o PLADIGA -plano de loita contra o lume- custa anualmente máis de 150 millóns de €. En consecuencia, o aproveitamento do eucalipto debería estar gravado cun imposto que contribuira a reverter os danos que provoca no medio e as perdas económicas que este modelo causa á sociedade.

6. Promoción dos aproveitamentos sustentábeis e da conservación dos bosques naturais: Os modelos de aproveitamento que apostan pola multifuncionalidade do monte e baseados na utilización das especies autóctonas, deberían estar primados con incentivos, mesmo sen ter unha fin produtiva. Os nosos bosques naturais prestan un importante servizo á sociedade, polo que semella lóxico que esta repercuta parte dos beneficios a aquelas comunidades e propietarios/as que apostan pola súa conservación. In “ADEGA Asociación para a Defensa Ecolóxica de Galiza” - Galiza

Uruguai - Registra aumento de 1,5% do PIB em 2016

Economia uruguaia, país Observador Associado da CPLP, acelerou no último ano, já que em 2015 a expansão do PIB foi de 1%; país se distancia de problemas econômicos enfrentados por vizinhos Brasil e Argentina

A economia uruguaia alcançou em 2016 seu 14º ano consecutivo de crescimento, com o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) registrado no ano de 1,5%, chegando a US$ 55,266 bilhões, informou na quinta-feira (23/03) o Banco Central do Uruguai (BCU).

A cifra indica a aceleração da economia uruguaia no último ano, já que em 2015 a expansão do PIB foi de 1%, assim como o distanciamento do Uruguai dos problemas econômicos enfrentados por seus vizinhos – em 2016, o PIB do Brasil teve redução de 3,6%, enquanto o da Argentina caiu 2,3%.

Segundo a consultora econômica CPA Ferrere indicou ao jornal uruguaio El País, Montevidéu registrou crescimento médio de 1,7% nos últimos três anos, enquanto Buenos Aires e Brasília tiveram contração de -2,3% e -0,8%, respectivamente.

Danilo Astori, ministro de Economia e Finanças do Uruguai, declarou na última semana que o país “se sobrepôs a este impacto” regional e “agora esperamos começar lentamente a recuperar níveis de crescimento maiores do que os que temos tido nos últimos dois anos”.

Como indicou o BCU, “o incremento no nível de atividade em 2016 se explica pelas taxas positivas na maioria dos setores, destacando-se por sua incidência os aumentos em transporte, armazenamento e comunicações, como resultado do crescimento das telecomunicações e do fornecimento de eletricidade, gás e água (de 15,6%), devido à maior proporção de energia elétrica gerada a partir de fontes renováveis”.

A instituição afirmou também que o aumento nestes setores “foi parcialmente neutralizado por quedas na construção e em comércio, reparos, restaurantes e hotéis, explicado pela queda na atividade comercial”. As exportações tiveram queda de 1,4%, assim como as importações, de 2,9%, o que determinou “que o volume do saldo comercial com o exterior resultasse menos negativo do que o do ano anterior”, disse o BCU.

Consultoras financeiras ouvidas pelo El País expressaram seu otimismo e colocaram sua previsão de crescimento para a economia do Uruguai em 2017 entre 2% e 3%. In “Opera Mundi” - Brasil

Restolho

















Vamos aprender português, cantando


Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário.

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade.

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração


Mafalda Veiga - Portugal

sábado, 25 de março de 2017

Guiné-Bissau - BOAD financia rede de energia eléctrica

O Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) concedeu na 104ª sessão ordinária, um financiamento de 14,7 mil milhões de francos suíços (mais de US $24 milhões) para a Guiné-Bissau desenvolver a sua rede de eletricidade.

Os recursos serão utilizados para colocar no país, postos de transformação, relativa à interligação 225 kV na rede da Organização para o Desenvolvimento do Rio Gâmbia (OMVG). A introdução deste equipamento permitirá injectar energia produzida pelas barragens da organização na rede nacional da Guiné-Bissau e fornecer electricidade a 350 000 pessoas, ou seja, 22% da população guineense.

A concessão deste financiamento no quadro do projeto de energia OMVG inclui a construção pela empresa marroquina Vinci Energie-Cegelec de 1 667 km de linha de interconexão elétrica e a instalação de 15 subestações repartidas pelos quatro países membros que são a Gâmbia, a Guiné, o Senegal e a Guiné-Bissau. Balanta Mané – Guiné-Bissau in “Journal du Pays”

Congresso Internacional Filosofia e Literatura: entre Portugal e Macau

Durante quatro dias, três instituições de ensino superior de Macau vão acolher o Congresso Internacional Filosofia e Literatura, um evento que reunirá mais de 20 académicos e oradores para analisar a lusofonia enquanto utopia criadora. O congresso decorrerá entre os dias 27 e 30 deste mês para, a partir de 4 de Abril, o tema ser desenvolvido em Portugal

A terceira edição do “Congresso Internacional Filosofia e Literatura: entre Portugal e Macau” reunirá na próxima semana na RAEM mais de 20 oradores que, através de diferentes comunicações em várias instituições académicas, pretendem responder à questão “Lusofonia, utopia criadora?”.

O ponto de partida dá-se na segunda-feira no Instituto Internacional de Macau, com uma sessão de boas-vindas. A primeira intervenção caberá a Maria Antónia Espadinha, no Instituto Politécnico de Macau (IPM), sobre as “Tradições, Mitos e Costumes Chineses”.

Ao Jornal Tribuna de Macau, a vice-reitora da Universidade de São José, explicou que a sua intervenção, ainda que sumária, pretende explicar quais os “aspectos dessas superstições, mitos urbanos ou não, que se espelham na literatura de Macau em língua portuguesa”.

Para isso, serão dados exemplos dos textos de Deolinda da Conceição e de Henrique de Senna Fernandes. “Os mitos e as próprias superstições também estão ligados à filosofia e muitas dessas crenças, também associadas à religião, têm a ver com o confucionismo”, rematou Maria Antónia Espadinha.


Por outro lado, o poeta Camilo Pessanha será também referenciado nas duas intervenções de Adelto Gonçalves e Celina Veiga Oliveira. Em particular, serão discutidos os temas “O Poema de Forma Livre: oito elegias chinesas, de Camilo Pessanha” e “Camilo Pessanha e o abismo chinês”, respectivamente.


As sessões no IPM terminam com três sessões a cargo de Ilda Teresa de Castro, Vítor Rua e Vera Borges, docente na USJ que irá descortinar o “mito na definição de uma poética especificamente portuguesa” nomeadamente no momento das Descobertas.

“Desde a pedra angular que Os Lusíadas constituem, há uma linha de inquirição, na poesia que em português se escreve, identificando o movimento histórico e mítico das Descobertas com a própria natureza da poesia”, apontou Vera Borges ao Jornal Tribuna de Macau.

“Em poetas como Sophia de Mello Breyner, Ruy Cinnatti, Manuel Alegre, Fernanda Dias e Sales Lopes, encontramos elementos de uma poética particular, celebratória do olhar e de uma luz inaugural, decorrente dos Descobrimentos. Essa poética específica, que explora as afinidades entre discurso poético e mapeamento ou cartografia, representação por analogia, translação exata e invenção do real, devolver-nos-á à questão da identidade própria”, concluiu a docente.

No dia 29, o congresso chega à Universidade de Macau (UM) com sessões a partir das 09:30 até às 14:30 nas quais serão abordadas as “Representações culturais da lusofonia a partir de Macau”, “A literatura como forma de conhecimento do outro”, entre outras.

A última sessão em Macau realiza-se na USJ. A 9 de Maio, o congresso “viaja” até Portugal, para ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A utopia na escrita africana

Uma das últimas intervenções em Macau estará a cargo de Inocência Mata. “A minha comunicação vai ser sobre a escrita da utopia nas literaturas africanas, particularmente na literatura angolana. Vou falar sobre a escrita como forma de expressão e reflexão que visou novos valores, racionalidades e éticas”, disse a docente da UM ao Jornal Tribuna de Macau.

A comunicação de Inocência Mata será a única, em todo o congresso no território, a fazer uma incursão pela literatura de África. “Vou apresentar a utopia como uma posição estruturante dos sistemas literários africanos, com particular incidência na literatura angolana do século XIX”, acrescentou.

Para a docente, este encontro de vários académicos é pertinente na medida em que se pretende “trazer outros pedaços da literatura portuguesa” para um diálogo entre a filosofia e a literatura.

Segundo revelou, a quarta edição deste evento poderá realizar-se em Goa. Contudo, ainda não há certezas concretas sobre essa possibilidade.

“Será para pôr em diálogo através da relação entre literatura e filosofia os vários mundos da língua portuguesa. A mais-valia é precisamente trazer Macau como um elemento estruturante desse mundo da língua portuguesa”, concluiu Inocência Mata.

A Comissão Organizadora do evento integra o professor Carlos Ascenso André, do Instituto Politécnico de Macau, a professora Inocência Mata, da UM, Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau e Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ. Estas sessões surgem no seguimento do Congresso Internacional Errâncias de um Imaginário, no Brasil, em Portugal e em Cabo Verde, bem como da publicação de um livro electrónico “Congresso Internacional de Língua Portuguesa: Filosofia e Poesia” e do Congresso Internacional Filosofia e Literatura: Fidelino de Figueiredo. Catarina Almeida –Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 24 de março de 2017

UCCLA - Acolhe debate sobre Desporto e Educação e homenageia antigas glórias do futebol

A Casa de Moçambique vai promover o debate “Desporto e Educação Económica”, no dia 30 de março, a partir das 9 horas, na sede da UCCLA. Na ocasião serão homenageadas as antigas glórias do futebol Mário Coluna, Matateu, Lucas Vicente, Augusto Matine e Hilário da Conceição.

A abertura do evento será feita pelo Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, e pelo presidente da Casa de Moçambique, Enoque João.

O debate contará com a presença do Secretário de Estado da Juventude e Desportos de Portugal, João Paulo Rebelo, dos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa com responsabilidades na área do Desporto e da Educação, Jorge Máximo e Catarina Albergaria, do Cônsul Geral de Moçambique em Portugal, Geraldo Saranga, do ex vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Gomes da Silva, entre outras individualidades, incluindo responsáveis desportivos.

O debate conta com o apoio institucional da UCCLA e decorre no âmbito do ciclo de debates sobre "A Língua como Bandeira Económica” promovidos pela Casa de Moçambique. 

Aceda ao programa aqui. UCCLA



Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

Moçambique - Segundo ciclo de conferências “Tertúlias Itinerantes”

Subordinada ao tema “Articulação entre os conceitos: práticas sociais, culturais e inovação”, decorreu na passada terça-feira, 21 de Março, na cidade de Maputo, a segunda sessão do segundo ciclo de conferências designado por Tertúlias Itinerantes.

O seminário decorreu na Universidade Politécnica e teve como orador Carlos Sotomane, especialista em Gestão de Recursos Humanos e docente nesta instituição privada de ensino superior.

Contextualizando o tema do seminário, o orador referiu que é com base nos três conceitos, nomeadamente das práticas sociais, culturais e inovação, que as pessoas devem ser capazes de fazer a interpretação das dinâmicas organizacionais e poderem perceber porque elas se comportam em determinado tempo e espaço.

"A ideia fundamental deste tema é de que, através da interacção entre estes três conceitos, sejamos capazes de poder compreender até que ponto as manifestações culturais influenciam as práticas organizacionais, sejam elas da família, de uma empresa ou de qualquer outro lugar", explicou.

Carlos Sotomane esclareceu, ainda, que a escolha deste tema partiu da sua tese de doutoramento na qual discutiu e analisou, a partir de uma organização concreta moçambicana, até que ponto as práticas sócio-culturais podem intervir naquilo que são as dinâmicas de gestão de uma organização.

"A tese provou que uma boa parte das nossas organizações dependem da forma como nós assumimos a organização nos seus aspectos sociais e suas práticas culturais", assegurou.

Importa lembrar que este seminário surge na sequência da 2ª edição do ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes – Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global.

Trata-se de um evento académico que traz, mais uma vez a Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal sobre as dinâmicas da sociedade global. In “Olá Moçambique” - Moçambique

III Encontro Minho - Galiza

Realiza-se a 01 de abril de 2017 o III Encontro Minho-Galiza, desta vez no Auditório de Goián, em Tominho, na Galiza. Nesta edição o mote do debate será a música e as palavras que ela transporta para a interculturalidade e para a identidade da língua. Vai contar com a participação de representantes reconhecidos da intervenção, composição/interpretação musical popular e contemporânea de cada um dos países, entre outros: Pedro Abrunhosa e Ses (Maria Xosé Silvar).

O III Encontro irá desenrolar-se em dois painéis de debate, com convidados e moderadores (ver anexo): o da manhã incidirá sobre a música popular e tradicional; e o da tarde sobre a música contemporânea. Ao longo do dia haverá vários apontamentos musicais, a começar pela anfitriã Banda da Escola de Música de Goián, além de outras surpresas.

O objetivo dos mentores do projeto cultural Encontro Minho-Galiza é o de provocar o contacto entre pessoas das duas regiões, a partir de um mote – o teatro, o cinema, a música…– que despolete o debate e contribua, por pouco que seja, para o reconhecimento mútuo. É que, se excetuarmos as ligações entre algumas populações raianas, persiste um atavismo, inculcado secularmente, na senda da política das “costas voltadas” entre os povos dos dois lados do rio Minho. Não admira, por isso, que ambos não se reconheçam como fazendo parte de um património cultural e linguístico que tem muito em comum, malgrado o pressintam sempre que se encontram.

É verdade que o contacto entre as gentes do Minho e da Galiza tem aumentado; que têm sido dados alguns passos institucionais nesse sentido, embora tímidos. Mas a consciência coletiva mantém-se ainda presa a estereótipos sedimentados; à sociedade civil cabe fazer algo mais para ultrapassá-los. E este Encontro tenta fazê-lo.

Nas edições anteriores:

O I Encontro aconteceu em Braga, com o apoio imediato do Centro de Estudos Galegos (CEG) da Universidade do Minho (UMinho). Foi numa Oficina de Teatro Galego, que se reuniu, durante dois dias, no salão da Junta de Freguesia da Sé, um grupo de pessoas, à volta da palestra e oficina, prestada pela atriz e dramaturga galega Vanesa Sotelo. Do debate e dos exercícios teatrais, resultou o conhecimento dessas pessoas acerca da existência e da pujança do teatro na Galiza, assim o lançamento de pontes entre os presentes, incluindo a formadora, que perduram.

No II Encontro, realizado na Casa Museu de Monção, além do CEG, juntou-se à organização o estrado em Comunicação, Arte e Cultura (MCAC) e o Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade (CECS) da UMinho. Aproximamo-nos do rio Minho, tentando atrair interessados de ambas as regiões. Desta vez discutimos o poder do cinema e do audiovisual na interculturalidade. Cerca de sessenta pessoas, onde não abundavam galegos ou galegas, ouviram e conversaram durante um dia, com Nelson Zagalo, investigador em Media Interativos, da UMinho; Manolo González, documentarista, da Associação Galega do Audiovisual; e com Diana Gonçalves, documentarista Luso-Galega. O resultado foi idêntico ao do Encontro anterior, só que um pouco mais consolidado e a pedir continuidade.

Daí que, nesta terceira edição, com a Música como tema, ousássemos dar mais um passo, seja na direção da Galiza, seja na escolha dos convidados. Mantendo o apoio das mesmas instituições da UMinho, assim como, desde sempre, da Xunta de Galícia e da Rádio Universitária do Minho, junta-se, pela segunda vez, a Radio Municipal de Tui e, este ano, o Concello de Tomiño e a Paróquia de Goián, que nos recebem gentilmente no seu auditório.
As expectativas acerca do contributo destes Encontros Minho-Galiza para o reconhecimento entre os povos das duas regiões são modestas. Pretendem ser apenas ser uma pequena semente, na convicção de que é possível mais se outros se lhe juntarem. In “Palavra Comum” - Galiza


quinta-feira, 23 de março de 2017

Brasil - Carta Metropolitana de Comunhão Hidroviária

O transporte hidroviário de cargas e passageiros é tema de documento preparado pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEA) e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). Intitulada “Carta Metropolitana de Comunhão Hidroviária”, a iniciativa tem o propósito de pressionar os parlamentares quanto a necessidade de viabilização de recursos para a implementação de hidrovia na Baixada Santista. Ainda não há projeto oficial do poder público que contemple o assunto na região.

“Precisamos integrar as bacias hidrográficas. O fato de não termos uma hidrovia condena toda uma geração. Trata-se de um modal de maior capacidade econômica e de transporte, e com potencial ambiental e turístico. A vontade política é primordial. Por isso estamos indo aos parlamentares. Tem que ter um engajamento da autoridade portuária, com a Agência Metropolitana com os nossos políticos para buscar verba para isso”, destacou o engenheiro Eduardo Lustoza, diretor de Portos da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos e professor de Logística da Fundação e Estudo do Mar (Femar).

O especialista destacou o sistema hidroviário existente. “Temos uma grande posição hidroviária porque temos toda a Serra do Mar com várias calhas. Essa água toda do planalto, que permeia na encosta da serra, desce para o litoral e forma esses rios perenes. Por exemplo, o Rio Jurubatuba e o Rio Branco, que é a segunda maior artéria hidrográfica da Baixada Santista, o Canal de Bertioga, que define a Ilha de Santo Amaro”.

Apesar de a região ainda não contar com projeto específico para o setor, Lustoza criou, na segunda apresentação do evento ‘Hidrovias Já’, realizado pelo órgão há quatro anos, a simulação de 22 estações de integração rodo-hidroviária na região. “O transporte de passageiros pode ser feito com maior mobilidade urbana e menor custo. Sai muito mais barato. São equipamentos de menor custo, menor manutenção, são confortáveis e baratos, menor gasto de energia”, destacou. Os pontos de chegada e saída públicos seriam distribuídos entre a região do Portinho, em Praia Grande, pela Ponte dos Barreiros, em São Vicente, o Jardim Casqueiro, em Cubatão, o Centro e a Ponta da Praia, em Santos, Guarujá e Bertioga.

O engenheiro ressaltou que a implementação da hidrovia também auxiliará no escoamento de cargas do Porto de Santos. Atualmente, os produtos chegam ao complexo santista por caminhões – aproximadamente 72%. “Nossa safra ainda está de uma maneira extremamente densa em cima dos caminhões. O que nós jogamos fora de combustível é um lucro que deveria estar no interior, no produtor, e o produtor remunerando melhor o lavrador e seus funcionários. Jogamos muita coisa fora. Parte da safra é perdida. Fala-se em um número superior a 10%”, afirmou.

Carta

A carta produzida pela entidade ressalta que inicialmente, para a viabilização da hidrovia, é necessária a sinalização de trechos de entrada e saída do canal do Porto de Santos, entre o canal de Bertioga até a Rodovia Conêgo Domenico Rangoni, onde há uma ponte ferroviária e blocos de fundação submersos da antiga linha de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga. O documento é assinado também por diversos órgãos e entidades do setor.

“Estamos propondo sinalizar aquilo que já existe e está deficitário. Hidrovia é igual estrada. Precisa de acostamento, placa de sinalização e manutenção, mas só que é muito mais barato. Não precisa repor asfalto, trilho, pedra. O potencial da hidrovia é fantástico, com relação aos demais modais de transporte”, explicou Lustoza.

A carta também cita o incêndio que ocorreu no terminal da Ultracargo, na Alemoa, em abril de 2015. O documento destaca que as vias navegáveis do entorno do local do evento foram consideradas para a captação de água, mas não há registro e regularização de rampas de acesso, fragilizando o plano de evacuação de pessoas e o acesso planejado a embarcações de apoio e combate às chamas. Daniela Origuela – Brasil in “Diário Litoral”

quarta-feira, 22 de março de 2017

Macau – Protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto Politécnico de Macau

Amanhã, 23 de Março de 2017, será assinado um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto Politécnico de Macau, no âmbito do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa, que prevê a criação de canais de comunicação e a divulgação mútua de actividades. Porém, a vertente mais importante é a possibilidade de acreditação pelo Camões das acções de formação de Português para docentes chineses na China Continental, organizadas pelo Centro do IPM. Para Carlos André, o documento é o “corolário” do trabalho desenvolvido pelo IPM em prol da Língua Portuguesa

O Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, e o Instituto Politécnico de Macau (IPM) vão assinar amanhã um protocolo de cooperação, que para Carlos André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, traduz a formalização do reconhecimento do trabalho feito pelo Centro relativamente ao ensino do Português na China.

Começando por frisar que o protocolo é um documento formal e “um instrumento excelente”, Carlos André considera que constitui o “reconhecimento por parte do Camões com tudo quanto isso significa, da actividade relevante que o IPM desenvolve no que respeita ao ensino do Português”.

“É muito significativo, porque se cria aqui o princípio da cooperação que se pretende que fique verdadeiramente enraizado. Não podemos esquecer que o Instituto Camões é uma instituição portuguesa com um papel político e o IPM é uma instituição chinesa, e neste sentido é particularmente relevante”, disse em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

Segundo explicou, o protocolo foi tratado no âmbito no Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM e estabelece vários princípios, como a “permuta de informações permanente”, pelo que serão criados canais de comunicação entre as instituições. Destaca-se ainda o princípio da divulgação das actividades, o que significa que o Camões e o IPOR (participado em 51% pelo Camões), se comprometem a divulgar as actividades do Centro, que por sua vez terá de fazer o mesmo em relação às duas instituições portuguesas. Para além disso, o acordo estipula o acesso por parte dos docentes do Centro a instrumentos online que o Camões possui.

No entanto, o aspecto mais importante envolve as acções de formação de Língua Portuguesa que poderão ser acreditadas. “Se as nossas acções de formação, e aliás somos a única entidade envolvida em acções de formação na China, estiverem de acordo com os padrões do Camões, este considera a possibilidade de as confirmar”, revelou Carlos André.

“A possibilidade de certificar as acções é muito importante para os professores que frequentam as acções. No total, desde que começámos já ultrapassámos os 800 formandos, por isso é muito importante para eles”, acrescentou o coordenador do Centro, considerando esta possibilidade de acreditação e o protocolo como o “corolário de tudo” o que tem sido feito nos últimos anos.

Carlos André admite que o “nível de concretização vai depender do momento e das pessoas”, no entanto, mostra-se confiante no potencial do instrumento. “Vamos ver como evolui, mas estamos muito empenhados”, afirmou Carlos André, explicando que a partir da assinatura do protocolo haverá uma reunião entre as duas instituições, representadas por pessoas indicadas pelas mesmas, durante a qual será definido o plano de actividades.

O documento será assinado pelos presidentes das duas instituições, amanhã, 23 de Março de 2017, numa cerimónia a realizar no Consulado Geral de Portugal, no âmbito da visita a Macau e Hong Kong do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.  Liane Ferreira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 21 de março de 2017

Moçambique - Japão financia construção de bibliotecas em Quelimane

O Governo do Japão vai doar 82 mil de dólares para a construção de “bibliotecas de bairro” em dois postos administrativos na cidade de Quelimane, capital da província central de Zambézia, em Moçambique. Para o efeito será assinado um contrato de doação pelo embaixador do Japão, Akira Mizutani, e o presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo.

“O projecto será implementando pelo Progetto Mozambico Onlus e o valor doado é de 82200 dólares americanos”, refere o comunicado de imprensa da embaixada nipónica. Segundo a nota, as bibliotecas serão construídas em dois postos administrativos, daquela província.

“O Japão acredita que, com a construção destas infra-estruturas, irá oferecer oportunidades aos estudantes das áreas periféricas, sobretudo jovens, leitores de aprofundar e melhorar os seus conhecimentos académicos através da leitura, principalmente pela quase inexistência ou pelo elevado custo dos livros”, lê-se na nota.

Em Moçambique, para ter acesso aos livros, muitos cidadãos são obrigados a deslocarem-se aos centros das cidades onde geralmente é possível encontrar uma biblioteca. Por isso, a construção destas bibliotecas poderá ajudar os cidadãos dos postos administrativos a evitar percorrer longas distâncias para ter acesso a uma.

Este será o centésimo projecto comunitário do Governo Japonês realizado desde o ano 2000 em Moçambique. Recentemente, o governo Japonês comprometeu-se a disponibilizar cerca de 83 mil dólares norte-americanos para melhorar a provisão de água potável e saneamento do meio à vila sede do distrito de Mavago, na província do Niassa, norte de Moçambique. In “Txopela” - Moçambique

segunda-feira, 20 de março de 2017

Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa


Termina amanhã, 21 de março, as candidaturas à segunda edição do Prémio Literário UCCLA “Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa”.

O Prémio Literário UCCLA é uma iniciativa conjunta da UCCLA, Editora A Bela e o Monstro e Movimento 2014, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua portuguesa, por novos escritores.

A participação neste prémio deverá ser feita até às 24 horas do dia 21 de março de 2017. São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

Constituição do Júri:

António Carlos Secchin, Brasil
Germano de Almeida, Cabo Verde
Inocência Mata, São Tomé e Príncipe
Isabel Alçada, Portugal
José Luís Mendonça, Angola
José Pires Laranjeira, Portugal
Biblioteca Nacional de Angola (Luanda)

O regulamento pode ser consultado aqui. UCCLA


Portugal - Fragata “Álvares Cabral” em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu no passado dia 13 de Março de 2017 para uma missão de dois meses no Golfo de Guiné, no âmbito do apoio português ao “esforço internacional de capacitação dos países” daquela região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.

Comandada pelo Capitão-de-Fragata Gonçalves Simões, a Álvares Cabral partiu com uma guarnição de 135 militares e tem a bordo “uma equipa do pelotão de abordagem dos fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica”, além de “três oficiais oriundos da Alemanha, Brasil e Espanha, no âmbito das relações bilaterais entre Marinhas”, refere a Marinha.

Durante a missão será testado um “novo modelo de emprego operacional, com o embarque de uma força de 50 fuzileiros, para reforço da capacidade expedicionária da Marinha”, destinada a preparar os militares para operações de resposta a crises (evacuação de não combatentes ou acções humanitárias de resgate de civis, por exemplo).

O navio vai também participar no exercício «Obangame Express”, promovido pelo United States Naval Forces Africa, destinado “a reforçar a cooperação entre as marinhas dos países da África Ocidental e países amigos em matéria de segurança marítima, incentivando as operações conjuntas e partilha de informação entre marinhas e ao nível de agências regionais e internacionais”, esclarece a Marinha.

A Álvares Cabral vai ainda apoiar projectos de cooperação técnico-militar em curso em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, onde efectuará “acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países, no âmbito dos acordos estabelecidos entre Estados”, explica a Marinha. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

domingo, 19 de março de 2017

Além do Arco-Íris














Vamos aprender português, cantando



Além do arco-íris,
pode ser
que alguém,
veja em meus olhos
o que eu não posso ver

Além do arco-íris,
só eu sei que o amor
poderá me dar tudo o que eu sonhei .

Um dia a estrela vai brilhar
e o sonho vai virar realidade
e leve o tempo que levar
eu sei que eu encontrarei a felicidade

Além do arco-íris
um lugar
que eu guardo em segredo
e só eu sei chegar

Um dia a estrela vai brilhar
e o sonho vai virar realidade
e leve o tempo que levar
eu sei que eu encontrarei a felicidade

A luz do arco-íris
me fez ver
que o amor
dos meus sonhos
tinha que ser você...

Luiza Possi - Brasil